DISPOSITIVO PODE DIAGNOSTICAR HEPATITE C EM MINUTOS

Diagnosticar o quanto antes a hepatite C, infecção viral que afeta o fígado, é fundamental para evitar sua progressão e impedir que a pessoa contagiada transmita a doença para outras.

O problema é que os exames convencionais para identificar a enfermidade não são totalmente precisos, e isso comprometer o resultado da avaliação médica. Além disso, alguns exames custam caro e levam dias até apontar o diagnóstico.

Propondo uma solução para esse cenário, o pesquisador João Paulo de Campos da Costa, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, criou um dispositivo eletrônico mais rápido, exato e barato, que revela em poucos minutos se a pessoa está com a doença. Continue lendo

NOVO PROTOCOLO PARA TRATAMENTO DE HEPATITE C NO BRASIL

O Novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas das Hepatites Virais foi publicado no Diário Oficial da União  Agora, todas as pessoas diagnosticadas com hepatite C contarão com tratamento gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS), independentemente do grau de dano no fígado.

Com a ampliação da assistência, o Ministério da Saúde busca eliminar a enfermidade até 2030. Ainda para 2018, a expectativa é ofertar tratamento para mais 50 mil pessoas com hepatite C. Continue lendo

CIENTISTA BRASILEIRO APONTA QUE MEDICAMENTO PARA HEPATITE C POSSA CURAR O ZIKA VÍRUS

Enquanto cientistas e empresas farmacêuticas corriam contra o tempo para criar, do zero, uma vacina contra o Zika vírus, o biólogo Alysson Muotri estava olhando para o outro lado.

A hipótese dele era de que remédios que já estão no mercado e são usados contra outras doenças poderiam também ser efetivos contra o Zika vírus, que causou alterações neurológicas em mais de 3 mil crianças no Brasil entre 2015 e 2017. Continue lendo

POLIARTERITE NODOSA

A poliarterite nodosa (PAN), ou doença de Kussmaul-Meier é uma inflamação que danifica artérias medianas e pequenas causado pelas células autoimunes, levando a formação de aneurismas nodulares nestes vasos que podem romper e sangrar. Quando superficiais podem ser vistos ou apalpados.

A poliarterite nodosa (PAN) é rara (cerca de 2 a 33 casos/milhão). Ela afeta adultos de meia-idade e a incidência aumenta com a idade; o aparecimento mais comum dá-se na faixa dos 50 anos.

Costuma afetar pessoas entre os 40-60 anos e é duas vezes mais comum em homens.

A causa é desconhecida, mas é aparentemente desencadeada por certos tipos de infecções virais (por exemplo, hepatite B) ou medicamentos. Cerca de 20% das pessoas com poliarterite nodosa têm hepatite B. Os medicamentos podem causar a doença, mas na maioria das vezes o fator desencadeador não pode ser identificado. Continue lendo

NOVOS MEDICAMETOS APROVADOS PARA TRATAR HEPATITE C

Dois medicamentos novos aprovados pela Anvisa vão ampliar as opções para o tratamento da hepatite C no Brasil. As novidades deixam o país mais próximo de uma cura total da hepatite C e eliminação da sua transmissão.

O primeiro é o medicamento Zepatier®, uma associação em dose fixa dos princípios ativos elbasvir e grazoprevir. O medicamento é indicado para administração por via oral em adultos uma vez ao dia, para o tratamento da hepatite C genótipos 1 ou 4 em adultos.

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DOENÇAS VIRAIS: HEPATITE C

É uma inflamação do fígado provocada por um vírus, que quando crônica, pode conduzir à cirrose, insuficiência hepática e câncer do fígado. Durante vários anos foi conhecida sob a designação de hepatite não-A e não-B, até ser identificado, em 1989, o agente infeccioso que a provoca e se transmite, sobretudo, por via sanguínea.

Hepatite C é a inflamação do fígado causada pela infecção pelo vírus da hepatite C (VHC ou HCV), transmitido através do contato com sangue contaminado. Estima-se que cerca de 3% da população mundial, 170 milhões de pessoas, sejam portadores de hepatite C crônica. É atualmente a principal causa de transplante hepático em países desenvolvidos e responsável por 60% das hepatopatias crônicas. No Brasil, em doadores de sangue, a incidência da hepatite C é de cerca de 1,2%, com diferenças regionais.

A hepatite C apresenta duas características importantes: a primeira é o fato de tratar-se de uma infecção que pode permanecer assintomática até fases avançadas. A destruição do fígado ocorre lentamente, e, às vezes, os sintomas só surgem 20 anos depois da contaminação. A maioria dos pacientes infectados pelo vírus C não suspeita de tal fato.

O segundo dado que merece menção é o fato de que até o final da década de 1980 não sabíamos que o HCV existia, e como tal, as bolsas para transfusão sanguíneas não eram testadas para esse vírus.

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