LEVOFLOXACINO: INFORMATIVO

O Levofloxacino é um fármaco pertencente a classe das fluoquinolonas de 3ª geração. É um antibiótico de amplo espectro que trata bactérias gram-prositivas e gram-negativas.

As quinolona e fluoquinolonas são grupos relacionados de antibióticos, derivados do ácido nalidíxico, usados no tratamento de infecções bacterianas. Os fármacos da classe podem desencadear uma vasta onda de efeitos colaterais debilitantes e portanto não devem ser usados como primeira linha de tratamento.

As fluoquinolonas apresentam um átomo de flúor não observado nas quinolonas. Ambas formam o grupo de antibióticos mais tóxicos atualmente em uso com mais de 40% dos usuários sofrendo de efeitos colaterais. Mais de metade dos fármacos encontradas dentro desta classe já foram removidas do uso clínico devido a reações adversas que podem causar dano permanente. Continue lendo

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS

A descoberta no final da década de 50 de drogas antidepressivas e sua utilização na prática clínica trouxe um avanço importante no tratamento e no entendimento de possíveis mecanismos subjacentes aos transtornos depressivos. Tornou a depressão um problema médico passível de tratamento, semelhante a outras doenças como o diabetes e a hipertensão arterial.

Até os anos 80 havia duas classes de antidepressivos, os tricíclicos (ADTs) e os inibidores de monoaminooxidase (IMAOs). Embora muito eficazes, apresentavam efeitos colaterais indesejáveis causados pela inespecificidade de sua ação farmacológica e eram potencialmente letais em casos de superdosagem.

Nas últimas duas décadas surgiram novas classes de antidepressivos a partir da pesquisa de moléculas desprovidas dos efeitos colaterais dos heterocíclicos. Eles diferem dos clássicos ADTs e IMAOs, irreversíveis pela seletividade farmacológica, modificando e atenuando os efeitos colaterais. Continue lendo

LEVOTIROXINA: PRINCIPAIS INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

A Levotiroxina ou L-tiroxina (T4) é o hormônio sintético usado no tratamento de reposição hormonal quando há déficit de produção de tiroxina(T4) pela glândula tireoide. 

Os sintomas de hipotireoidismo só começam a melhorar após 2 a 3 semanas de tratamento e o efeito máximo do medicamento demora pelo menos 6 semanas. Já no caso de mixedema, com tratamento IV, a melhora pode ser visível em 8h e o efeito máximo em 24h.

A absorção oral é altamente variável (40 a 80%), influenciada por diversos alimentos e medicamentos, idade e saúde. É absorvida no jejuno e íleo. A absorção pode ser aumentada pelo jejum, e é reduzida em pacientes com síndromes de má absorção, insuficiência cardíaca congestiva ou diarreia. Certos alimentos, tais como a fórmula de soja e as fibras alimentarem, diminuem a absorção de T4.   Mais de 99% de levotiroxina (T4) está ligado às proteínas plasmáticas, principalmente tiroxina-globulina (TGB), pré-albumina e albumina. Estas proteínas têm uma afinidade mais elevada para T4 que para liotironina (T3). Continue lendo

CONSIDERAÇÕES RELACIONADAS AOS NOVOS ANTICOAGULANTES ORAIS

Os antagonistas da vitamina K foram, durante mais de 50 anos, os únicos anticoagulantes orais disponíveis. A imprevisibilidade da farmacocinética e farmacodinâmica desta classe de fármacos, responsável pela dificuldade na sua utilização, conduziu à necessidade do desenvolvimento de novas moléculas anticoagulantes.

Assim, a necessidade de anticoagulantes orais igualmente eficazes mas com um melhor perfil de segurança e facilidade de utilização conduziu ao desenvolvimento de novas moléculas que têm como mecanismo de ação a inibição direta da trombina ou do fator Xa. Continue lendo

SALBUTAMOL

O sulfato de Salbutamol é um agonista β-adrenérgicos  β2 de curta duração utilizado para o alívio do broncoespasmo em condições como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). 

O sulfato de salbutamol geralmente é administrado por via inalatória para o efeito direto sobre a musculatura lisa dos brônquios. Isto é geralmente conseguido através de um nebulizador. Nesta forma de distribuição, o efeito máximo de Salbutamol fica dentro de cinco a vinte minutos após a administração. O salbutamol também pode ser administrado por via oral ou por via intravenosa. Continue lendo

MORFINA – PRINCIPAIS INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

A Morfina é um narcótico de alto poder analgésico, pertencente ao grupo dos fármacos opioides, que é usado para tratamento de dores moderadas e severas.

A morfina é a primeira escolha no tratamento da dor crônica pós-operativa, nos casos de câncer e outras situações que levem a dores severas.

Também pode ser usada para tratar dor aguda e forte em casos de  trauma, dor de cabeça (cefaleia), ou no parto. Porém não se devem usar nas cólicas biliares (lítiase biliar ou pedra na vesícula) porque provocam espasmos que podem aumentar ainda mais a dor.

E a morfina ainda pode ser utilizada nos casos de necessidade de anestesia geral.

A morfina pode ser usada como droga de abuso, muito embora seja mais frequente utilizar o seu derivado, a heroína. A morfina apresenta duas características que a torna droga de abuso particularmente perigosa: produz euforia e bem estar, mas a sua ação necessita de doses cada vez maiores para se manter ao mesmo nível – fenômeno de tolerância medicamentosa. Continue lendo

OXICODONA – INFORMAÇÕES FARMACOLÓGICAS

Fármaco análogo semissintético da Morfina e derivado da tebaína, a Oxicodona é um analgésico opioide. Este fármaco é um agonista puro com forte afinidade pelos receptores opioides mu. Possui potência duas vezes maior que a da morfina.

Devido a seu potencial de dependência e pelo estado mental especial que causa, tem sido usada como droga viciante, principalmente por adolescentes. A droga foi sintetizada na Alemanha, em 1916, por Martin Freund e Edmund Speyer e logo depois foi introduzida no mercado farmacêutico. Seu nome químico é derivado da codeína, pois as suas estruturas químicas são bastante semelhantes. No Brasil, o analgésico possui registro para uso terapêutico desde agosto de 2014, sendo uma substância de controle especial.

No seu uso médico, a oxicodona é utilizada para aliviar a dor aguda de média ou severa intensidade, mas como qualquer opiáceo, pode gerar sintomas de abstinência, após uso muito prolongado, levando ao “vício” e se tornando uma necessidade biológica vital. No entanto, por seus efeitos colaterais de sensações agradáveis ou eufóricas, potencializados pelo álcool, a droga passou a ser usada recreativamente, na ausência de qualquer doença dolorosa. Continue lendo