REDUÇÃO DO HIV LATENTE NO CORPO COM USO DE CÉLULAS TRONCO

Cientistas espanhóis descobriram enormes reduções nos reservatórios do HIV-1 (Vírus da Imunodeficiência Humana) de cinco pacientes que foram submetidos a tratamento com transplante de células-tronco, de acordo com uma pesquisa publicada na revista Annals of Internal Medicine.

Os reservatórios latentes de HIV são as células do corpo onde o HIV é capaz de persistir mesmo quando os pacientes estão em terapia antirretroviral. Se alguém diagnosticado com HIV não tomar a medicação, a quantidade de HIV no corpo (chamada carga viral) aumentará. Embora os medicamentos possam suprimir as cargas virais, eles não podem eliminar completamente os reservatórios latentes do HIV. Continue lendo

VACINA CONTRA AIDS – MITOS E VERDADES SOBRE ESSA NOVA NOTÍCIA

Fazia tempo que uma notícia sobre HIV não chamava tanto a atenção: uma nova tentativa de criar uma vacina que imunizaria pessoas saudáveis contra a infecção do HIV fez seus primeiros testes com humanos. Os resultado, promissores, foram publicados no periódico The Lancet. 

A AIDS carrega um impacto emocional que poucas outras doenças são capazes de alcançar. E, em assuntos como esse, é difícil separar fatos de especulação e até exagero.

Então vamos aos poucos: o que é uma vacina contra o HIV, como essa nova vacina foi criada, o que ela já pode fazer, e o que ela, por enquanto, só promete.

Imunizar as pessoas contra o HIV é uma ambição mundial há pelo menos 35 anos. Uma intervenção só que conseguisse prevenir esse mal causaria um impacto tremendo, que nem os avanços incríveis dos tratamentos conseguiram trazer. Continue lendo

O QUE É PEP? – PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO

A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de risco à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras IST consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções.

O esquema antirretroviral (ARV) da PEP para HIV foi simplificado na atualização do PCDT, em 2015, com recomendações de profilaxia pela avaliação do risco da situação de exposição e não mais por categoria de exposição (acidente com material biológico, violência sexual e exposição sexual consentida).

A PEP para HIV está disponível no SUS desde 1999; atualmente, é uma tecnologia inserida no conjunto de estratégias da Prevenção Combinada, cujo principal objetivo é ampliar as formas de intervenção para evitar novas infecções pelo HIV. Continue lendo

SINTOMAS DA AIDS

A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV – sigla em inglês) resulta de um dos dois retrovírus similares (HIV-1 e HIV-2) que destroem linfócitos CD4+ e prejudicam a imunidade mediada por células, aumentando o risco de certas infecções e cânceres.

Sendo assim a aids é causada pela infecção do vírus da imunodeficiência humana (HIV). Onde o vírus ataca o sistema imunológico para se multiplicar, destrói as células infectadas e assim continua, deteriorando o sistema imunológico do portador e propagando a doença.

Ter o HIV não é a mesma coisa que ter aids. Uma vez que aids é o doença e há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas podem transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção. Continue lendo

MITOS E VERDADES SOBRE O HIV E AIDS

O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV, do inglês Human Immunodeficiency Virus) é um lentivírus que está na origem da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, uma condição em seres humanos na qual há deterioração progressiva do sistema imunitário, que propicia o desenvolvimento de infeções oportunistas e potencialmente mortais.

Apesar da evolução nas formas de tratamento e prevenção, a síndrome da imunodeficiência adquirida, mais conhecida pela sigla AIDS (do inglês “acquired immunodeficiency syndrome”), continua a ser uma preocupação dos brasileiros.

Segundo dados do Programa Conjunto das Nações Unidas (Unaids), 15 mil pessoas morreram em decorrência do vírus HIV, o causador da AIDS, em 2015, somente no Brasil. Continue lendo

TESTE RÁPIDO DE HIV: ONDE FAZER E COMO FUNCIONA?

Cerca de 135 mil pessoas estão infectadas com HIV no Brasil e não sabem. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016, aproximadamente 840 mil pessoas viviam com o vírus. Desse total, 694 mil estavam diagnosticadas; sendo que 498 mil já haviam iniciado o tratamento.

Proporcionalmente, o número de brasileiros diagnosticados aumentou em 18% em 4 anos, passando de 71%, em 2012, para 84%, em 2016. Apesar desse aumento, o Governo do Brasil tem reforçado iniciativas para garantir o diagnóstico e o acesso ao tratamento contra o vírus. Neste ano, por exemplo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou o primeiro autoteste para tiragem do HIV e o País se tornou o primeiro da América Latina a disponibilizar o produto em farmácias.

Outra iniciativa é o teste rápido oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Qualquer pessoa pode realizá-lo de forma anônima.  Continue lendo

ENTENDA O PrEP BRASILEIRO – NOVA FORMA DE PREVENÇÃO AO HIV

A partir deste mês, o governo brasileiro irá disponibilizar no Sistema Único de Saúde (SUS) a terapia PrEP, que, por meio de um comprimido por dia, previne a infecção pelo HIV. O remédio, que tem efeitos colaterais, será reservado para casos específicos dentro de grupos de vulnerabilidade, como profissionais do sexo, pessoas transexuais, casais sorodiferentes – quando apenas um deles possui o vírus – e homens que fazem sexo com homens.

PrEP é a sigla para profilaxia pré-exposição, que impede a multiplicação do vírus nas células de defesa do organismo caso haja a contaminação. A medida é mais uma tentativa de frear a alta de infecções, que voltaram a crescer no país entre diferentes grupos, de jovens a idosos.

O medicamento não tem qualquer efeito sobre outras infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis, gonorréia, HPV, hepatite B, além de também não prevenir a gravidez. Por isso, não substitui a camisinha. “O preservativo continua sendo a principal estratégia de prevenção”, afirma Maria Clara Gianna, coordenadora-adjunta do Programa Estadual de DST/Aids da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. Continue lendo