VACINAS NA TERCEIRA IDADE

A vacina é um tratamento eficaz e preventivo para inúmeras doenças infecciosas que acometem as pessoas, independente da idade. Mesmo quando adulto ou idoso, a pessoa não deve deixar de vacinar-se a fim de se proteger e ter uma vida saudável.

A vacina não só protege o indivíduo, bem como impede que ele se infecte e propague doença aos seus familiares.

Na terceira idade doenças crônicas, como o diabetes e hipertensão, são mais comuns, e as infecções podem descompensar esses quadros. As doenças infecciosas ficam mais graves a medida que envelhecemos e quando elas aparecem em conjunto com doenças crônicas diminuem muito o índice sobrevida dos pacientes acometidos, dai se dá a importância de se vacinar e se proteger de doenças infecciosas evitáveis.

Veja abaixo vacinas que são indicadas para a terceira idade:


– Gripe – A vacina deve ser repetida anualmente porque o vírus sofre mutações constantes. Esta vacina é feita para proteger contra os tipos de influenza que estão circulando mais naquele ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para o idoso essa vacina é fundamental uma vez que essa faixa etária é uma das que sofre com os maiores índices de mortalidade devido a gripe.

A vacina contra a gripe é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) anualmente, de forma gratuita.


– Pneumonia – Apesar de não garantir que a pessoa não pegará pneumonia, a vacina evita a infecção por parte da família do pneumococo, grupo de bactérias que são as principais causadoras da doença que inflama os pulmões. Nos idosos, o quadro pode significar risco elevado de morte.

A vacina está disponível em duas versões: a do SUS, que barra contra 23 cepas comuns do pneumococos, e há ainda a da rede particular, que evita 13 tipos. A diferença entre elas está na composição, a vacina 13 induz uma proteção um pouco mais duradoura, tanto que não precisa da dose de reforço cinco anos depois, que deve ser feita na 23.


– Herpes Zóster –  Aqui o mesmo vírus da catapora, o varicela-zóster, mas aqui ele volta para causar a doença também conhecida como “cobreiro”. Mais comum acima dos 50 anos, ela provoca não só manchas em formato de faixa do corpo , bem como dores lancinantes, que frequentemente persistem por anos depois que a infecção regrediu. Complicações menos frequentes incluem a encefalite, uma inflamação no cérebro, e comprometimento da visão, quando o vírus atinge a face.

A vacina da catapora tomada na infância protege pela vida toda. É possível que essa vacina também previna episódios de herpes-zóster. No entanto, tal hipótese demanda tempo para ser comprovada, uma vez que a vacina é relativamente recente.

Nesse caso, pessoas acima dos 50 anos podem tomar uma específica para o zóster. O produto, que chegou ao Brasil recentemente, custa cerca de 500 reais e infelizmente não está disponível na rede pública.


– Febre Amarela – Disponível para toda a população brasileira de forma gratuita a vacina é imprescindível para se evitar a doença.

Infelizmente em idosos, a vacina feita com vírus atenuado da Febre Amarela pode levar a um quadro de reação adversa, similar a da própria doença Febre Amarela. Então nesses casos especialistas recomendam a avaliação de do paciente, sendo importante destacar se ele nunca tomou a vacina e se ele mora em região de risco ou não.


– Dupla Bacteriana do Tipo Adulto – Disponível na rede pública para os idosos, age contra difteria e tétano. Há ainda a tríplice bacteriana do adulto, encontrada na rede privada, que inclui ainda a coqueluche. Elas já são tomadas na infância, mas com os anos a proteção diminui, então o risco da infecção surge novamente, ainda mais na terceira idade, quando a imunidade sofre uma queda natural.

É importante a vacinação principalmente para idosos que convivem com crianças, pois estes são as faixas etárias mais problemáticas se acometidos pelas doenças.


 – Hepatite B – A doença é transmitida via relações sexuais ou sangue contaminado, que pode estar, por exemplo, em um material não esterilizado na manicure ou no reaproveitamento de agulhas utilizadas por outras pessoas. Apesar causar sintomas agudos em menos de 30% dos infectados, o risco da doença se cronificar no idoso é alto.

Com a vida sexual cada vez mais ativa e longa, é importante que o idoso tome a vacina.

A vacina para Hepatite B costuma ser disponibilizada pelo SUS para adolescentes na faixa dos 18 – 20 anos em 3 doses. Àqueles que não a tomaram devem procurar a rede publica para se vacinarem.

 



Fonte: Viva Bem UOL

 

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