DISPOSITIVO PODE DIAGNOSTICAR HEPATITE C EM MINUTOS

Diagnosticar o quanto antes a hepatite C, infecção viral que afeta o fígado, é fundamental para evitar sua progressão e impedir que a pessoa contagiada transmita a doença para outras.

O problema é que os exames convencionais para identificar a enfermidade não são totalmente precisos, e isso comprometer o resultado da avaliação médica. Além disso, alguns exames custam caro e levam dias até apontar o diagnóstico.

Propondo uma solução para esse cenário, o pesquisador João Paulo de Campos da Costa, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, criou um dispositivo eletrônico mais rápido, exato e barato, que revela em poucos minutos se a pessoa está com a doença. Continue lendo

PESQUISADORES DEFENDEM QUE EXISTEM CINCO TIPOS DE DIABETES

Nenhuma outra doença avança tanto no mundo quanto a diabetes, mas o que existe de tratamento hoje é insuficiente para lidar com um mal que, nos cálculos da Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta 425 milhões de pessoas, com projeção de aumento para 629 milhões nas próximas três décadas. Para um grupo de pesquisadores da Universidade de Lund, na Suécia, o problema pode estar na classificação desse distúrbio endocrinológico. Embora os médicos reconheçam que não se pode falar em uma única enfermidade, a diabetes é dividida em dois tipos: o 1, responsável por 10% dos casos, e o 2 (também conhecido como melitus), que abrange o restante.

Essa classificação tem mais de 20 anos e, na opinião da equipe de Lund, está desatualizada. Segundo os pesquisadores, a diabetes deveria ser dividida em cinco tipos, cada um com especificidades exigindo abordagens de prevenção e manejo diferentes. Da forma como é hoje, argumentam, os tratamentos não atendem às necessidades dos pacientes e, assim, acabam falhando. “Uma classificação mais refinada pode nos dar uma ferramenta poderosa para identificar, no diagnóstico, aquelas pessoas em risco aumentado de complicações. Esse é o caminho da personalização dos regimes de tratamento”, defende Leif Groop, professor de endocrinologia e especialista em diabetes da Universidade de Lund.  Continue lendo

NOVO TESTE RÁPIDO PARA ZIKA

Pesquisadores da New York University, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo um novo teste para o zika, capaz de detectar o teste em minutos – a exemplo do teste já desenvolvido no Brasil, no Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

A diferença é que a estratégia usou o mesmo princípio utilizado em testes rápidos para o HIV – que já é vendido em farmácias.

Em dois trabalhos científicos publicados nesta semana no “PLos One” e no “Journal of Visualized Experiments” (JoVE), cientistas demonstraram que adaptações permitiram que o exame também detectasse o zika. Continue lendo

PESQUISA COM VACINA DE CÉLULAS-TRONCO PARA TRATAR O CÂNCER

Uma vacina feita com células-tronco derivadas do próprio paciente pode se tornar mais uma poderosa arma no arsenal dos médicos na luta contra o câncer.

Experimento realizado por cientistas da Universidade de Stanford, nos EUA, com camundongos revelou que a técnica conseguiu barrar ou frear o desenvolvimento de tumores de mama, pulmão e pele nos animais, numa chamada “prova de conceito” que mostrou seu potencial para o tratamento e controle da doença no futuro.

Células-tronco são capazes de se transformarem em células de qualquer tecido do corpo e, para isso, se reproduzem muito rápido. Característica que é compartilhada pelas células cancerosas, cuja reprodução descontrolada forma os tumores sólidos. Assim, umas e outras também apresentam estruturas moleculares semelhantes na sua superfície que podem provocar uma reação do sistema imunológico, conhecidas como antígenos. Continue lendo

TÉCNICA TESTADA EM RATOS CURA CÂNCER COM 96% DE EFICIÊNCIA

Um tumor é feito de células mutantes, com código genético modificado. Essas células produzem proteínas diferentes, que, como um alarme, chamam a atenção do nosso sistema imunológico. Glóbulos brancos, os policiais do nosso corpo, são enviados à cena do crime, guiados por essas proteínas. Sua função é destruir o câncer, mas quando eles chegam lá, são paralisados e não conseguem reagir – o tumor tem truques bioquímicos na manga para se salvar.

Radioterapia e quimioterapia são tratamentos valiosos. Mas seria muito mais fácil “acordar” os glóbulos brancos – e deixar eles cuidarem do tumor com as próprias mãos.

Esse truque está prestes a sair do papel. Pesquisadores da Universidade Stanford descobriram dois agentes que, quando injetados diretamente em um tumor, fazem as células de defesa do paciente que já estavam lá retomarem o combate. A técnica, que eliminou completamente o câncer em 87 dos 90 ratos de laboratório testados, tem a vantagem de combater também as metástases – “filiais” do tumor original que se formam em outras partes do corpo. Continue lendo

ESTUDO SUGERE QUE IBUPROFENO PODE LEVA À INFERTILIDADE MASCULINA

Pesquisa feita na Dinamarca mostra que o uso de um antinflamatório comum, o ibuprofeno, pode levar à disfunção hormonal e à infertilidade em homens adultos jovens.

O estudo, publicado no “PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences)”, teve como primeiro autor o neurologista David Møbjerg Kristensena, da Universidade de Copenhague, na Dinamarca.

A pesquisa estudou a função do analgésico em 31 homens saudáveis entre 18 e 35 anos que utilizaram 600 mg de ibuprofeno diariamente por duas semanas. Continue lendo

NOVO ANTICORPO CONTRA HIV

Em um estudo publicado na revista Nature Medicine, os pesquisadores relatam terem conseguido reduzir o número de cópias do HIV ao administrarem apenas uma dose de um anticorpo chamado 10-1074. É a primeira vez que esse anticorpo foi testado em seres humanos. Segundo o grupo liderado por Nussenzweig, os resultados ampliam as perspectivas de se obter uma nova classe de drogas com diferentes mecanismos de ação contra o HIV, enquanto não há vacina disponível.

O anticorpo 10-1074 pertence a uma geração de anticorpos que têm se mostrado eficazes no combate a uma grande variedade de cepas do HIV. Mais potentes do que os habituais, esses anticorpos são produzidos naturalmente por alguns pacientes e, em seguida, clonados e reproduzidos em laboratório.

Continue lendo