HANSENÍASE: DÚVIDAS FREQUENTES

A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, cujo principal agente etiológico é o  Mycobacterium leprae (M. Leprae). Esse bacilo tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos, no en­tanto poucos adoecem. A doença atinge pele e nervos periféricos podendo levar a sérias incapacidades físicas. A hanseníase é uma doença de notificação compulsória em todo o território nacional e de investigação obrigatória.

Conhecida antigamente como “lepra”, a hanseníase é uma doença que acomete 1,51 pessoa a cada 10 mil habitantes no Brasil, segundo dados de 2014. Apenas no ano passado, foram registrados 33 mil novos casos da doença. Entretanto, em relação aos últimos 10 anos, houve uma queda de 65% na taxa de prevalência. A redução foi resultado de ações de combate à doença, intensificadas nos últimos anos.

Para esclarecer um pouco mais as dúvidas sobre o assunto, veja abaixo a resposta as principais dúvidas que surgem sobre a hanseníase:


A hanseníase é uma doença contagiosa?
Sim. É uma doença contagiosa, porém de baixa infectividade. Tanto é que novos casos de hanseníase surgem, na maioria das vezes, em pessoas que têm contato direto com um doente, convivendo com ele diariamente.

Existem casos novos em que a pessoa teve contato com o doente durante um período curto. A transmissão se dá pelas vias respiratórias de pacientes infectantes (secreção nasal, tosse, espirros, gotículas de saliva). Saliente-se que a maioria das pessoas tem defesas naturais contra a doença e, quando em contato com a hanseníase, terão formas não contagiantes e limitadas.


 A Hanseníase pode infectar qualquer pessoa, até mesmo os bebês?
Sim. A Hanseníase é uma doença muito contagiosa que pode infectar qualquer pessoa, independente do sexo ou idade. O que é preciso é contato direto com o infectado e suscetibilidade do indivíduo.


A hanseníase é uma das doenças mais antigas do mundo?
Sim. Existem relatos da doença de alguns séculos antes de Cristo. É conhecida como uma das doenças “bíblicas”.


Posso pegar a doença se eu tocar em uma pessoa com hanseníase?

Não. A transmissão se dá pelas gotículas emitidas pelo doente ao respirar. O contato direto com a pele do doente não é considerado uma via de transmissão do bacilo.


As extremidades (dedos, nariz, orelha) das pessoas com hanseníase caem sozinhas?

Não. O que acontece é que, sem o tratamento adequado, o doente pode perder a sensibilidade de suas extremidades, e se ferir ou se queimar, sem sentir dor. Assim, com o passar do tempo e devido aos constantes traumas, pode haver perda dos tecidos. Mas isso só ocorria em tempos antigos.


A hanseníase é uma doença que atinge regiões pobres?

Nem sempre. A hanseníase é uma doença transmissível a qualquer indivíduo pelo convívio próximo e prolongado com um doente da forma contagiosa sem tratamento. No entanto, o baixo nível socioeconômico geralmente acompanha uma superpopulação doméstica, o que facilita a propagação da bactéria. Some-se a isto menos condições de higiene e desnutrição, que tornam o organismo mais suscetível às doenças. Desta forma, melhorar a qualidade de vida das populações é uma forma de prevenir a hanseníase.


Hanseníase tem cura? 

Sim. Os pacientes tratados adequadamente, com a medicação que é fornecida pela rede pública, obtém cura da doença em alguns meses, dependendo da forma clínica da hanseníase.


A doença pode levar a óbito?
Não. Com o conhecimento aperfeiçoado sobre a doença ao longo dos anos e o advento das medicações contra as manifestações da hanseníase, todos os pacientes evoluem bem. No passado, somente com outras complicações clínicas é que aconteciam óbitos dos pacientes.


As manchas na pele são o principal sintoma da doença?
Os principais sintomas da doença estão relacionados à pele e nervos periféricos. Manchas de tonalidade clara, brancas ou levemente avermelhadas, acompanhadas de diminuição da sensibilidade local (como se fosse uma “anestesia” localizada), do número de pelos e da sudorese nessas áreas são as principais manifestações da doença.

Ainda pode haver espessamento dos nervos periféricos, diagnosticados no exame dermatológico do paciente.


Pessoas que possuem hanseníase e já estão em tratamento não transmitem a doença?
Quanto ao tratamento e à transmissão da hanseníase, pode-se dizer que já no início da medicação, os pacientes não transmitem mais a doença ( 1-2 meses). Deve-se dizer também que, tal como em outras doenças contagiosas, os pacientes devem dirigir-se aos serviços especializados e seguir a orientação médica e de toda equipe de saúde para que se obtenha os melhores resultados de tratamento e controle da doença.


A pessoa com hanseníase deve ser afastada do trabalho e do convívio familiar?

Não. Durante e após o tratamento, a pessoa com hanseníase deve ter sua vida conduzida sem alteração, ou seja, conviver em família e em sociedade sem necessidade de afastamento.


FONTE: AGÊNCIA SAÚDE

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