SÍNDROME DA FADIGA CÔNICA

A síndrome da fadiga cônica é uma doença que trás fadiga duradoura, grave e incapacitante, sem causa física ou psicológica comprovada e sem a presença de alterações objetivas nos exames físicos ou de laboratório. 

Embora até 25% das pessoas relatem sentir-se cronicamente cansadas (Fadiga), apenas 0,5% das pessoas (1 em 200) apresenta a síndrome da fadiga crônica (SFC). A síndrome da fadiga crônica afeta principalmente pessoas entre os 20 e os 50 anos de idade e é mais comum entre mulheres jovens e na meia-idade do que em homens, embora ocorra em pessoas de todas as idades, incluindo crianças. As pessoas com síndrome da fadiga crônica apresentam sintomas reais e frequentemente incapacitantes.

A síndrome da fadiga crônica não é o mesmo que fingir ter sintomas (um distúrbio conhecido como simulação de doença).

Apesar de considerável pesquisa, a causa da síndrome da fadiga crônica permanece desconhecida. Há controvérsia sobre se existe uma causa única ou muitas causas e se a causa é física ou mental, mas de qualquer forma, os sintomas são muito reais para a pessoa.

Alguns investigadores acreditam que, em última análise, provarão que a síndrome tem várias causas, incluindo predisposição genética e exposição a micróbios, toxinas e outros fatores emocionais e físicos.

Alguns estudos sugeriram a infecção pelo vírus Epstein-Barr, a doença de Lyme, o citomegalovírus ou Candida (uma levedura) como possíveis causas da síndrome da fadiga crônica. No entanto, a pesquisa atual indica que essas infecções não causam essa síndrome. Além disso, não há evidência que indique que outras infecções (como infecções pelo vírus da rubéola, vírus do herpes ou vírus da imunodeficiência humana [HIV]) estejam relacionadas à síndrome.

Algumas anormalidades pouco importantes do sistema imunológico são possíveis. Elas podem ser chamadas conjuntamente de desregulação do sistema imunológico. No entanto, nenhuma anormalidade é especificamente característica do distúrbio. As pessoas com síndrome da fadiga crônica não apresentam um problema clinicamente sério com seu sistema imunológico. Nenhuma evidência indica que alergias são a causa, embora cerca de 65% das pessoas com síndrome da fadiga crônica tenham relatado alergias anteriores. Nenhuma anormalidade hormonal ou transtorno de saúde mental demonstrou ter causado síndrome da fadiga crônica.


FATORES GENÉTICOS

A síndrome da fadiga crônica parece ter relação hereditária, possivelmente embasando um componente genético ou um desencadeador ambiental.

Como alternativa, os membros da mesma família podem responder de maneira semelhante a estresse físico e psicossocial e/ou podem ter sido expostos às mesmas substâncias.


SINTOMAS

A maioria das pessoas que apresenta síndrome da fadiga crônica é bem-sucedida e executa tarefas em alto nível até o início do distúrbio. O principal sintoma é a fadiga, que dura, normalmente, pelo menos seis meses, e é suficientemente grave para dificultar as atividades diárias. A fadiga grave está presente mesmo ao despertar e persiste durante o dia todo.

A fadiga geralmente piora com esforço físico ou durante períodos de tensão psicológica. No entanto, não há evidência física de fraqueza muscular ou de alterações articulares ou nervosas. A fadiga extrema pode começar durante ou após a recuperação de uma doença que lembra uma infecção viral, com febre, corrimento nasal e linfonodos sensíveis ou doloridos. No entanto, em muitas pessoas, a fadiga começa sem nenhuma doença semelhante anterior.

Outros sintomas que podem ocorrer são dificuldade de concentração e em adormecer, dor de garganta, cefaleia, dores nas articulações, dores musculares e dor abdominal. A depressão é comum, especialmente quando os sintomas são graves ou quando há piora. Os sintomas geralmente se sobrepõem com os de fibromialgia, que é um distúrbio relacionado.


TRATAMENTO

Na maioria dos casos, os sintomas da síndrome da fadiga crônica diminuem com o passar do tempo. No entanto, geralmente, leva-se anos para que os sintomas diminuam, e nem todos os sintomas desaparecem. As pessoas podem se recuperar melhor caso se concentrem mais em qual função podem recuperar em vez de quanto da função foi perdida.

Sintomas específicos, como dor, depressão e sono ruim são tratados. Os únicos tratamentos de eficácia comprovada para a própria síndrome da fadiga crônica são terapia cognitivo-comportamental e exercícios graduados.

Normalmente, a terapia cognitivo-comportamental é um breve ciclo de psicoterapia com objetivo de redirecionar pensamentos escondidos que poderiam desencorajar as pessoas e impedir um olhar positivo e a recuperação.

Sintomas específicos, como dor, depressão e sono ruim são tratados.

Muitos medicamentos diferentes e terapias alternativas foram testados para tentar aliviar a própria fadiga crônica. Embora muitos tratamentos, como antidepressivos e corticosteroides, pareçam fazer com que algumas pessoas se sintam melhor, nenhum deles foi comprovadamente eficaz para todas as pessoas. É difícil para as pessoas e os médicos dizerem quais tratamentos funcionam porque os sintomas são diferentes entre as pessoas e porque os sintomas podem aparecer e desaparecer sozinhos.



FONTE:

– MSD Manuals, Versão Saúde para a Família [Síndrome da Fadiga Crônica]. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/assuntos-especiais/s%C3%ADndrome-da-fadiga-cr%C3%B4nica/s%C3%ADndrome-da-fadiga-cr%C3%B4nica

 

 

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