MITOS SOBRE SÍFILIS

A sífilis é uma enfermidade sistêmica, exclusiva do ser humano, conhecida desde o século XV, e seu estudo ocupa todas as especialidades médicas.

Tem como principal via de transmissão o contato sexual, seguido pela transmissão vertical para o feto durante o período de gestação de uma mãe com sífilis não tratada ou tratada inadequadamente. Também pode ser transmitida por transfusão sanguínea.

A apresentação dos sinais e sintomas da doença é muito variável e complexa. Quando não tratada, evolui para formas mais graves, podendo comprometer o sistema nervoso, o aparelho cardiovascular, o aparelho respiratório e o aparelho gastrointestinal.

Embora o tratamento com penicilina seja muito eficaz nas fases iniciais da doença, métodos de prevenção devem ser implementados, pois adquirir sífilis expõe as pessoas a um risco aumentado para outras IST’s, inclusive a Aids.

O número de casos de sífilis vem aumentando no Brasil e, por isso, é importante que todos conheçam e esclareçam qualquer dúvida sobre o tema.

Veja abaixo alguns pontos importantes.


– Somente o sêmen transmite a Sífilis?

Mito. Tanto o sêmen quanto o sangue são forma de transmitir Infecções sexualmente transmissíveis, porém em alguns casos como a sífilis e a herpes, o contato da pele de uma pessoa doente com a pele ou mucosa de uma pessoa sadia pode ser uma forma de transmissão.

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– Não existe a possibilidade de contaminação por sexo oral?

Mito. Se houver feridas na região da boca, assim como nos lábios, faringe, língua e palato, por exemplo, o sexo oral sem proteção pode ocasionar a transmissão, mesmo em casos onde não houve ejaculação. Sendo assim sexo oral no corpo feminino também é uma forma de transmissão.

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– O leite materno pode contaminar o bebê?

Mito. Porém existe a transmissão via vertical, ou seja, da grávida para o feto, na hora do nascimento, caso a grávida não seja tratada ou mal tratada.

 

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– Fico sem tratamento se eu for alérgico a penicilina?

Mito. Se houver relatos de reações alérgicas ao antibiótico, medidas terapêuticas que envolvem outros medicamentos podem ser aplicadas.

 

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– A relação sexual entre duas mulheres não é capaz de transmitir à sífilis?

Mito. Independente do sexo do parceiro, sempre será necessário alguma forma de proteção. Algumas doenças podem ser mais difíceis de serem transmitidas quando não há um órgão sexual para fazer a penetração, porém doenças como a sífilis podem ser transmitidas pelo contato da língua com a mucosa vaginal ou pelo contado dos dedos ou outro objeto que eventualmente entre em contato com uma pessoa contaminada e logo em seguida com as mucosas de uma pessoa sadia.

 

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– Contraceptivos orais são capazes de proteger contra a Sífilis?

Mito. Os contraceptivos orais só são eficazes para prevenir a gravidez e não para impedir a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis. Os preservativos femininos e masculinos são os únicos métodos contraceptivos que ajudam a prevenir a transmitir doenças como a Sífilis, durante o sexo.

 

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– A sífilis é uma doença crônica?

Mito. Não é uma doença crônica, embora as lesões da sífilis terciária possam deixar sequelas, nos sistemas cardiovascular, nervoso, digestivo, ósseo e outros, por isso, procure tratamento assim que notar algo errado em seu corpo.

 

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– A sífilis sempre apresentará sintomas?

Mito. A sífilis é uma doença que possui o que chamamos de período de latências, Os pacientes nesse estado podem ficar vários meses, anos, inclusive décadas, assintomáticos na fase latente antes de um novo retorno da doença, porém os exames laboratoriais irão apresentar a sífilis no organismo do paciente.

 

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– Como sei que estou curado da sífilis?

Todo paciente tratado para sífilis deve refazer o VDRL com 6 e 12 meses. O critério de cura da sífilis é o desaparecimento dos sintomas e uma queda de 4 titulações nos níveis de anticorpos. Exemplos:

– VDRL era 1/64 e após o tratamento caiu para 1/16.
– VDRL era 1/32 e após o tratamento caiu para 1/8.
– VDRL era 1/128 e após o tratamento caiu para 1/32.

Quanto mais tempo se passa, mais caem os títulos, podendo até ficarem negativos após alguns anos (há pacientes curados que permanecem a vida inteira com títulos baixos de VDRL, como 1/2 ou 1/4). Não é preciso que o VDRL fique negativo para se atestar a cura da sífilis.

 



Fonte:

– Ministério da Saúde [Sífilis: Estratégias para Diagnóstico no Brasil], Secretaria de Vigilância em Saúde Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais; Sífilis: Estratégias para Diagnóstico no Brasil. Brasília: Ministério da Saúde, Coordenação de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids. 2010. 100 p. (Série TELELAB). Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sifilis_estrategia_diagnostico_brasil.pdf

 

 

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