DOR EM PACIENTES COM OSTEOPOROSE

A osteoporose é um quadro clínico que causa a redução da densidade óssea do paciente, tornando-os mais porosos e menos resistentes, o que facilita o aparecimento de fraturas.

A osteoporose é uma doença silenciosa que pode não causar sintoma algum até que surja alguma fratura no paciente.

No ciclo de vida normal de um paciente saudável os ossos aumentam em densidade progressivamente até cerca de 30 anos, quando são mais fortes. Depois desse período, visto que a degradação excede a formação, os ossos diminuem lentamente em densidade. Se o corpo for incapaz de manter uma quantidade adequada de formação óssea, os ossos continuam perdendo densidade e podem se tornar cada vez mais frágeis, o que resulta em osteoporose.

Cerca de oito milhões de mulheres e dois milhões de homens nos Estados Unidos têm osteoporose. Existem dois tipos principais de osteoporose:

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Osteoporose primária: Mais de 95% da osteoporose em mulheres e, provavelmente, cerca de 80% em homens, é primária. A maioria dos casos ocorre em mulheres na pós-menopausa e em homens mais velhos.

Uma das principais causas da osteoporose é a falta de estrogênio, particularmente a redução rápida que ocorre na menopausa. A maioria dos homens com mais de 50 anos têm níveis mais altos de estrogênio do que as mulheres na pós-menopausa, mas esses níveis também diminuem com o envelhecimento, e baixos níveis de estrogênio estão associados com a osteoporose em homens e mulheres. A deficiência de estrogênio aumenta a degradação óssea e resulta em rápida perda óssea. Nos homens, baixos níveis de hormônios sexuais masculinos também contribuem para a osteoporose. A perda óssea é ainda maior se os níveis de ingestão de cálcio ou de vitamina D forem baixos.

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Osteoporose secundária: Menos de 5% dos casos de osteoporose em mulheres e cerca de 20% em homens são secundários.

Exemplos de doenças que podem causar osteoporose secundária são a doença renal crônica e distúrbios hormonais (especialmente doença de Cushing, hiperparatireoidismo, hipertireoidismo, hipogonadismo, níveis elevados de prolactina e diabetes mellitus). Certos tipos de câncer, como mieloma múltiplo, podem causar osteoporose secundária e outras doenças, como a artrite reumatoide, podem também causá‑lo. Exemplos de medicamentos que podem causar osteoporose secundária são progesterona, corticosteroides, hormônios da tireoide, certos medicamentos de quimioterapia e anticonvulsivos. O tabagismo também pode causar ou contribuir para osteoporose secundária. O consumo excessivo de álcool ou cafeína e o tabagismo podem piorar a osteoporose pré-existente, mas improvavelmente a causam.



FATORES DE RISCO PARA OSTEOPOROSE

  • Membros da família com osteoporose
  • Dieta pobre em cálcio e vitamina D
  • Estilo de vida sedentário
  • Raça branca ou asiática
  • Magreza
  • Menopausa precoce
  • Tabagismo
  • Consumo excessivo de álcool ou cafeína


DOR E A OSTEOPOROSE

No início da doença, a osteoporose não causa sintomas, pois a perda da densidade óssea ocorre muito gradualmente. Algumas pessoas nunca desenvolvem sintomas. Contudo, quando a osteoporose causa a quebra de ossos (fraturas), as pessoas podem sentir dor dependendo do tipo de fratura.

Segundo a Médica Lizanka Marinheiro, Md, PhD Endocrinologista –FIOCRUZ, osteoporose não dói, a não ser em caso de fraturas, e principalmente de vértebras.

A osteoporose trata-se de uma doença silenciosa e que raramente apresenta sintomas e a dor pode acontecer em consequência de uma fratura que, muitas vezes, ocorre espontaneamente, isto é, sem história de um trauma prévio. Essas fraturas podem ocorrer no fêmur, coluna vertebral e punho. Não raro as fraturas espontâneas podem ocorrer nas vértebras, levando a um achatamento das mesmas levando a um encurvamento da coluna e diminuição da altura do paciente.

Fraturas na coluna vertebral são chamadas de fraturas de compressão.

A maioria dessas fraturas por compressão vertebral não causam dor. No entanto, pode se desenvolver dor, que, geralmente, começa repentinamente, permanece em uma determinada área das costas e piora quando a pessoa se levanta ou anda. A área pode ficar sensível. Normalmente, a dor e a sensibilidade começam a desaparecer gradualmente após uma semana. No entanto, a dor persistente pode durar meses ou ser constante.

E importante avaliar criteriosamente a sensação de dor em idosos, pois esses podem somatizar esta sensação e relatar e apresentar sintomas físicos de dor muito acima do que realmente é sentido.

Pacientes com dor persistente que possuem osteoporose devem ser avaliados por geriatra experiente, bem como especialista em dor e psiquiatra a fim de melhorar a qualidade de vida do mesmo.

Pacientes que possuem osteoporose avançada e idosos com sensação de dor persistente devem ter acompanhamento profissional especializado em espaço e local adequado e nunca ficar apenas aos cuidados de familiares se estes não possuírem estrutura adequada para fazer a reabilitação do doente. Esse é um fator muito importante para pacientes idosos uma vez que a osteoporose avançada pode levar a outros problemas incluindo o óbito repentino.

 



REFERÊNCIAS:

– MSD Manuals, Versão Saúde para a Família [Osteoporose]. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-%C3%B3sseos,-articulares-e-musculares/osteoporose/osteoporose

– Endocrinologia Lizanka Marinheiro [Osteoporose Causa dor?]. Disponível em: https://www.lizankamarinheiro.com/osteoporose-causa-dor/

 

Consulta:

– Marcy B. Bolster, MD, Associate Professor of Medicine, Harvard Medical School; Director, Rheumatology Fellowship Training Program, Massachusetts General Hospital

Médica Lizanka Marinheiro, MD, PhD Endocrinologista –FIOCRUZ, CRM: 52420536

 

Artigos:

GALI, Julio Cesar. Osteoporose. Acta ortop. bras.,  São Paulo ,  v. 9, n. 2, p. 53-62,  June  2001 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-78522001000200007&lng=en&nrm=iso>. access on  22  Mar.  2019.  http://dx.doi.org/10.1590/S1413-78522001000200007.

– NETO, AM Pinto et al. Consenso brasileiro de osteoporose 2002. Rev Bras Reumatol, v. 42, n. 6, p. 343-54, 2002.

– DE SOUZA, Márcio Passini Gonçalves. Diagnóstico e tratamento da osteoporose. Rev Bras Ortop, v. 45, n. 3, p. 220-9, 2010.

– BANDEIRA, Francisco; CARVALHO, Eduardo Freese de. Prevalência de osteoporose e fraturas vertebrais em mulheres na pós-menopausa atendidas em serviços de referência. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 10, p. 86-98, 2007.

 

 

 

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