DESMAME DE MEDICAMENTOS

O desmame de medicamentos é a redução gradual de uma dose medicamentosa com a finalidade de retirada do uso do medicamento pelo paciente.

O desmame consiste em estratégias psicoterapêuticas e psicomedicamentosas usadas para minimizar os efeitos de descontinuação de um remédio.

Várias substâncias disponíveis de forma lícitas, que são prescritas por médicos e possuem grande venda ao publico, no cenário mundial, podem causar dependência química e consequentemente necessitam do desmame medicamentoso. Dentre elas podemos citar Antidepressivos, Hipnóticos sedativos como os Benzodiazepínicos, narcóticos, barbitúricos, hormônios, corticoides, opioides e anestésicos.

Medicamentos como os citados acima tendem a causar dependência química do organismo, quando usados por um longo prazo, por isso é sempre necessário uma avaliação criteriosa para a escolha e adoção destes medicamentos. Continue lendo

PAROXETINA – CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

A substância Paroxetina é um potente antidepressivo inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS). Além dos transtornos depressivos a paroxetina pode ser empregada nos distúrbios que, supostamente, há uma influência serotoninégica como no Transtorno obsessivo-compulsivo e Transtornos de pânico, por exemplo.

Esta substância foi aprovada pela (Food and Drug Administration) FDA em dezembro de 1992.

A paroxetina, um derivado da fenilpiperidina, foi originalmente desenvolvida em 1975 por Jorgen Buus-Lassen e associados. trabalhando em uma pequena empresa dinamarquesa, ferrosan. A paroxetina foi o segundo ISRS sintetizado por Buus-Lassen. Em 1975, cientistas dinamarqueses haviam produzido femoxetina, que tinha uma desvantagem em comparação à paroxetina – a femoxetina necessitava de doses muito altas, entre 300 e 600 mg por dia. No entanto, nos ensaios clínicos, a femoxetina revelou-se mais eficaz do que a paroxetina. Continue lendo

MORFINA: FARMACOLOGIA E PRECAUÇÕES

Derivado opioide isolado pela primeira vez em 1804, esta substância começou a ser distribuída pelo seu criador Friedrich Sertüner, já em 1817, porém apenas em 1827 passou a ser comercializada como medicamento pela empresa Química Merck.

A morfina é um fármaco narcótico. Narcóticos são substância esta que fazem adormecer e reduzem ou eliminam a sensibilidade. Em termos médicos são designados como derivados opioides.

A morfina é usada para o alívio da dor intensa aguda e crônica e sua administração pode ser por Via oral, subcutânea, intramuscular ou intravenosa. Epidural, transdérmica, intranasal são as menos usadas. Continue lendo

OMEPRAZOL

O omeprazol é um fármaco inibidor da bomba de prótons, que diminue a secreção gástrica alterando a atividade da H+/K+-ATPase.

Os inibidores da bomba de prótons são um grupo de fármacos usados no tratamento de úlceras gastrointestinais. Substituíram largamente na última década os anti-histamínicos H2, com mais efeitos secundários, nessa função.

Desenvolvida em meados dos anos 1980 como uma nova molécula que seria mais eficaz, duradoura e menos tóxica que a sua antecessora Cimetidina, a nova substância se mostrou muito estável e com pequeno potencial toxicológico. A ação anti-secretiva chegou em seu patamar máximo até então, pelo fato de inibir a bomba de prótons H+/K+ ATPase e controlar, de forma ativa, a secreção ácida final do estômago.  Continue lendo

FENITOÍNA: PRINCIPAIS INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

A fenitoína é um fármaco que atua no Sistema Nervoso Central (SNC), pertencente ao grupo de substâncias com ação Antiepilética e anticonvulsivante.

Esta substância é destinada aos casos de:

– crises convulsivas durante ou após neurocirurgia;

– crises convulsivas, crises tônico-clônicas generalizadas e crise parcial complexa (lobo psicomotor e temporal);

– estado de mal epiléptico.

Esta substância possui diversos efeitos: Inibe canais de sódio, potássio e cálcio, existentes na membrana dos neurônios, imediatamente. Altera concentrações locais de neurotransmissores como GABA, noradrenalina e acetilcolina.

Também é capaz de diminuir a excitação neural de forma geral. Continue lendo

FENITOÍNA: PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

A Fenitoína é um fármaco antipilético, da classe das hidantoínas, preventor de crises convulsivas e antipiléticas, usado para tratar e prevenir convulsões ou após neurocirurgias.

É um fármaco que atua inibindo a excitação neural em geral.

A fenitoína é eficaz em crises tônico-clônicas (Grande Mal) e crises parciais complexas (lobo psicomotor e temporal) e também para pessoas que sofrem de convulsões durante o sono.

Uma grande observação sobre este medicamento é que os fármacos antiepilépticos não devem ser abruptamente descontinuados devido ao possível aumento na frequência de crises, incluindo status epilepticus. Quando, a critério médico, houver necessidade de redução da dose, descontinuação do tratamento ou substituição por uma terapia alternativa, esta deve ser feita gradualmente. Continue lendo

METOTREXATO: FARMACODINÂMICA E FARMACOCINÉTICA

Metotrexato é um tipo de fármaco antimetabólito (droga com estrutura bioquímica similar a um metabólito necessário para reações normais, assim o inibindo por competição. Sua similaridade é suficiente para ser reconhecida pelo corpo, mas insuficiente para manter as funções normais, portanto altera o metabolismo da célula, incluindo a divisão celular.) e uma droga antifolato.

O Metotrexato foi originado na década de 1940 quando o Dr. Sidney Farber do Children’s Hospital Boston estava testando os efeitos do ácido fólico na leucemia aguda em crianças.

Este fármaco era originalmente usado como parte de combinações na quimioterapia para tratar vários tipos de cânceres. Esta droga ainda continua como uma das principais no tratamento de várias neoplasias incluindo a leucemia linfocítica aguda.

Porém o Metotrexato possui outras aplicabilidades forma da oncologia, como no auxílio do controle de doenças autoimunes, como psoríase, artrite reumatoide e até para a gota em casos mais específicos. Continue lendo