ÁLCOOL E MEDICAMENTOS – PERIGO REAL

O consumo de álcool per capita no Brasil  chegou a 8,9 litros em 2016 e superou a média internacional, de 6,4 litros por pessoa. Com isso, o País figura na 49.ª posição do ranking entre os 193 avaliados. Os dados foram divulgados ontem pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A OMS não vê o consumo do álcool em si como um problema, mas considera que o uso excessivo e a falta de controle em certas situações podem se transformar em ameaça.

Associada a essa situação temos uma alta crescente do uso de medicamentos no Brasil, este que em 2016 chegou à marca de 4,5 bilhões de medicamentos vendidos no Brasil, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA . Continue lendo

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS COMUNS

A interação medicamentosa é aquela que se interfere nos efeitos de um fármaco devido à ingestão simultânea de outro fármaco ou aos alimentos consumidos. Esta interação pode reduzir o efeito de um dos fármacos ou potencializá-lo, o que pode causar efeitos imprevisíveis no tratamento. Todavia, nem sempre esta relação é maléfica.

As interações medicamentosas constituem um dos problemas mais comuns relacionados à utilização de medicamentos. Buscar informações sobre esse problema é essencial para a eficiência do tratamento farmacológico e para evitar prejuízos à saúde gerados pelo uso de medicamentos. Continue lendo

TETRACICLINA: REVISÃO FARMACOLÓGICA E INDICAÇÕES

O cloridrato de tetraciclina pertence à classe das Tetraciclinas, agentes bacteriostáticos de largo espectro, que agem inibindo a síntese proteica de bactérias sensíveis, bloqueando a ligação do RNA-t (RNA transportador) ao RNA-m (RNA mensageiro) do complexo ribossômico 30S desses microrganismos.

O espectro de ação do cloridrato de tetraciclina abrange microrganismos Gram-positivos (aeróbicos e anaeróbicos), Gram-negativos, protozoários, micoplasma, clamídias, riquetsias e espiroquetas. Microrganismos comumente sensíveis à tetraciclina incluem Actynomices; Chlamydia; Mycoplasma sp.; Ureaplasma urealytcum, Riquetsias incluindo Coxiella burnettii e espiroquetas, incluindo Borrelia, Leptospira e Treponema sp.. Gram-negativos aeróbicos incluem Bordetella pertussis, Brucella sp., Calymmato bacterium granulomatis, Campylobacter sp., algumas enterobactérias incluindo Yersinia pestis, Francisella tularensis, Haemophillus, Neisseria, Pasteurella, Pseudomonas mallei e Víbrio sp. Gram-positivos aeróbicos incluem Bacillus anthracis, Listeria monocytogenes, vários estafilococos e estreptococos. Organismos aeróbicos incluem Bacteroides, Fusobacterium e Clostridium sp. Alguns protozoários também são sensíveis, incluindo o Plasmodium falciparum.

As tetraciclinas recebem essa denominação devido à sua estrutura química, formada por quatro anéis. Seu aspecto físico comercial  é de uma cápsula gelatinosa de cor amarela e preto.

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COMBINAÇÕES MEDICAMENTOSAS PERIGOSAS

Um levantamento mundial divulgou que a maioria das intoxicações por medicamentos acontecem com remédios considerados inofensivos pela população como analgésicos, antinflamatórios e antigripais.

No Brasil a situação não é muito diferente. Segundo levantamento do Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológica (Sinitox), ligado ao Instituto Fio Cruz, os medicamentos são os principais responsáveis por intoxicação humana superando venenos, drogas e agrotóxicos.

A situação piora bastante quando há uma combinação entre diferentes medicamentos. “Muitas vezes o problema vem de uma automedicação. Um amigo ou familiar recebeu uma prescrição de um remédio e repassa para o paciente quando está com sintomas parecidos, apenas querendo ajudar”. Porém, não é porque uma medicação funcionou bem para um que terá o mesmo efeito no outro.

Outro problema comum é um paciente que já faz um tratamento com acompanhamento médico, esquecer-se de informar durante a consulta com outro especialista quais são os medicamentos que já estão sendo usados.

Além de outros medicamentos, alguns alimentos, hábitos e doenças também podem alterar o metabolismo de remédios. Por isso, é importante deixar seu médico a par da situação geral de sua saúde e questioná-lo sobre as restrições que envolvam seu tratamento.

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ANTI-HIPERTENSIVOS X ANTINFLAMATÓRIOS: ENTENDA

No Brasil e no restante do mundo os anti-hipertensivos são medicamentos muito utilizados – estima-se que mais de 20% dos brasileiros adultos sejam hipertensos – principalmente por pacientes acima dos quarenta anos. Da mesma forma, os antinflamatórios não esteroides (AINEs), incluindo aí os analgésicos e antipiréticos, encontram-se entre os fármacos mais vendidos.

O alto consumo dessas duas classes de medicamentos é preocupante pelo fato de poderem provocar interações medicamentosas quando usados concomitantemente, principalmente se levarmos em conta o costume de automedicação irresponsável, tão comum em nosso país.

A hipertensão arterial é uma doença crônica degenerativa, não transmissível presente em cerca de 50% dos indivíduos acima de 65 anos e, nessa faixa etária, com o envelhecimento, é de se esperar que outras enfermidades estejam presentes, como as doenças reumáticas, particularmente, a osteoartrite e a artrite reumatoide. Nessa situação, a prescrição de medicamentos com ação analgésica e anti-inflamatória é realizada com frequência e, geralmente, os anti-inflamatórios não esteroides (AINE) são os mais utilizados.

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INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA: AMOXICILINA x ANTICONCEPCIONAIS

AMOXICILINA:

É uma penicilina com ação bactericida, pertencente ao grupo dos antibióticos beta-lactâmicos . Age por meio da inibição da síntese de parede celular nos agentes patógenos.

ANTICONCEPIONAIS COM ESTROGÊNIO

A pílula anticoncepcional é a opção de aproximadamente 80% das mulheres para evitar a gravidez.  Anticoncepcionais com estrogênio são utilizados em mais da metade das formulações encontradas no mercado.

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