DOENÇA DE HAFF – ENTENDA

A doença de Haff foi inicialmente relatada na região báltica em 1924, sendo definida como rabdomiólise1 não explicada em uma pessoa que consumiu pescado nas 24 horas que antecederam o início dos sintomas.

Desde a primeira publicação, foram relatados surtos de doença de Haff na Suécia, na antiga União Soviética, nos Estados Unidos, Brasil e China.

A doença de Haff é uma síndrome clínica rara e seu prognóstico é bom quando o paciente recebe tratamento em tempo hábil.

A etiologia da doença de Haff ainda é obscura. A possível causa envolve uma toxina biológica termoestável desconhecida que se acumularia no alimento implicado; contudo, essa toxina não foi até aqui identificada.

Alguns peixes e frutos do mar que foram consumidos por pacientes diagnosticados com a doença de Haff incluem o Tambaqui, Pacu-Manteiga, Pirapitinga e Lagostin, no Brasil, e a maioria dos casos ocorreram em épocas de epidemia. Inicialmente houve suspeita de que essa doença fosse causada pelo envenenamento por arsênio ou mercúrio mas não ficou comprovado.

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DOENÇA MISTERIOSA AINDA ESTÁ SENDO PESQUISADA

Quase um mês após o registro do primeiro caso, a chamada “doença misteriosa” ainda intriga os órgãos de saúde da prefeitura e do estado da Bahia. Sem resultados concretos, amostras de sangue, fezes e urina de pacientes com sintomas suspeitos foram enviadas para análise na Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e a um laboratório do Alabama, nos Estados Unidos (EUA).

Não há previsão de quando os resultados da investigação ficarão prontos. Enquanto isso, o número de pessoas que apresentaram os sintomas da enfermidade – dores musculares intensas súbitas no pescoço e tórax e urina escura –  saltou, na última semana, de 30 para 52 novos casos. Os registros foram feitos em Salvador (50), Lauro de Freitas (1) e Vera Cruz (1).

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