DIFTERIA

Também chamada de crupe, a Difteria é uma doença infectocontagiosa causada pela toxina do bacilo Corynebacterium diphtheriae, que provoca inflamação e lesão em partes das vias respiratórias (amígdalas, faringe, laringe, traqueia, brônquios, nariz) e, às vezes, da pele.

Corynebacterium diphtheriae é um bacilo transmitido por contágio direto com doentes ou portadores assintomáticos (que não manifestam a doença) através das secreções nasais.

Também pode ocorrer a transmissão indireta, através de objetos que tenham sido contaminados recentemente pelas secreções de orofaringe ou de lesões em outras localizações.

A incidência da transmissão de difteria costuma aumentar nos meses frios e, principalmente, em ambientes fechados, devido à aglomeração.

Anos atrás, a difteria era uma das principais causas de morte entre crianças pequenas. Hoje, a difteria é rara em países desenvolvidos basicamente devido a ampla vacinação. Mas é uma doença que pode voltar caso os pais se recusem a vacinar seus filhos e o governo não imponha a vacinação obrigatória de crianças.

Alguns tipos de Corynebacterium diphtheriae liberam uma toxina potente, que pode danificar o coração, os rins e o sistema nervoso. Uma forma mais branda de difteria afeta somente a pele e ocorre principalmente em adultos. Essa forma é mais comum em pessoas mais idosas com pouca higiene (mendigos, por exemplo).

Tem mortalidade total que varia de 5% a 20% dos casos, variando de acordo com a idade do paciente e doenças pré-existentes.


SINTOMAS DA DIFTERIA

A doença começa normalmente poucos dias (em média, cinco dias) depois da exposição à bactéria. Depois disso, os sintomas da difteria começam e duram alguns dias, com dor de garganta, deglutição dolorosa, rouquidão, uma sensação geral de indisposição (mal-estar) e febre baixa (cerca de 38 a 38,9 °C). As crianças também podem apresentar aceleração da frequência cardíaca, enjoo, vômito, calafrios e dor de cabeça. Os linfonodos do pescoço podem inchar. A inflamação pode fazer a garganta inchar, estreitando as vias respiratórias e tornando a respiração extremamente difícil.

Normalmente, as bactérias formam uma pseudomembrana firme e cinzenta – uma camada de material composto por glóbulos brancos do sangue mortos, bactérias e outras substâncias– próximo às amígdalas ou outras partes da garganta.

Quando a infecção é grave, a toxina produzida pela bactéria da difteria às vezes afeta certos nervos, especialmente aqueles que se estendem ao músculos da face, da garganta, dos braços e das pernas, causando sintomas como dificuldade para engolir ou mover os olhos, os braços ou as pernas. Esses sintomas demoram semanas para desaparecer. A toxina bacteriana pode também causar inflamação do músculo cardíaco (miocardite), às vezes levando a ritmos cardíacos anormais, insuficiência cardíaca e morte.

Se a difteria afetar somente a pele, ela causa feridas cujo aspecto varia. Essas feridas aparecem nos braços e nas pernas e lembram outros distúrbios da pele com eczema, psoríase e impetigo. Algumas pessoas apresentam feridas abertas que não saram. As feridas podem ser doloridas e vermelhas e exsudar.

Em geral, cerca de 5% das pessoas com difteria morrem. O risco de morrer aumenta se:

  • As pessoas demorarem para procurar o médico.
  • A difteria afetar o coração.
  • A difteria se desenvolver em crianças com menos de 15 meses ou pessoas com mais de 60 anos.

PREVENÇÃO

difteria pode acometer pessoas suscetíveis (não adequadamente vacinadas) de qualquer idade e não apenas as crianças como era mais comum antes da utilização sistemática da vacina.

A única maneira efetiva de prevenir a difteria é a vacinação, pois a doença, em geral, não confere imunidade permanente, o que faz com que o doente deva continuar seu esquema de vacinação após a alta hospitalar.

Crianças em idade pré-escolar são o grupo mais suscetível quando não imunizadas previamente com esquema básico da vacina combinada contra DTP e Hib. O esquema básico de vacinação na infância é feito com três doses da vacina contra DTP e Hib, aos dois, quatro e seis meses de vida. O primeiro reforço é feito com a DTP aos 15 meses e o outro entre quatro e seis anos de idade.


TRATAMENTO DA DIFTERIA

Uma criança com sintomas de difteria é normalmente hospitalizada em uma unidade de terapia intensiva e recebe anticorpos (antitoxina) por injeção para neutralizar a toxina da difteria. Os médicos também administram antibióticos, tais como penicilina ou eritromicina, para matar as bactérias. Antibióticos são administrados por 14 dias. A criança deve ser mantida em isolamento (para impedir que outras pessoas sejam expostas a secreções infectadas) até que duas culturas, coletadas após a interrupção dos antibióticos, confirmem que as bactérias foram eliminadas.

Para difteria cutânea, os médicos limpam cuidadosamente as feridas com água e sabão e as pessoas recebem antibióticos por dez dias.

Pessoas que tiverem tido uma infecção grave recuperam-se lentamente. Elas são aconselhadas a não retomar as atividades muito cedo. Se o coração tiver sido afetado, até mesmo o esforço físico normal pode ser prejudicial.

 



REFERÊNCIAS:

– Portal MS, Ministério da Saúde [Difteria]. Disponível em: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/difteria

– Bio-Manguinhos/Fiocruz [Difteria: Sintomas, transmissão e tratamento]. Disponível em: https://www.bio.fiocruz.br/index.php/difteria-sintomas-transmissao-e-prevencao

– MSD Manuals, Versão Saúde para a Família [Difteria]. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%C3%B5es-bacterianas/difteria

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *