PRIMEIRA VACINA NO BRASIL – SUA HISTÓRIA EM RESUMO

O médico inglês Edward Jenner, após inúmeras observações, percebeu que pessoas que conviviam com vacas – inclusive as adoecidas pela varíola – e possuíam ferimentos tais como esses animais, não eram contagiados. Assim, injetou o pus dessas vacas em um menino saudável e, tempos depois, apesar das reações adversas, foi inoculado com a varíola humana e não adoeceu.

Assim, continuou esse procedimento em várias pessoas, retirando o pus dos adoecidos e transferindo para as pessoas, como forma de prevenir a moléstia. Anos depois, inoculou no garoto que participou de seu primeiro experimento e em mais duas pessoas e ambos continuaram imunes.

Em sua publicação, que deu origem ao nome “vacina”, Jenner usou o termo “varíola da vaca” em latim: “variola vaccinae” que, com o tempo, acabou popularizado o termo “inoculação da vacina”, tal como a própria técnica (lembre-se de quantas vítimas dessa doença iam a óbito até então). O sucesso foi tanto que, em 1805, Napoleão Bonaparte obrigou que todos seus soldados fossem vacinados, o que gerou alguns conflitos.

Sendo assim,  a primeira vacina foi criada em 1798 pelo britânico Edward Jenner para combater o vírus da varíola.

 
Em 1804 a vacina contra varíola chegou ao Brasil por iniciativa do Barão de Barcelona que enviou escravos a Lisboa para serem imunizados a maneira jenneriana e os escravos retornaram e a vacinação continuou de braço em braço.

Porém o fato mais marcante no Brasil se deu pelo que conhecemos de “Revolta da Vacina”, que ocorreu em 1904 no Rio de Janeiro, com uma tentativa do então presidente, Rodrigues Alves, juntamente com o prefeito Pereira Passos e o médico Oswaldo Cruz, de executar uma grande empreitada sanitária, como forma de “modernizar” e higienizar a região.

Esse projeto consistia em, além de retirar as pessoas das ruas, levantar guerra a mosquitos, ratos e outros animais “maléficos”, também obrigar a população inteira a vacinar contra a varíola, criando, inclusive, a Lei da Vacina Obrigatória, em 31 de outubro de 1904. A reação popular foi extrema: pedradas, protestos, incêndios, dentre outras formas de revolta, que fizeram com que o governo revisse a obrigatoriedade.

 
Atualmente,  além da Fiocruz, o Brasil possui outros órgãos que se destacam na pesquisa e fabricação de imunobiológicos, como o Instituto Butantan, maior produtor nacional de soros e vacinas. Ligado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, é responsável pelo fornecimento de produtos imunobiológicos à rede nacional, como a Influenza A (H1N1), Hepatite B, Raiva em cultivo celular e DTP. O Butantan ainda desenvolve um trabalho de referência na pesquisa científica de animais peçonhentos.

 

O Brasil então é considerado autossuficiente em produção de suas vacinas.

 

REFERÊNCIAS:

– Brasil Escola – História da Vacina: http://brasilescola.uol.com.br/biologia/a-historia-vacina.htm

– Portal Brasil – Produção de Vacinas: http://www.brasil.gov.br/ciencia-e-tecnologia/2010/12/brasil-e-referencia-mundial-na-fabricacao-vacinas

ARAGUAIA, Mariana. “História da vacina”; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/biologia/a-historia-vacina.htm>. Acesso em 24 de janeiro de 2017.

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