INFLUENZA A H1N1 – GRIPE SUÍNA

A Influenza A H1N1 consiste em uma doença causada por uma mutação do vírus da gripe. Também conhecida como gripe Tipo A ou gripe suína, ela se tornou conhecida quando afetou grande parte da população mundial entre 2009 e 2010.

O vírus Influenza A (H1N1) circula no mundo desde, pelo menos, o início do século XX, tendo sido ele o responsável por grandes epidemias de gripe do passado.

Assim como qualquer Influenza A, o subtipo H1N1 possui uma grande capacidade de mutação, fazendo com que de tempos em tempos uma nova cepa seja responsável por novas epidemias.

A última epidemia de gripe H1N1 havia ocorrido no final da década de 1970. Desde então o vírus circulava entre humanos sem causar grandes estragos. Em 2009, porém, surgiu no México uma nova cepa de H1N1 que teve origem no Influenza A H1N1 que afetava porcos (daí o nome gripe suína). Esta cepa suína sofreu uma mutação e passou a ser capaz de infectar seres humanos. Este novo H1N1 possuía em seu DNA características do vírus Influenza A presentes em aves, porcos e humanos, sendo diferente do H1N1 que circulava até então.

A gripe suína H1N1 é transmitida facilmente de pessoa para pessoa, assim como a gripe humana comum. As pessoas não podem contrair a gripe suína H1N1 ao comer carne de porco e apenas raramente a contraem pelo contato com porcos.

Em 2009, a gripe suína H1N1 disseminou-se de tal forma que foi considerada uma pandemia. No entanto, em agosto de 2010, o número de casos havia diminuído tanto que a pandemia foi considerada encerrada.

Houve infecção por outra cepa do vírus da gripe suína (H3N2) em crianças e adultos em diversos estados dos EUA. As pessoas infectadas tiveram contato com porcos domésticos aparentemente saudáveis, geralmente em feiras agrícolas. Além disso, em alguns casos, o vírus pode ter se disseminado de pessoa a pessoa.

Ao contrário da gripe comum, a gripe suína tem mais probabilidade de ocorrer e causar morte em adultos jovens e de meia-idade do que em pessoas idosas.


TRANSMISSÃO DA DOENÇA

Acredita-se que o H1N1 possa ser transmitido da mesma maneira pela qual se transmite a gripe comum. Os vírus da influenza se disseminam de pessoa para pessoa, especialmente através de tosse ou espirros das pessoas infectadas.

Algumas vezes, elas podem se infectar tocando objetos que estão contaminados com os vírus da influenza e depois tocando sua boca ou o nariz.

Como as crianças pequenas convivem em ambientes fechados em parte significativa do tempo, a transmissão do vírus entre elas fica facilitada. Os bebês não amamentados ao seio são mais propensos a pegar a gripe do que os bebês que são amamentados. O risco de complicações da gripe H1N1 é maior em crianças menores.

O período de incubação é semelhante ao da gripe sazonal, variando de 1 a 3 dias. O período de infectividade, ou seja, a fase em que o paciente pode contaminar outras pessoas, inicia-se no dia anterior ao surgimento dos sintomas e dura por cerca de 5 a 7 dias. Em geral, o paciente deixa de eliminar o vírus pelas secreções respiratórias 1 a 2 dias depois do fim dos sintomas.


COMO EVITAR A GRIPE H1N1?

A prevenção da gripe H1N1 segue as mesmas regras da prevenção de qualquer tipo de gripe, que incluem:

  • evitar manter contato muito próximo com uma pessoa que esteja infectada;
    • lavar sempre as mãos com água e sabão e evitar levar as mãos ao rosto e, principalmente, à boca;
    • sempre que possível, ter um frasco com álcool-gel para garantir que as mãos sempre estejam esterilizadas;
    • manter hábitos saudáveis, alimentar-se bem e beber bastante água;
    • não compartilhar utensílios de uso pessoal, como toalhas, copos, talheres e travesseiros;
    • caso haja indicação, utilizar uma máscara para proteger-se de gotículas infectadas que possam estar no ar;
    • evitar frequentar locais fechados ou com muitas pessoas.

A vacinação é uma estratégia de prevenção da gripe H1N1. Ela é capaz de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus influenza reduzindo o risco de formas graves da doença. No geral, a detecção de anticorpos protetores se dá entre duas a três semanas após a vacinação e, em média, confere proteção de seis a doze meses, sendo que o pico máximo de anticorpos ocorre após quatro a seis semanas da vacinação.


SINTOMAS

Os sintomas são geralmente parecidos com os da gripe. Eles incluem febre, tosse, dor de garganta, dores musculares, dor de cabeça, calafrios, escorrimento nasal e cansaço. Também são comuns enjoos, vômitos e diarreia.

Na maioria das pessoas, os sintomas parecem se desenvolver de 1 a 5 dias após a exposição ao vírus e continuam por até uma semana mais. As pessoas podem transmitir a infecção durante aproximadamente 8 dias, desde o dia antes dos sintomas aparecerem até os sintomas irem embora.

Os sintomas são geralmente leves, mas podem se tornar graves, levando à pneumonia ou à insuficiência respiratória. A infecção pode piorar as doenças crônicas (como distúrbios cardíacos e pulmonares e diabetes) e, durante a gravidez, pode causar complicações (como aborto espontâneo ou parto prematuro). Crianças com menos de 5 anos de idade e pessoas com distúrbios renais ou hepáticos ou com um sistema imunológico enfraquecido devido a medicamentos ou doenças como a AIDS também têm alto risco de complicações. Complicações graves podem se desenvolver e progredir rapidamente, às vezes, até mesmo em pessoas jovens e saudáveis.


TRATAMENTO

A Influenza A H1N1 apresenta um quadro leve, semelhante a qualquer gripe, com resolução espontânea, sem complicações.

O uso de um antiviral só está indicado em pacientes com sinais de gravidade ou que pertençam ao grupo de risco. Pessoas fora do grupo de risco e com sintomas leves não correm risco de morte, por isso, não necessitam da droga.

O tratamento com antivirais diminui a incidência de complicações e encurta o tempo de doença, favorecendo a quebra da cadeia de transmissão. As principais drogas usadas no tratamento da gripe são o oseltamivir (Tamiflu®) ou o Zanamivir (Relenza®) . O medicamento funciona melhor se tomado nas primeiras 48 horas de sintomas.

Desde 2010, a vacina anual contra a gripe já é capaz de imunizar os pacientes contra a cepa H1N1 que provocou a pandemia de 2009.



REFERÊNCIAS

– MSD Manuals – Versão Saúde para a Família [Gripe Suína H1N1]. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-pt/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%C3%B5es-virais/gripe-su%C3%ADna-h1n1

– MD.Saúde [Gripe H1N1: Causas, sintomas e tratamento]. Disponível em: https://www.mdsaude.com/2009/05/gripe-suina.html

– Instituto Nacional Figueira Fernandes – IFF Fiocruz [Gripe H1N1 – sintomas e prevenção]. Disponível em: http://www.iff.fiocruz.br/index.php/8-noticias/239-h1n1sintomas

 

 

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