ANEMIA NÃO É NORMAL EM NENHUMA FAIXA ETÁRIA

A anemia, doença que reduz a quantidade de glóbulos vermelhos no organismo, responsáveis pelo oxigênio dos órgãos, tem várias causas, mas a mais frequente é a deficiência de ferro e não é normal em nenhuma faixa etária. Pode acometer qualquer pessoa, mas sobretudo grupos vulneráveis, como crianças menores de três anos de idade, mulheres e gestantes. A Associação Brasileira e Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), por meio do Comitê de Glóbulos Vermelhos e do Ferro explica que o ferro está presente no interior dos glóbulos vermelhos e é parte integrante de uma proteína chamada hemoglobina.

A deficiência de ferro (DFe) continua sendo, há décadas, a alteração hematológica mais frequente, acometendo 20% a 30% da população mundial (cerca de 2 bilhões de pessoas), sobretudo crianças, mulheres em idade fértil e gestantes.Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), das dez principais causas de agravo à saúde da população geral, a DFe corresponde a 6ª causa nos países em desenvolvimento e a 10ª causa nos países desenvolvidos. Continue lendo

ANEMIA SIDEROBLÁSTICA

As anemias sideroblásticas estão entre as anemias caracterizadas pela utilização inapropriada de ferro na medula para síntese de Hb (hemoglobina), apesar da presença adequada ou aumentada das quantidades de ferro.

Anemia sideroblástica  é uma anemia causada pela ineficiente produção de hemoglobina, apesar de uma dieta com ferro suficiente. Por não ser adequadamente usado para sintetizar hemoglobina, o ferro se acumula nas mitocôndrias ao redor do núcleo das células precursoras dos glóbulos vermelhos (eritroblastos) formando sideroblastos em anel. Pode ser genética ou parte de uma síndrome mielodisplástica.

Neste tipo de anemia tudo começa com uma síntese alterada do componente heme da hemoglobina. O heme é uma molécula formada por 4 anéis (protoporfirina), cada molécula é capaz de se ligar a 4 moléculas de oxigênio, uma vez que contém 4 grupamentos heme. Essa síntese modificada do heme pode ser causada por distúrbios enzimáticos ou anormalidades da mitocôndrias; como consequências disso há danos na síntese da hemoglobina, o que leva à produção de hemácias hipocrômicas (níveis baixos de coloração), e um acúmulo de ferro na mitocôndria, o que dá origem aos sideroblastos em anel. Continue lendo

ANEMIA DE FANCONI: ENTENDA

A anemia de Fanconi é uma forma rara de anemia que afeta crianças e adultos de todos os grupos étnicos. A doença foi descrita originalmente pelo pediatra suíço Guido Fanconi e não deve ser confundida com a síndrome renal, também descrita por Fanconi e que, igualmente, leva o seu nome.

A anemia de Fanconi é uma síndrome familial de início na infância e caracterizada pela combinação variável de hipoplasia de medula óssea, pancitopenia, malformações de rádio e polegar, anomalias renais e de pigmentação cutânea, deformações faciais, microcéfalo e deficiência mental.

A anemia de Fanconi é uma doença hereditária rara, autossômica recessiva, podendo ocorrer também por alterações ligadas ao cromossomo X. Ela é causada por mutações em genes envolvidos na reparação do DNA e na estabilidade genômica. Já foram identificados cerca de 15 genes responsáveis. Ela causa uma deficiência da medula óssea que impede a produção de células sanguíneas normais. Continue lendo

TALASSEMIA: RESUMO INFORMATIVO

A Talassemia é uma doença hereditária, autossômica recessiva, do sangue que afeta a capacidade da pessoa de produzir hemoglobina, o pigmento existente nos glóbulos vermelhos que responde pelo transporte de oxigênio para todos os tecidos e órgãos do corpo.

Talassemia é o nome dado a um grupo de alterações genéticas cuja característica principal é a diminuição da produção de um dos tipos de cadeias que formam a molécula de hemoglobina. Essa condição provoca a redução na produção de hemoglobinas e, consequentemente, a composição das hemácias, que se tornam menores e mais pálidas.

As talassemias podem ser classificadas como alfa-talassemias ou beta-talassemias, de acordo com a cadeia da hemoglobina que teve a produção prejudicada.

Clinicamente são identificados dois grupos de beta-talassemia: talassemia menor (ou traço talassêmico) e talassemia maior. Alguns pacientes ficam entre esses dois extremos, sendo considerados portadores da talassemia intermediária. Continue lendo

ANEMIA HEMOLÍTICA AUTOIMUNE: RESUMO INFORMATIVO

A anemia hemolítica autoimune (AHAI) é uma patologia autoimune em que vários tipos de anticorpos são dirigidos contra os glóbulos vermelhos do sangue fazendo com que a sua sobrevivência seja encurtada e resultando em anemia hemolítica.

A AHAI na maioria das vezes é revelada por uma invulgar fraqueza e fadiga com taquicardia e dispneia, e também em alguns casos, icterícia, urina escura e/ou esplenomegalia.

A anemia hemolítica autoimune é um grupo incomum de distúrbios que podem ocorrer em qualquer idade. Esses distúrbios afetam as mulheres mais frequentemente que os homens. Em cerca de metade dos casos, não é possível determinar a causa da anemia hemolítica autoimune (anemia hemolítica autoimune idiopática). A anemia hemolítica autoimune também pode ser causada por ou ocorrer junto com outro distúrbio, como o lúpus eritematoso sistêmico (lúpus), e em casos raros decorre do uso de certos medicamentos, como a penicilina. Continue lendo

ANEMIA FALCIFORME – PRINCIPAIS CONCEITOS

A Anemia Falciforme, também chamada de drepanocitose ou Anemia drepanocítica, tem origem desconhecida, mas provavelmente desenvolveu-se em África, há milhões de anos atrás.

A Anemia Falciforme com prevalência média de 1 entre 380 nascidos vivos, nos afro-descendentes nas Américas é uma doença genética, incurável e com alta morbimortalidade. A característica principal da Anemia Falciforme é a deformação que causa na membrana dos glóbulos vermelhos do sangue.

É uma doença hematológica hereditária monogênica, caracterizada pela produção anormal de hemoglobinas, entre as quais a mais comum é a forma HbS (de Sickle, foice), que sob determinadas condições de desoxigenação, polimeriza, deformando as hemácias, que assumem uma forma semelhante a foices, causando deficiência no transporte de oxigênio e gás carbônico e outras complicações, nos indivíduos acometidos pela doença. Por esse motivo, a anemia drepanocítica é também conhecida por anemia falciforme. Do ponto de vista patogenético, está classificada entre as anemias por “defeito da síntese de hemoglobina”, a proteína que transporta oxigénio presente nos glóbulos vermelhos, embora a anemia seja em parte determinada pela hemólise esplênica.  Continue lendo

ANEMIA MEGALOBLÁSTICA – RESUMO

A anemia megaloblástica é caracterizada pela diminuição de glóbulos vermelhos, que se tornam grandes, imaturos e disfuncionais (megaloblastos) na medula óssea, e também por neutrófilos hipersegmentados. Essas alterações resultam da inibição da síntese do DNA na produção dos glóbulos vermelhos.

Em resumo, na anemia megaloblástica os glóbulos vermelhos são maiores que normalmente e há pouca quantidade de glóbulos brancos e de plaquetas.

A Anemia megaloblástica resulta da inibição da síntese de DNA na produção de glóbulos vermelhos. Frequentemente ocorre devido à deficiência de vitamina B12 e/ou ácido fólico. A deficiência de vitamina B12 por si só não causa a síndrome na presença de ácido fólico suficiente, o mecanismo é a perda de reciclagem de vitamina B12 dependente, seguida pela deficiência de folato e perda na síntese de ácidos nucleicos, levando a defeitos de síntese de DNA. Continue lendo