NOTA CFF: PERMISSÃO A FARMACÊUTICOS PARA NEGAR A DISPENSAÇÃO DE HIDROXICLOROQUINA

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) emitiu nota informando que criou termo que ampara a decisão do farmacêutico de não dispensar algum medicamento, entre os quais aqueles utilizados no tratamento da Covid-19 como a hidroxicloroquina. O profissional terá agora um documento para registrar a decisão junto ao seu Conselho Regional de Farmácia.

Foi instituído pelo CFF também um termo de ciência e responsabilidade a ser pactuado para registrar o ato da dispensação de medicamentos de uso off-label ou em casos em que o farmacêutico considerar que há riscos para o paciente e este optar por utilizá-lo mesmo tendo sido orientado.

Os documentos constam como anexos de uma nota técnica aprovada em Reunião de Diretoria do Conselho realizada na ultima quinta-feira (4/6). O CFF criou, ainda, um canal para notificação de outros casos de cerceamento da autoridade técnica do farmacêutico. O objetivo é apoiar os profissionais na defesa da saúde pública e pelo uso racional de medicamentos. Continue lendo

ABIRATERONA PARA CÂNCER DE PRÓSTATA É INCLUÍDO NO SUS

O Ministério da Saúde resolveu incluir na lista de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) mais uma substância para o tratamento do câncer de próstata. A abiraterona poderá ser utilizada em pacientes em metástase após uso prévio de quimioterapia. O prazo máximo de oferta ao SUS é de 180 dias a partir do dia 24-07-2019.

A recomendação da incorporação do medicamento foi feita pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). 

Para os pacientes em que a doença evolui, a primeira linha de tratamento é a terapia hormonal seguida por quimioterapia, já ofertados pelo sistema público e considerados tratamento padrão. No entanto, apesar de fornecer resultados iniciais positivos, essas linhas podem ser abordagens paliativas, e não curativas. Assim, após um período de tempo, a doença pode voltar a evoluir. Para esses casos, a abiratona poderá ser incluída como mais uma alternativa para controle do tumor. Continue lendo

O QUE É BIOSSIMILARIDADE EM UM MEDICAMENTO?

A biossimilaridade, no que diz respeito a um medicamento biológico, é uma propriedade de um produto em relação a outro produto, considerado como referência e atestada pelo chamado exercício de comparabilidade. Uma convincente demonstração de biossimilaridade transfere ao novo produto, parte da experiência e do conhecimento adquirido com o produto de referência, permitindo algum grau de redução dos requerimentos para aprovação.

Ou seja, quando existe um medicamento aprovado como medicamento biológico e se lança um novo produto, tendo o medicamento referência como base de produção, mas com critérios levemente alterados, pois já se tem o estudos e novos conceitos de que certas normas ou processos, não irão interferir na qualidade e resultado final do no produto a ser produzido.

A Organização Mundial da Saúde define exercício de comparabilidade como sendo a comparação direta de um produto biológico (candidato a biossimilar) com o produto biológico inovador (referência), já aprovado, com o propósito de estabelecer similaridade em qualidade, segurança e eficácia. Continue lendo

RADIOFARMÁCIA: ALGUMAS INFORMAÇÕES

A Radiofarmácia surgiu historicamente em 1905, após a descoberta, em 8 de novembro de 1895, do Raio-X por Wilhelm Conrad Roentgen, em seu laboratório. De lá para cá foi atualizada e aperfeiçoada até chegar ao estágio que encontramos hoje.

Neste cenário  nos deparamos definições bem precisas sobre o tema, tais como:

Radiofarmácia – que é a especialidade farmacêutica responsável pela produção, manipulação, controle de qualidade e fracionamento de Radiofármacos.

Radiofármacos – é toda substância que por sua forma farmacêutica, quantidade e qualidade de radiação, que pode ser utilizadas no diagnóstico e no tratamento de enfermidades dos seres vivos. Continue lendo

HEPATITE MEDICAMENTOSA

O fígado é o principal órgão envolvido no metabolismo e na eliminação de substâncias. A toxicidade hepática pode ser induzida por drogas ou toxinas.

Pode seguir-se à inalação, ingestão ou administração parentérica de inúmeros agentes farmacológicos e químicos. Estes incluem toxinas industriais e os agentes farmacológicos terapêuticos.

Hepatite medicamentosa ou hepatite induzida por drogas é uma inflamação do fígado causada por dano direto às células do fígado, o hepatócito. A lesão hepática induzida por drogas é responsável por 5% de todas as internações hospitalares e 50% de todas as falhas hepáticas agudas.

A toxicidade hepática é a manifestação mais comum de reação adversa a drogas, motivando a suspensão do licenciamento e da comercialização de inúmeras substâncias.

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ANVISA SUSPENDE ANTICONCEPCIONAL GYNERA®

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a suspensão da distribuição, venda e uso de 13 lotes do anticoncepcional Gynera, produzido pelo grupo farmacêutico Bayer, de acordo com resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A decisão da agência reguladora leva em conta o comunicado de recolhimento voluntário apresentado pela fabricante em razão de resultados insatisfatórios em estudo para o medicamento.

A resolução, que entra em vigor nesta segunda-feira, exige ainda que a Bayer recolha o estoque desses lotes existente no mercado.

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NOVO MEDICAMENTO PARA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

O medicamento Entresto® (sacubitril/valsartana), Aprovado pela ANVISA, é  inédito no Brasil. A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração não é capaz de bombear o sangue de forma correta para o corpo. Essa condição é resultado de uma deficiência no enchimento do ventrículo.

Mesmo com as terapias atualmente recomendadas pelas diretrizes clínicas nacionais e internacionais para o tratamento da insuficiência cardíaca, as taxas de mortalidade e de morbidade permanecem altas, com hospitalização frequente e baixa qualidade de vida.

Um estudo publicado em 2015 na revista Arquivo Brasileiros de Cardiologia, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, mostrou que cerca de 50 mil pessoas morrem todos os anos no Brasil por causa de complicações cardíacas.

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