DOENÇAS COM CAPACIDADES EPIDÊMICAS PARA PRIORIDADE DE TRATAMENTO 2017

Todo ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta uma lista de doenças prioritárias, que devem ser objeto de uma estratégia e plano de preparação global diante do risco de epidemia que elas representam.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, órgão da OMS nas Américas, o objetivo da lista é buscar desenvolver planos emergenciais e estudos sobre as doenças para reduzir mortes e evitar problemas sociais causados por essas enfermidades.

Entre as doenças que ainda devem preocupar os brasileiros está a zika, que está na lista prioritária da OMS para o desenvolvimento de pesquisa e vacina.

Conheça as nove doenças da lista de prioridades da ciência em 2017:


Febre hemorrágica da Criméia (do Congo)

A febre hemorrágica da Criméia é um tipo de febre hemorrágica viral extremamente contagiosa causada por um vírus transmitido por carrapatos. Os sintomas – como febre, dor muscular, enjoo, rigidez no pescoço e cefaleia – começam a partir de três dias depois da picada do carrapato e de maneira súbita. A mortalidade é superior a 40%. Em 2016, dois casos da doença foram registrados na Espanha.

 


Doença do vírus ebola

A doença do vírus Ebola foi identificada pela primeira vez em 1976 na República Democrática do Congo e, por conta de taxa de letalidade próxima dos 90%, vem assustado o mundo desde então. No final de 2013, uma epidemia da doença tomou a África Ocidental, principalmente em Guiné, Serra Leoa e Libéria. Até 2015, o vírus foi o responsável pela morte de quase 10 mil pessoas.

 


Febre hemorrágica de Marburg

Assim como a febre da Criméia, a febre hemorrágica de Marburg também é uma forma grave e rara de febre viral. Esta, porém, acomete seres humanos e primatas. O vírus que causa a doença é da mesma família do vírus ebola e, por isso, exige atenção e estudo. O período de incubação do vírus pode curar entre 5 e 10 dias e os sintomas incluem febre, náusea, vômitos e dor torácica ou abdominal.

 


Febre de Lassa

A febre de Lassa também é hemorrágica viral e foi identificada pela primeira vez na cidade de Lassa, na Nigéria. Em humanos, a infecção se dá pela exposição à fezes de animais – seja pela área gastrointestinal ou trato respiratório. A doença tem como sintomas náusea, vômito e diarreia com sangue, taquicardia e tosse.

 


Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS)

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) foi identificada na China em 2002. A SARS ainda não tem causa determinada. Os sintomas são muito parecidos com o de uma pneumonia e a contaminação acontece pela saliva. O diagnóstico é feito por exclusão de outras doenças.

 


Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS)

Identificada em 2012 na Arábia Saudita, a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS, da sigla em inglês) apresenta um alto índice de mortalidade. Dos 64 casos registrados, 38 pacientes morreram. O vírus que causa a doença pertence à mesma família do vírus causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). A contaminação se dá pela tosse, espirro ou qualquer contato físico com o portador do vírus. Entre os sintomas, estão a febre alta e tosse que pode evoluir para uma pneumonia.

 


Infecção pelo vírus Nipah

A infecção pelo vírus Nipah ainda não dispõe de vacina e nem tratamento específico. O vírus normalmente se desenvolve em morcegos – passa a infecção para porcos e então para humanos. O primeiro surto da doença aconteceu em 2004 e, desde então, casos só foram registrados no sul da Ásia. A infecção tem como sintomas fadiga, encefalite e inchaço no cérebro, que pode levar a convulsões.

 


Febre do Vale do Rift

A febre do Vale Rift é causada por um vírus transmitido por mosquitos. Os primeiros surtos aconteceram em 1997, em países como Quênia, Somália e Tanzânia. Em 2000, casos foram confirmados na Arábia Saudita. Os sintomas incluem dor de cabeça, alterações no fígado e dor muscular. Apenas em 2% dos casos a doença evolui para a febre hemorrágica.

 


Zika

Desde que o vírus da zika chegou ao Brasil, muitas dúvidas cercam a doença e poucas certezas foram dadas. Transmitido pelo mosquito aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue e a chikungunya, o vírus da zika está ligado ao aumento de casos de microcefalia no país e também à síndrome de Guillain-Barré. A OMS afirma que colocar a zika na lista de declaração de emergência de Importância Internacional colaborou para atrair financiamento para o desenvolvimento de vacinas e planos de pesquisa sobre a doença.

 



Fonte: OMS – Organização Mundial da Saúde

 

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