MIELOMA MÚLTIPLO: ARTIGO SIMPLIFICADO

O mieloma múltiplo é um câncer de plasmócitos no qual plasmócitos anormais se multiplicam sem controle na medula óssea e, ocasionalmente, em outras partes do corpo.

Em resumo, estamos falando de um câncer que surge na medula óssea, na área onde ocorre a produção de células do sangue que se localiza no interior dos ossos. Neste caso, a doença acomete especificamente os plasmócitos, células de defesa que participam do combate a infecções.

Normalmente, os plasmócitos correspondem a menos de 1% das células na medula óssea. No mieloma múltiplo, normalmente, a maioria dos elementos da medula óssea são plasmócitos cancerosos. A superabundância desses plasmócitos cancerosos na medula óssea leva a aumento da produção de proteínas que suprimem o desenvolvimento de outros elementos normais da medula óssea, incluindo glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas (partículas semelhantes a células que ajudam o corpo a formar coágulos).

A idade média de pessoas com mieloma múltiplo é de aproximadamente 65 anos. Apesar de a causa não ser conhecida, o fato de a maior incidência de mieloma múltiplo ocorrer entre parentes próximos indica que a hereditariedade é um fator. Acredita-se que a exposição a radiação seja uma causa possível, assim como exposição a benzeno e outros solventes.

Em cerca de 90% dos pacientes diagnosticados, há presença de dor óssea. Esse incômodo geralmente dá as caras na coluna ou nas costelas, surge do nada e piora com o movimento.

Fora isso, ele tende a se intensificar com o tempo, o que inclusive culmina em abuso de analgésicos.

Com o tempo, a degeneração óssea decorrente do mieloma múltiplo enfraquece o esqueleto, disparando uma espécie de osteoporose.


SINTOMAS

Como os tumores de plasmócitos invadem com frequência o osso, pode ocorrer dor óssea nas costas, nas costelas e nos quadris. Outros sintomas resultam das complicações.

As principais complicações do Mieloma Múltiplo Podem ocorrer fraturas se os tumores de plasmócitos causarem perda de densidade óssea.

Além disso, a liberação de cálcio pelos ossos pode resultar em níveis anormalmente elevados de cálcio no sangue e possivelmente causar constipação, aumento da frequência de micção, problemas renais, fraqueza e confusão.

A diminuição da produção de glóbulos vermelhos frequentemente leva à anemia que, por sua vez, causa fadiga, fraqueza e palidez e pode levar a problemas cardíacos. A diminuição da produção de glóbulos brancos leva a infecções repetidas, o que pode causar febre e calafrios. A diminuição da produção de plaquetas compromete a capacidade de coagulação do sangue e resulta em facilidade na formação de hematomas ou ocorrência de sangramentos.

Em casos raros, o mieloma múltiplo interfere no fluxo sanguíneo para a pele, dedos das mãos e dos pés, nariz, rins e cérebro porque o sangue se torna espesso (síndrome da hiperviscosidade).


DIAGNÓSTICO

O mieloma múltiplo pode ser descoberto quando o paciente apresenta exames laboratoriais, realizados por outra razão, com elevados níveis de proteína no sangue ou na urina ou uma radiografia realizada por outra razão revela áreas específicas de perda óssea. A perda óssea pode ser disseminada ou, mais frequentemente, aparece como lesões líticas isoladas nos ossos.

Às vezes, suspeita-se de mieloma múltiplo devido a sintomas como dores nas costas ou dor óssea em outros lugares, fadiga, febres e formação de hematomas.

Os exames laboratoriais mais úteis são eletroforese de proteínas e imunoeletroforese de soro e urina.

O diagnóstico e confirmado por meio de biópsia da medula óssea.


TRATAMENTO

O mieloma múltiplo continua a ser incurável apesar de significativos avanços recentes no seu tratamento. O tratamento tem como objetivo prevenir ou aliviar sintomas e complicações destruindo os plasmócitos anômalos e retardando a progressão da doença.

O tratamento normalmente não começa até a pessoa desenvolver sintomas ou complicações, embora também possa ser necessário iniciar o tratamento em certos pacientes com características de alto risco que são assintomáticos e não apresentam complicações evidentes.

Diversos medicamentos diferentes são normalmente utilizados para retardar o progresso do mieloma múltiplo ao destruir plasmócitos anormais. Os médicos utilizam diferentes combinações de medicamentos, dependendo das características do mieloma e se as pessoas são elegíveis ou não para o transplante de células-tronco.

O Brasil foi o primeiro país no mundo a aprovar, no uso privado, o medicamento daratumumabe indicado para o tratamento deste tipo de câncer.

 



REFERÊNCIA:

– MSD Manuals, Versão Saúde para a Família [Mieloma Múltiplo]. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-sangue/dist%C3%BArbios-dos-plasm%C3%B3citos/mieloma-m%C3%BAltiplo

 

 

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