REINFECÇÃO PELO VÍRUS HIV

O primeiro caso documentado de um paciente anteriormente contaminado pelo Vírus da Imunodeficiência Adquirida – HIV (HIV+) e que se recontaminou com uma segunda cepa do vírus, foi descrito por pesquisadores canadenses, em Ottawa, sendo o trabalho apresentado em San Francisco na Conferência Anual sobre Retrovírus, em meados dos anos 2000.

O modo de contaminação descrito no estudo foi através de uma relação sexual com um segundo paciente infectado. Após a segunda contaminação, o paciente parou de responder à medicação que estava usando, e seu estado de saúde passou a piorar.

A reinfecção com o HIV pode tornar a doença mais grave. Além disso, a carga viral aumenta e o tratamento se tona bem mais completo. Quadros semelhantes de “superinfecção viral” já havia sido observado em animais, como chimpanzés, anteriormente, porém o alerta da comunidade cientifica quanto a mesma questão em humanos, só começou a ser debatida a partir dos anos 2000. Continue lendo

INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS MAIS COMUNS NA POPULAÇÃO BRASILEIRA

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos.

São transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja infectada. A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação.

O tratamento das pessoas com IST melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento e o tratamento são gratuitos nos serviços de saúde do SUS. Continue lendo

MITOS E VERDADES SOBRE O HIV E AIDS

O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV, do inglês Human Immunodeficiency Virus) é um lentivírus que está na origem da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, uma condição em seres humanos na qual há deterioração progressiva do sistema imunitário, que propicia o desenvolvimento de infeções oportunistas e potencialmente mortais.

Apesar da evolução nas formas de tratamento e prevenção, a síndrome da imunodeficiência adquirida, mais conhecida pela sigla AIDS (do inglês “acquired immunodeficiency syndrome”), continua a ser uma preocupação dos brasileiros.

Segundo dados do Programa Conjunto das Nações Unidas (Unaids), 15 mil pessoas morreram em decorrência do vírus HIV, o causador da AIDS, em 2015, somente no Brasil. Continue lendo

ESTUDO BRASILEIRO MOSTRA 100% DE EFICÁCIA DA PrEP

Estudo inédito realizado em cinco cidades mostra que o uso de antirretrovirais para prevenir o HIV foi eficaz em 100% dos casos. O trabalho acompanhou 526 voluntários que passaram a usar o medicamento como estratégia de prevenção.

No período avaliado, nenhuma das pessoas que usavam o medicamento contraiu o HIV.

“Três infecções foram identificadas, mas entre pessoas que esperavam para iniciar o uso da Prep (terapia pré-exposição)”, disse o coordenador do trabalho, o pesquisador Alexandre Grangeiro, da Universidade de São Paulo (USP). Para ele, o resultado confirma a importância da estratégia e reforça a necessidade de implementação no Sistema Único de Saúde. Continue lendo

TESTE RÁPIDO DE HIV: ONDE FAZER E COMO FUNCIONA?

Cerca de 135 mil pessoas estão infectadas com HIV no Brasil e não sabem. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016, aproximadamente 840 mil pessoas viviam com o vírus. Desse total, 694 mil estavam diagnosticadas; sendo que 498 mil já haviam iniciado o tratamento.

Proporcionalmente, o número de brasileiros diagnosticados aumentou em 18% em 4 anos, passando de 71%, em 2012, para 84%, em 2016. Apesar desse aumento, o Governo do Brasil tem reforçado iniciativas para garantir o diagnóstico e o acesso ao tratamento contra o vírus. Neste ano, por exemplo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou o primeiro autoteste para tiragem do HIV e o País se tornou o primeiro da América Latina a disponibilizar o produto em farmácias.

Outra iniciativa é o teste rápido oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Qualquer pessoa pode realizá-lo de forma anônima.  Continue lendo

TRUVADA® – CONSIDERAÇÕES FARMACOLÓGICAS

O medicamento Truvada® é a associação de Tenofovir/entricitabina, que pode ser utilizada no tratamento e prevenção do vírus da imunodeficiência humana (HIV).

Neste medicamento são combinados 300 mg de fumarato de tonofovir disoproxil e 200 miligramas de entricitabina, em um único comprimido que deve ser ingerido com água, conforme indicação médica.

A formulação sobe o nome comercial Truvada®, do laboratório farmacêutico Gilead Sciences, nas formas de gel ou comprimido, foi aprovado inicialmente nos Estados Unidos, pela Food and Drug Administration (FDA) em 2004.

Porém somente em julho de 2012, a FDA anunciou a aprovação do medicamento Truvada® como pílula preventiva para pessoas não contaminadas pelo vírus HIV, tratamento conhecido como PrEP – Profilaxia pré-exposição.  Inicialmente a indicação da Truvada® como PrEP era para grupos tipos como risco (profissionais do sexo masculinos e femininos e parceiros de pacientes HIV+). Continue lendo

O QUE É A PrEP?

PrEP significa profilaxia pré-exposição. Pré-exposição porque é tomada antes da relação sexual.

Profilaxia Pré-exposição (PrEP) ao vírus da imunodeficiência humana, o HIV, é uma estratégia de prevenção que envolve a utilização de um medicamento antirretroviral (ARV), por pessoas não infectadas, para reduzir o risco de aquisição do HIV através de relações sexuais. O medicamento ARV irá bloquear o ciclo da multiplicação desse vírus, impedindo a infecção do organismo.

Há duas formas principais de PrEP: a PrEP Oral em forma de comprimido e a PrEP Tópica em forma de gel. Os resultados iniciais dos ensaios clínicos de PrEP Oral indicam que essa estratégia de prevenção pode ser extremamente útil para a mudança de cenário necessária no combate  a infecção pelo vírus HIV. Continue lendo