HTLV – VÍRUS LINFOTRÓPICO DA CÉLULA T HUMANA

O HTLV, Vírus Linfotrópico da Célula T Humana, é um vírus da família do HIV que pode desencadear paralisia nas pernas e leucemia em até 5% dos pacientes infectados. 

Possui 2 subtipos: HTLV-1 e HTLV-2.

A gravidade das doenças que pode causar, porém, é inversamente proporcional ao investimento em pesquisas para o tratamento do vírus. Descoberto em 1980, ainda pouco se sabe sobre ele. Tampouco há cura.

O vírus T-linfotrópico humano 1 (HTLV-1) é semelhante ao vírus da imunodeficiência humana (HIV), o vírus que causa a AIDS. O vírus HTLV-1 pode causar certos tipos de leucemia e linfoma (câncer dos glóbulos brancos). Continue lendo

FEBRE AFTOSA EM HUMANOS

A Febre Aftosa é uma enfermidade infectocontagiosa aguda com potencial de transmissibilidade extremamente alto entre os animais susceptíveis, podendo, em cerca de uma semana ou menos, acometer a totalidade dos componentes de um rebanho afetado.

Produzida por um vírus da família Picornavirus, gênero Aphtovirus, que acomete animais biungulados domésticos e selvagens, como bovinos, suínos, bubalinos, ovinos e caprinos. É caracterizada por vesículas, também denominadas aftas, erosões e úlceras na mucosa oral, epitélio lingual, nasal, mamário, além de lesões características na região coronária dos cascos e nos espaços interdigitais.

A Febre Aftosa é considerada uma zoonose porque embora raramente o homem se infecte com a doença, é ele um hospedeiro acidental da mesma. Fato comprovado perante o reduzido número de casos descritos pelo mundo, mesmo perante frequentes oportunidades de exposição ao agente, a ampla distribuição geográfica e à alta incidência da enfermidade nos animais domésticos. Continue lendo

INFLUENZA A H1N1 – GRIPE SUÍNA

A Influenza A H1N1 consiste em uma doença causada por uma mutação do vírus da gripe. Também conhecida como gripe Tipo A ou gripe suína, ela se tornou conhecida quando afetou grande parte da população mundial entre 2009 e 2010.

O vírus Influenza A (H1N1) circula no mundo desde, pelo menos, o início do século XX, tendo sido ele o responsável por grandes epidemias de gripe do passado.

Assim como qualquer Influenza A, o subtipo H1N1 possui uma grande capacidade de mutação, fazendo com que de tempos em tempos uma nova cepa seja responsável por novas epidemias.

A última epidemia de gripe H1N1 havia ocorrido no final da década de 1970. Desde então o vírus circulava entre humanos sem causar grandes estragos. Em 2009, porém, surgiu no México uma nova cepa de H1N1 que teve origem no Influenza A H1N1 que afetava porcos (daí o nome gripe suína). Esta cepa suína sofreu uma mutação e passou a ser capaz de infectar seres humanos. Este novo H1N1 possuía em seu DNA características do vírus Influenza A presentes em aves, porcos e humanos, sendo diferente do H1N1 que circulava até então. Continue lendo

SARAMPO

No campo das doenças infectocontagiosas, a literatura ressalta o sarampo como uma das principais causas de morbimortalidade entre crianças menores de 5 anos, sobretudo as desnutridas e as que vivem nos países subdesenvolvidos.

Na década de 90, estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) referiam a ocorrência de mais de 45 milhões de casos de sarampo a cada ano, em todo o mundo, contribuindo com cerca de um a dois milhões de mortes, decorrentes das complicações da doença e que atingem mais frequentemente os menores de dois anos de idade.

É uma doença de distribuição universal que apresenta variação sazonal. Nos climas temperados observa-se o aumento da incidência no período entre o final do inverno e o início da primavera. Nos climas tropicais a transmissão parece aumentar depois da estação chuvosa.

O agente etiológico da doença é o vírus do sarampo, este pertencente ao gênero Morbillivirus e à família Paramyxoviridae. Continue lendo

FEBRE DE LASSA

A febre de Lassa é uma infecção por arenavírus frequentemente fatal e que ocorre principalmente na África Ocidental. Pode envolver sistemas de múltiplos órgãos.

A Febre de Lassa é uma febre de hemorrágica viral aguda descrita em 1969, na cidade de Lassa, Nigéria, situada no vale do rio Yedseram. É causada pelo vírus de Lassa, um membro da família Arenaviridae (Arenavírus), um vírus de RNA.

A infecção em humanos acontece tipicamente pela exposição à excrementos animais, através do trato respiratório ou área gastrointestinal. Crê-se que a inalação de partículas minúsculas de material infectado, (aerossol), seja o meio mais simples de contaminação. Continue lendo

VÍRUS GIGANTES SÃO DESCOBERTOS NO BRASIL

Dois novos vírus gigantes foram descobertos no Brasil, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira, 27, na revista Nature Communications. Os dois espécimes – que pertencem a um novo gênero batizado de Tupanvirus – têm uma complexidade genética jamais encontrada em qualquer outro vírus, de acordo com os autores do estudo.

Os vírus gigantes não causam doenças e infectam preferencialmente as amebas

Tão grandes que podem ser observados em um microscópio óptico comum, os vírus gigantes não causam doenças e infectam preferencialmente as amebas, de acordo com um dos autores do estudo, Jônatas Abrahão, professor do Departamento de Microbiologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ao contrário de outros vírus, o Tupanvirus possui uma espécie de cauda, cuja função ainda é desconhecida.

“Como outros vírus gigantes já descobertos no passado, o Tupanvirus infecta amebas. A diferença é que ele é muito mais generalista: ao contrário dos outros, ele é capaz de infectar diferentes tipos de amebas”, disse Abrahão à reportagem. Continue lendo

FEBRE AMARELA

A Febre Amarela é uma doença viral aguda causada pela picada do mosquito contaminado pelo flavovirus da febre amarela. Ela só é transmitida pela picada da fêmea do mosquito do gênero Haemagogus, em áreas rurais e Aedes Aegypti em áreas urbanas.

A febre amarela é dividida em dois tipos:

  1. Febre amarela silvestre– quando a infecção corre nas regiões de floresta e serrado. Esta forma é transmitida pelos mosquitos do gênero Haemagogus.

  2. Febre amarela urbana– quando a infecção ocorre na grandes cidades e áreas urbanizadas. Esta forma é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue.

A doença é a mesma, essa divisão é apenas para fins epidemiológicos e sendo assim, as manifestações clínicas da doença são iguais, bem como sua evolução. Continue lendo