CETOACIDOSE DIABÉTICA

Quadro de complicação da Diabetes Mellitus, a cetoacidose diabética é mais comum em pacientes com Diabetes Mellitus tipo I e se desenvolve quando as concentrações de insulina são insuficientes para suprir as necessidades metabólicas básicas do organismo. Esse quadro também pode ocorrer na Diabetes Mellitus tipo II.

É uma complicação metabólica aguda do diabetes caracterizada por hiperglicemia, hipercetonemia e acidose metabólica, ou seja,  é uma emergência médica, e acontece quando os níveis de açúcar (glicose) no sangue do paciente diabético encontram-se muito altos e estão acompanhados do aumento da quantidade de cetonas no sangue também.

Tudo ocorre com a falta se insulina na corrente sanguínea, o organismo não é capaz de utilizar a glicose como fonte de energia. Desta forma, o organismo passa a mobilizar estoques de gordura para obter a energia necessária para o seu funcionamento. Todavia, como consequência do uso da gordura, há a formação de corpos cetônicos, que são substâncias que abaixam o pH sanguíneo, deixando-o ácido. Esta acidez prejudica as funções do organismo, uma vez que para o funcionamento adequado as células, é necessário uma faixa de pH muito restrita. Continue lendo

PRINCIPAIS CURIOSIDADES SOBRE DIABETES TIPO 2

O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) corresponde a 90 a 95% de todos os casos de Diabetes Mellitus. Possui etiologia complexa e multifatorial, envolvendo componentes genético e ambiental.

Geralmente, o DM2 acomete indivíduos a partir da quarta década de vida, embora se descreva, em alguns países, aumento na sua incidência em crianças e jovens.

Trata-se de doença poligênica, com forte herança familiar, ainda não completamente esclarecida, cuja ocorrência tem contribuição significativa de fatores ambientais. Dentre eles, hábitos dietéticos e inatividade física, que contribuem para a obesidade, destacam-se como os principais fatores de risco. Continue lendo

OBESIDADE: DEFINIÇÕES

A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal no indivíduo. Para o diagnóstico em adultos, o parâmetro utilizado mais comumente é o do índice de massa corporal (IMC).

O IMC é calculado dividindo-se o peso do paciente pela sua altura elevada ao quadrado. É o padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que identifica o peso normal quando o resultado do cálculo do IMC está entre 18,5 e 24,9.  Para ser considerado obeso, o IMC deve estar acima de 30.

A obesidade já é uma realidade para 18,9% dos brasileiros. Já o sobrepeso atinge mais da metade da população (54%). Os dados são da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) divulgado pelo Ministério da Saúde.

Entre os jovens, a obesidade aumentou 110% entre 2007 e 2017. Esse índice foi quase o dobro da média nas demais faixas etárias (60%). O crescimento foi menor nas faixas de 45 a 54 anos (45%), 55 a 64 anos (26%) e acima de 65 anos (26%). Continue lendo

BETABLOQUEADORES PODEM AUMENTAR MORTALIDADE EM PESSOAS COM DIABETES

O uso de betabloqueadores pode estar associado a um aumento do risco de mortalidade em pacientes com diabetes, particularmente entre aqueles que têm doença arterial coronariana (DAC), sugere uma nova pesquisa.

Os resultados, de dados prospectivos de coorte do US National HealthNutrition Examination Survey 1999–2010, foram publicados na edição de abril da Mayo Clinic Proceedings por Dr. Tetsuro Tsujimoto, do Departamento de Diabetes, Endocrinologia e Metabolismo do Center Hospital, Tóquio (Japão), e colaboradores.

Entre quase 3 mil participantes com diabetes, a mortalidade por todas as causas ao longo de cinco a seis anos foi significativamente maior naqueles que usaram betabloqueadores do que naqueles que não usaram, com um efeito ainda mais pronunciado entre aqueles com DAC. Continue lendo

PESQUISADORES DEFENDEM QUE EXISTEM CINCO TIPOS DE DIABETES

Nenhuma outra doença avança tanto no mundo quanto a diabetes, mas o que existe de tratamento hoje é insuficiente para lidar com um mal que, nos cálculos da Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta 425 milhões de pessoas, com projeção de aumento para 629 milhões nas próximas três décadas. Para um grupo de pesquisadores da Universidade de Lund, na Suécia, o problema pode estar na classificação desse distúrbio endocrinológico. Embora os médicos reconheçam que não se pode falar em uma única enfermidade, a diabetes é dividida em dois tipos: o 1, responsável por 10% dos casos, e o 2 (também conhecido como melitus), que abrange o restante.

Essa classificação tem mais de 20 anos e, na opinião da equipe de Lund, está desatualizada. Segundo os pesquisadores, a diabetes deveria ser dividida em cinco tipos, cada um com especificidades exigindo abordagens de prevenção e manejo diferentes. Da forma como é hoje, argumentam, os tratamentos não atendem às necessidades dos pacientes e, assim, acabam falhando. “Uma classificação mais refinada pode nos dar uma ferramenta poderosa para identificar, no diagnóstico, aquelas pessoas em risco aumentado de complicações. Esse é o caminho da personalização dos regimes de tratamento”, defende Leif Groop, professor de endocrinologia e especialista em diabetes da Universidade de Lund.  Continue lendo

SINTOMAS DA GLICOSE ALTA (HIPERGLICEMIA)

A Glicose é um dos carboidratos mais importantes na biologia. As células a usam como fonte de energia e intermediário metabólico.

A glicose alta ou hiperglicemia como também é conhecida, pode ser causada por diversos fatores, entre eles o uso de determinados medicamentos, maus hábitos alimentares e também devido a alteração do metabolismo.

Porém uma das principais causas de glicose alta ou hipoglicemia é devido às diabetes mellitus que é uma das doenças consideradas uma das mais letais do mundo. Continue lendo

GLICEMIA E HEMOGLOBINA GLICADA: PARA QUE SERVEM ESTES EXAMES?

Os exames de glicemia e hemoglobina glicada medem a quantidade de glicose no sangue. E eles podem se gabar por serem os mais utilizados no diagnóstico e acompanhamento do diabetes.

Que tal aproveitar o Dia Mundial do Diabetes para conhecer mais sobre ambos? Vamos lá:

O teste de glicemia detecta a hipo e a hiperglicemia, ou seja, quando há pouco ou muito açúcar em circulação. O segundo quadro denuncia o diabetes mesmo quando não há sintomas da doença. Continue lendo