HTLV – VÍRUS LINFOTRÓPICO DA CÉLULA T HUMANA

O HTLV, Vírus Linfotrópico da Célula T Humana, é um vírus da família do HIV que pode desencadear paralisia nas pernas e leucemia em até 5% dos pacientes infectados. 

Possui 2 subtipos: HTLV-1 e HTLV-2.

A gravidade das doenças que pode causar, porém, é inversamente proporcional ao investimento em pesquisas para o tratamento do vírus. Descoberto em 1980, ainda pouco se sabe sobre ele. Tampouco há cura.

O vírus T-linfotrópico humano 1 (HTLV-1) é semelhante ao vírus da imunodeficiência humana (HIV), o vírus que causa a AIDS. O vírus HTLV-1 pode causar certos tipos de leucemia e linfoma (câncer dos glóbulos brancos). Continue lendo

REDUÇÃO DO HIV LATENTE NO CORPO COM USO DE CÉLULAS TRONCO

Cientistas espanhóis descobriram enormes reduções nos reservatórios do HIV-1 (Vírus da Imunodeficiência Humana) de cinco pacientes que foram submetidos a tratamento com transplante de células-tronco, de acordo com uma pesquisa publicada na revista Annals of Internal Medicine.

Os reservatórios latentes de HIV são as células do corpo onde o HIV é capaz de persistir mesmo quando os pacientes estão em terapia antirretroviral. Se alguém diagnosticado com HIV não tomar a medicação, a quantidade de HIV no corpo (chamada carga viral) aumentará. Embora os medicamentos possam suprimir as cargas virais, eles não podem eliminar completamente os reservatórios latentes do HIV. Continue lendo

VACINA CONTRA AIDS – MITOS E VERDADES SOBRE ESSA NOVA NOTÍCIA

Fazia tempo que uma notícia sobre HIV não chamava tanto a atenção: uma nova tentativa de criar uma vacina que imunizaria pessoas saudáveis contra a infecção do HIV fez seus primeiros testes com humanos. Os resultado, promissores, foram publicados no periódico The Lancet. 

A AIDS carrega um impacto emocional que poucas outras doenças são capazes de alcançar. E, em assuntos como esse, é difícil separar fatos de especulação e até exagero.

Então vamos aos poucos: o que é uma vacina contra o HIV, como essa nova vacina foi criada, o que ela já pode fazer, e o que ela, por enquanto, só promete.

Imunizar as pessoas contra o HIV é uma ambição mundial há pelo menos 35 anos. Uma intervenção só que conseguisse prevenir esse mal causaria um impacto tremendo, que nem os avanços incríveis dos tratamentos conseguiram trazer. Continue lendo

O QUE É PEP? – PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO

A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de risco à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras IST consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções.

O esquema antirretroviral (ARV) da PEP para HIV foi simplificado na atualização do PCDT, em 2015, com recomendações de profilaxia pela avaliação do risco da situação de exposição e não mais por categoria de exposição (acidente com material biológico, violência sexual e exposição sexual consentida).

A PEP para HIV está disponível no SUS desde 1999; atualmente, é uma tecnologia inserida no conjunto de estratégias da Prevenção Combinada, cujo principal objetivo é ampliar as formas de intervenção para evitar novas infecções pelo HIV. Continue lendo

CONTRAINDICAÇÕES DA PrEP

A Profilaxia Pré-Esposição (PrEP) é a utilização de medicamentos antirretrovirais, antes da exposição ao HIV, por pessoas não infectadas e que tenham chances aumentadas de contato com o vírus, como forma de prevenção.

  1. Pré • Antes
  2. Exposição • Atividade que pode levar à infecção por HIV
  3. Profilaxia • Prevenção

A medicação mais utilizado no mundo e no Brasil como PrEP é o medicamento Truvada®, que consiste em:

– Tenofovir associado a Entricitabina, em dose fixa combinada TDF/FTC 300/200mg, um comprimido por dia, via oral, em uso contínuo. Continue lendo

FDA APROVA TRUVADA PARA USO EM ADOLESCENTES

O Truvada, que combina os antirretrovirais tenofovir e emtricitabitina, foi aprovado como medicação para profilaxia pré-exposição (PrEP) – em que há risco de contaminação – em 2012; inicialmente para adultos acima de 18 anos dentro do grupo de risco, que incluem casais gays, travestis e transsexuais, profissionais do sexo, e casais sorodiscordantes (em que apenas um possui o vírus).

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permitiu o uso preventivo para HIV-1 em maio do ano passado.

Esta semana a Food and Drug Adminstration (FDA), agência responsável pela monitoramento de remédios nos Estados Unidos, aprovou nova indicação do uso do Truvada, medicamento usado como tratamento preventivo contra o HIV. Agora a medicação também pode ser utilizada por pessoas menores de 18 anos para reduzir o risco de HIV-1 – tipo mais comum da doença. O tratamento deve ser associado a outras formas de prevenção, como o uso de camisinha. Continue lendo

ANVISA E OMS INVESTIGAM POSSÍVEL RISCO DO USO DE DOLUTEGRAVIR EM GRÁVIDAS

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a Organização Mundial de Saúde investigam uma possível associação entre o uso do antirretroviral dolutegravir (medicamento usado para o controle do HIV) na gravidez e um defeito no tubo neural em fetos. O tubo neural é a estrutura que dará origem à medula espinhal e ao cérebro. A associação foi identificada em um estudo independente feito em Botswuana, na África.

Normalmente, a má-formação nessa estrutura ocorre em 0,1% dos nascidos vivos; o que o estudo identificou foi um aumento para 0,9% da prevalência da anomalia. As entidades enfatizam, contudo, que até esse momento a relação é apenas uma observação — sem nenhuma relação de causa e efeito. Continue lendo