POSSÍVEIS SEQUELAS QUE A COVID-19 PODE DEIXAR

Ainda sendo alvo de muitos estudos e muitas perguntas a covid-19 tem sido motivo de preocupação para quem não quer adoecer, para quem adoeceu e para quem já se recuperou da doença, devido a falta de dados claros, sobre seu curso de desenvolvimento e as consequências que deixa, para quem já enfrentou a doença.

Nem sempre receber a notícia de que a Covid-19 foi curada significa que a pessoa se recuperou plenamente de todas as complicações do coronavírus. Para uma parcela de acometidos, em especial os casos mais graves , que exigem internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), há risco de sequelas no cérebro, nos rins, nos pulmões e no coração.

No caso da doença, sabemos que os pulmões são o órgão com maior dificuldade de se recuperarem após a ação do vírus SARS-CoV-2, isso porque a doença age neste órgão e mesmo após a eliminação do vírus pelo organismo infectado, a inflamação causada por ele pode persistir por semanas, comprometendo o funcionamento do órgão.

Em casos específicos, a batalha travada no local deixa suas cicatrizes, chamadas de fibroses, que normalmente são irreversíveis (pelo menos para outras infecções respiratórias). Isso ocorre porque o coronavírus deflagra uma inflamação intensa nos alvéolos, estruturas que realizam as trocas gasosas, e no interstício, uma espécie de rede localizada entre o alvéolo e pequenos vasos como os capilares sanguíneos.

O interstício por sinal, quando fica prejudicado em uma inflamação pode levar o paciente, mesmo depois de curado a ter dificuldades respiratórias, como insuficiência em grau leve ou moderado.

Esse déficit ocorre em diversos aspectos. Os sintomas podem ser um cansaço leve, uma redução da resistência na prática de atividades físicas ou alterações em exames.

Já quando pulmão fica mais prejudicado, o tratamento exige fisioterapia e é possível que 10 a 20% dos entubados evoluam com necessidade permanente de oxigênio, caso se recuperem da doença.

De qualquer maneira as sequelas mais prolongadas são observadas em pessoas com versões severas da doença, que desenvolvem a tal tempestade inflamatória. Trata-se de uma enxurrada de substâncias que deveriam ajudar na defesa contra o vírus, mas que, em excesso, acabam danificando o organismo.

E é importante ressaltar que ainda não é possível dizer que as sequelas após tratamento e cura da Covid-19 são permanentes. É preciso mais estudos para esta conclusão.

Outra sequela já conhecida de infecções que geram longas internações são os danos neurológicos. Entram na lista déficits de concentração, alterações de apetite, humor e outros. Não sabemos se isso irá se resolver no caso da Covid-19, mas outras doenças que atrapalham a oxigenação do cérebro podem deixar danos cerebrais permanentes.

Pesquisas anteriores à crise atual mostram, por exemplo, que até 20% dos indivíduos afetados pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), uma das complicações que a Covid-19, a gripe e outras infecções podem provocar, apresentam déficits cognitivos até cinco anos depois da alta. Entre eles, além de dificuldade de raciocínio e memória prejudicada, surgem sintomas de ansiedade, depressão, estresse pós-traumático etc.

Um caso que foi exclusivamente observado em pacientes recuperados da Covid-19 é a perda de olfato, que na maioria dos casos demora semanas para voltar a normal.

Outro órgão que pode sofrer sequelas da covid-19 é o coração, seja pela inflamação exacerbada ou por um ataque direto do vírus. Ainda é cedo para falar de incidência, porém há relatos de insuficiência cardíaca pós-internação por Covid-19. Esse risco aumenta quando há algum transtorno cardiovascular pré-existente.

Quanto aos rins, até 40% das pessoas que vão para a UTI sofrem com insuficiência renal e precisam de hemodiálise durante a internação. Quando isso acontece, leva pelo menos 3 meses para a recuperação completa.

A importância de se entender possíveis sequelas dessa doença que enfrentamos como pandemia se dá pelo fato de tentarmos estar  preparados para uma possível segunda onda de problemas advindos da covid-19, isso porque pacientes com sequelas ainda dependerão do sistema de saúde publico ou privado, o que gera custos e necessita de planejamento.

 


Com informações: Veja Saúde

 

 

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