MALÁRIA – RESPONDENDO ALGUMAS PERGUNTAS

A malária é uma doença febril, transmitida pela picada de um mosquito infectado pelo Plasmodium, um parasita. No Brasil, a principal forma da doença é a vivax, mais branda, que oferece pouco risco de morte, ao contrário da forma mais comum nos países africanos. Por aqui, 99% dos casos são registrados na Amazônia.

Os maiores aumentos de casos de malária no Brasil ocorreram no Pará (153%), em Amazonas (65%) e em Roraima (56%). Embora grande parte do território desses Estados apresente casos de malária, a situação é grave mesmo em um número muito pequeno de cidades. Apenas 25 municípios concentram 9 de cada 10 casos extras da doença registrados no ano passado. Bagre está no topo da lista, com 6,6 mil casos a mais.

Mas por que a Malária voltou a aumentar no Brasil?

Não há uma explicação definitiva para isso, apenas hipóteses. Uma delas é que a malária está aumentando no mundo todo, não só no Brasil, por algum motivo ainda desconhecido.

Em 2016, os casos de malária subiram 2% nos 91 países analisados pela Organização Mundial de Saúde. Ainda não há dados de 2018.

A principal hipótese apresentada pelos especialistas, contudo, está dentro dos limites e do controle nacionais: a perda da importância da malária em todos os níveis da administração pública – federal, estadual e municipal. Como a doença vinha caindo havia seis anos, parecia estar sob controle. Isso teria feito o poder público baixar a guarda.

Além disso, enquanto a malária caía, o Brasil foi assolado por surtos de doenças infecciosas típicos de zonas urbanas, como dengue, zika e chikungunya, que mobilizaram a opinião pública. O foco, então, teria mudado.

Vamos às respostas das principais dúvidas sobre o tema:


MALÁRIA É UMA DOENÇA CONTAGIOSA?

Não. Uma pessoa doente não é capaz de transmitir a doença diretamente a outra pessoa, é necessária a participação de um vetor.

 

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COMO A MALÁRIA É TRANSMITIDA?

É transmitida através da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium, um tipo de protozoário. Estes mosquitos são mais abundantes nos horários crepusculares, ao entardecer e ao amanhecer. Todavia, são encontrados picando durante todo o período noturno, porém em menor quantidade.

 

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QUALQUER MOSQUITO TRANSMITE A MALÁRIA?

Não, apenas as fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles são capazes de transmitir a malária.

 

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A MALÁRIA PODE SER TRANSMITIDA PELA ÁGUA?

Não. Geralmente, a transmissão da malária ocorre por meio da picada de fêmea do mosquito do gênero Anopheles, conhecido popularmente por mosquito-prego.

 

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QUAL O PERÍODO DE INCUBAÇÃO DA MALÁRIA?

O período de incubação da malária varia de acordo com a espécie de plasmódio. Para P. falciparum, de 8 a 12 dias; P. vivax, 13 a 17; e P. malariae, 18 a 30 dias.

 

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QUEM CORRE RISCO DE CONTRAIR MALÁRIA?

Em geral, toda pessoa pode contrair a doença. Indivíduos que tiveram vários episódios de malária podem atingir um estado de imunidade parcial, apresentando poucos, ou mesmo nenhum sintoma, no caso de uma nova infecção.

 

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QUE MEDIDAS DE PREVENÇÃO DEVEM SER TOMADAS PARA COMBATER A MALÁRIA?

Medidas de prevenção individual: uso de mosquiteiros, roupas que protejam pernas e braços, telas em portas e janelas, uso de repelentes. Medidas de prevenção coletiva: borrifação intradomiciliar, uso de mosquiteiros, drenagem, pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor, aterro, limpeza das margens dos criadouros, modificação do fluxo da água, controle da vegetação aquática, melhoramento da moradia e das condições de trabalho, uso racional da terra.

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O QUE CARACTERIZA A MALÁRIA GRAVE?

É caracterizada pelo aparecimento de um ou mais destes sintomas e sinais: prostração, alteração da consciência, dispnéia ou hiperventilação, convulsões, hipotensão arterial ou choque, edema pulmonar ao Rx de tórax, hemorragias, icterícia, hemoglobinúria, hiperpirexia (> 41°C) e oligúria.

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EXISTE UMA VACINA CONTRA MALÁRIA?

Não. Algumas substâncias capazes de gerar imunidade para a malária no indivíduo foram desenvolvidas e estudadas, mas os resultados encontrados ainda não são satisfatórios para a implantação da vacinação como medida de prevenção da malária.

 

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GESTANTES E CRIANÇAS MENORES DE 6 MESES PODEM TOMAR MEDICAMENTOS ANTIMALÁRICOS?

Não são todos os medicamentos que podem ser administrados a esse público. No caso de malária por P. falciparum durante o primeiro trimestre de gravidez e em crianças menores de 6 meses apenas a quinina associada à clindamicina deve ser utilizada. No segundo e terceiro trimestres da gestação a combinação de artemeter + lumefantrina ou artesunato + mefloquina podem ser utilizadas com segurança; a doxiciclina é contra-indicada. A primaquina é contra-indicada durante a gravidez e em crianças menores de seis meses de idade. Os derivados da artemisinina podem ser usados no primeiro trimestre de gestação em casos de malária grave, caso seja iminente o risco de vida da mãe. Gestantes e crianças menores de 6 meses com malária pelo P. vivax ou P. ovale devem receber apenas cloroquina para o seu tratamento, uma vez que a primaquina é contra-indicada nessas situações pelo alto risco de hemólise. Gestantes e crianças menores de 6 meses com malária pelo P. malariae devem receber tratamento com cloroquina normalmente.

 

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ESTOU GRÁVIDA E PRETENDO VISITAR UMA REGIÃO ENDÊMICA DE MALÁRIA. É SEGURO VIAJAR?

Não é recomendada esta viagem devido ao risco de contrair malária.

 

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É SEGURO AMAMENTAR ENQUANTO TOMO MEDICAMENTO ANTIMALÁRICO?

Sim. Os medicamentos antimaláricos do Brasil são recomendados para mulheres que amamentam.

 

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SE EU CONTRAIR MALÁRIA, EU A TEREI PELO RESTO DE MINHA VIDA?

Não. O tratamento da malária, quando realizado de maneira correta garante a cura da doença.

 

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A PESSOA QUE JÁ TEVE MALÁRIA PODE DOAR SANGUE?

Depende. Se a pessoa teve malária por Plasmodium malariae, ela não poderá mais doar sangue. Já para as outras espécies, depende do tempo entre a doença e a doação de sangue. Os hemocentros sabem orientar o doador.

 



Com informações de:

Ministério da Saúde – Portal MS – Malária

http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/malaria/perguntas-e-respostas

 

 

 

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