MITOS E VERDADES SOBRE O HIV E AIDS

O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV, do inglês Human Immunodeficiency Virus) é um lentivírus que está na origem da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, uma condição em seres humanos na qual há deterioração progressiva do sistema imunitário, que propicia o desenvolvimento de infeções oportunistas e potencialmente mortais.

Apesar da evolução nas formas de tratamento e prevenção, a síndrome da imunodeficiência adquirida, mais conhecida pela sigla AIDS (do inglês “acquired immunodeficiency syndrome”), continua a ser uma preocupação dos brasileiros.

Segundo dados do Programa Conjunto das Nações Unidas (Unaids), 15 mil pessoas morreram em decorrência do vírus HIV, o causador da AIDS, em 2015, somente no Brasil. Continue lendo

ESTUDO BRASILEIRO MOSTRA 100% DE EFICÁCIA DA PrEP

Estudo inédito realizado em cinco cidades mostra que o uso de antirretrovirais para prevenir o HIV foi eficaz em 100% dos casos. O trabalho acompanhou 526 voluntários que passaram a usar o medicamento como estratégia de prevenção.

No período avaliado, nenhuma das pessoas que usavam o medicamento contraiu o HIV.

“Três infecções foram identificadas, mas entre pessoas que esperavam para iniciar o uso da Prep (terapia pré-exposição)”, disse o coordenador do trabalho, o pesquisador Alexandre Grangeiro, da Universidade de São Paulo (USP). Para ele, o resultado confirma a importância da estratégia e reforça a necessidade de implementação no Sistema Único de Saúde. Continue lendo

TESTE RÁPIDO DE HIV: ONDE FAZER E COMO FUNCIONA?

Cerca de 135 mil pessoas estão infectadas com HIV no Brasil e não sabem. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016, aproximadamente 840 mil pessoas viviam com o vírus. Desse total, 694 mil estavam diagnosticadas; sendo que 498 mil já haviam iniciado o tratamento.

Proporcionalmente, o número de brasileiros diagnosticados aumentou em 18% em 4 anos, passando de 71%, em 2012, para 84%, em 2016. Apesar desse aumento, o Governo do Brasil tem reforçado iniciativas para garantir o diagnóstico e o acesso ao tratamento contra o vírus. Neste ano, por exemplo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou o primeiro autoteste para tiragem do HIV e o País se tornou o primeiro da América Latina a disponibilizar o produto em farmácias.

Outra iniciativa é o teste rápido oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Qualquer pessoa pode realizá-lo de forma anônima.  Continue lendo

TRUVADA® – CONSIDERAÇÕES FARMACOLÓGICAS

O medicamento Truvada® é a associação de Tenofovir/entricitabina, que pode ser utilizada no tratamento e prevenção do vírus da imunodeficiência humana (HIV).

Neste medicamento são combinados 300 mg de fumarato de tonofovir disoproxil e 200 miligramas de entricitabina, em um único comprimido que deve ser ingerido com água, conforme indicação médica.

A formulação sobe o nome comercial Truvada®, do laboratório farmacêutico Gilead Sciences, nas formas de gel ou comprimido, foi aprovado inicialmente nos Estados Unidos, pela Food and Drug Administration (FDA) em 2004.

Porém somente em julho de 2012, a FDA anunciou a aprovação do medicamento Truvada® como pílula preventiva para pessoas não contaminadas pelo vírus HIV, tratamento conhecido como PrEP – Profilaxia pré-exposição.  Inicialmente a indicação da Truvada® como PrEP era para grupos tipos como risco (profissionais do sexo masculinos e femininos e parceiros de pacientes HIV+). Continue lendo

O QUE É A PrEP?

PrEP significa profilaxia pré-exposição. Pré-exposição porque é tomada antes da relação sexual.

Profilaxia Pré-exposição (PrEP) ao vírus da imunodeficiência humana, o HIV, é uma estratégia de prevenção que envolve a utilização de um medicamento antirretroviral (ARV), por pessoas não infectadas, para reduzir o risco de aquisição do HIV através de relações sexuais. O medicamento ARV irá bloquear o ciclo da multiplicação desse vírus, impedindo a infecção do organismo.

Há duas formas principais de PrEP: a PrEP Oral em forma de comprimido e a PrEP Tópica em forma de gel. Os resultados iniciais dos ensaios clínicos de PrEP Oral indicam que essa estratégia de prevenção pode ser extremamente útil para a mudança de cenário necessária no combate  a infecção pelo vírus HIV. Continue lendo

ENTENDA O PrEP BRASILEIRO – NOVA FORMA DE PREVENÇÃO AO HIV

A partir deste mês, o governo brasileiro irá disponibilizar no Sistema Único de Saúde (SUS) a terapia PrEP, que, por meio de um comprimido por dia, previne a infecção pelo HIV. O remédio, que tem efeitos colaterais, será reservado para casos específicos dentro de grupos de vulnerabilidade, como profissionais do sexo, pessoas transexuais, casais sorodiferentes – quando apenas um deles possui o vírus – e homens que fazem sexo com homens.

PrEP é a sigla para profilaxia pré-exposição, que impede a multiplicação do vírus nas células de defesa do organismo caso haja a contaminação. A medida é mais uma tentativa de frear a alta de infecções, que voltaram a crescer no país entre diferentes grupos, de jovens a idosos.

O medicamento não tem qualquer efeito sobre outras infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis, gonorréia, HPV, hepatite B, além de também não prevenir a gravidez. Por isso, não substitui a camisinha. “O preservativo continua sendo a principal estratégia de prevenção”, afirma Maria Clara Gianna, coordenadora-adjunta do Programa Estadual de DST/Aids da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. Continue lendo

ESTUDO REVELA QUE SÊMEM HUMANO PODE CONTER ATÉ 27 TIPOS DIFERENTES DE VÍRUS

Um estudo revelou que esses microrganismos podem estar presente no sêmen de pessoas infectadas, mas, segundo os cientistas, ainda não foi comprovado que eles causam infecção ou desenvolvimento da doença quando contraídos em relações sexuais. 

O sêmen humano pode conter 27 vírus diferentes, sugere um estudo que será publicado na edição de novembro da revista científica Emerging Infectious Diseases. Em 2017, outras pesquisas já haviam indicado que o zika vírus e o ebola poderiam ser transmitidos pelo contato sexual desprotegido – além do já conhecido HIV, causador da Aids.

Porém, o novo estudo sugere que a lista de vírus presentes no sêmen pode ser maior do que os cientistas imaginavam, mesmo que nem todos causem, necessariamente, uma infecção que leve ao desenvolvimento da doença. Segundo os pesquisadores, a nova relação, que foi baseada em análise da literatura, inclui os causadores da dengue, meningite, algumas doenças respiratórias, rubéola, gripe e outros. Continue lendo