VACINA CONTRA AIDS – MITOS E VERDADES SOBRE ESSA NOVA NOTÍCIA

Fazia tempo que uma notícia sobre HIV não chamava tanto a atenção: uma nova tentativa de criar uma vacina que imunizaria pessoas saudáveis contra a infecção do HIV fez seus primeiros testes com humanos. Os resultado, promissores, foram publicados no periódico The Lancet. 

A AIDS carrega um impacto emocional que poucas outras doenças são capazes de alcançar. E, em assuntos como esse, é difícil separar fatos de especulação e até exagero.

Então vamos aos poucos: o que é uma vacina contra o HIV, como essa nova vacina foi criada, o que ela já pode fazer, e o que ela, por enquanto, só promete.

Imunizar as pessoas contra o HIV é uma ambição mundial há pelo menos 35 anos. Uma intervenção só que conseguisse prevenir esse mal causaria um impacto tremendo, que nem os avanços incríveis dos tratamentos conseguiram trazer. Continue lendo

O QUE É PEP? – PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO

A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de risco à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras IST consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções.

O esquema antirretroviral (ARV) da PEP para HIV foi simplificado na atualização do PCDT, em 2015, com recomendações de profilaxia pela avaliação do risco da situação de exposição e não mais por categoria de exposição (acidente com material biológico, violência sexual e exposição sexual consentida).

A PEP para HIV está disponível no SUS desde 1999; atualmente, é uma tecnologia inserida no conjunto de estratégias da Prevenção Combinada, cujo principal objetivo é ampliar as formas de intervenção para evitar novas infecções pelo HIV. Continue lendo

CONTRAINDICAÇÕES DA PrEP

A Profilaxia Pré-Esposição (PrEP) é a utilização de medicamentos antirretrovirais, antes da exposição ao HIV, por pessoas não infectadas e que tenham chances aumentadas de contato com o vírus, como forma de prevenção.

  1. Pré • Antes
  2. Exposição • Atividade que pode levar à infecção por HIV
  3. Profilaxia • Prevenção

A medicação mais utilizado no mundo e no Brasil como PrEP é o medicamento Truvada®, que consiste em:

– Tenofovir associado a Entricitabina, em dose fixa combinada TDF/FTC 300/200mg, um comprimido por dia, via oral, em uso contínuo. Continue lendo

FDA APROVA TRUVADA PARA USO EM ADOLESCENTES

O Truvada, que combina os antirretrovirais tenofovir e emtricitabitina, foi aprovado como medicação para profilaxia pré-exposição (PrEP) – em que há risco de contaminação – em 2012; inicialmente para adultos acima de 18 anos dentro do grupo de risco, que incluem casais gays, travestis e transsexuais, profissionais do sexo, e casais sorodiscordantes (em que apenas um possui o vírus).

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permitiu o uso preventivo para HIV-1 em maio do ano passado.

Esta semana a Food and Drug Adminstration (FDA), agência responsável pela monitoramento de remédios nos Estados Unidos, aprovou nova indicação do uso do Truvada, medicamento usado como tratamento preventivo contra o HIV. Agora a medicação também pode ser utilizada por pessoas menores de 18 anos para reduzir o risco de HIV-1 – tipo mais comum da doença. O tratamento deve ser associado a outras formas de prevenção, como o uso de camisinha. Continue lendo

ANVISA E OMS INVESTIGAM POSSÍVEL RISCO DO USO DE DOLUTEGRAVIR EM GRÁVIDAS

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a Organização Mundial de Saúde investigam uma possível associação entre o uso do antirretroviral dolutegravir (medicamento usado para o controle do HIV) na gravidez e um defeito no tubo neural em fetos. O tubo neural é a estrutura que dará origem à medula espinhal e ao cérebro. A associação foi identificada em um estudo independente feito em Botswuana, na África.

Normalmente, a má-formação nessa estrutura ocorre em 0,1% dos nascidos vivos; o que o estudo identificou foi um aumento para 0,9% da prevalência da anomalia. As entidades enfatizam, contudo, que até esse momento a relação é apenas uma observação — sem nenhuma relação de causa e efeito. Continue lendo

SINTOMAS DA AIDS

A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV – sigla em inglês) resulta de um dos dois retrovírus similares (HIV-1 e HIV-2) que destroem linfócitos CD4+ e prejudicam a imunidade mediada por células, aumentando o risco de certas infecções e cânceres.

Sendo assim a aids é causada pela infecção do vírus da imunodeficiência humana (HIV). Onde o vírus ataca o sistema imunológico para se multiplicar, destrói as células infectadas e assim continua, deteriorando o sistema imunológico do portador e propagando a doença.

Ter o HIV não é a mesma coisa que ter aids. Uma vez que aids é o doença e há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas podem transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção. Continue lendo

REINFECÇÃO PELO VÍRUS HIV

O primeiro caso documentado de um paciente anteriormente contaminado pelo Vírus da Imunodeficiência Adquirida – HIV (HIV+) e que se recontaminou com uma segunda cepa do vírus, foi descrito por pesquisadores canadenses, em Ottawa, sendo o trabalho apresentado em San Francisco na Conferência Anual sobre Retrovírus, em meados dos anos 2000.

O modo de contaminação descrito no estudo foi através de uma relação sexual com um segundo paciente infectado. Após a segunda contaminação, o paciente parou de responder à medicação que estava usando, e seu estado de saúde passou a piorar.

A reinfecção com o HIV pode tornar a doença mais grave. Além disso, a carga viral aumenta e o tratamento se tona bem mais completo. Quadros semelhantes de “superinfecção viral” já havia sido observado em animais, como chimpanzés, anteriormente, porém o alerta da comunidade cientifica quanto a mesma questão em humanos, só começou a ser debatida a partir dos anos 2000. Continue lendo