CIRURGIAS NA PRÓSTATA CAUSAM IMPOTÊNCIA SEXUAL?

A maioria das cirurgias da próstata não causa impotência. No caso de pacientes operados para tratamento de doenças benignas, a probabilidade de impotência é praticamente nula.

No caso de pacientes operados por câncer de próstata, o risco de impotência varia de 30 a 100%, dependendo do caso (estágio da doença, tamanho do tumor, estado da função sexual antes da operação, idade).

É importante salientar que nem todo tratamento para câncer de próstata causa alterações na vida sexual do homem.

A cirurgia que verdadeiramente traz um impacto maior nessa área é a prostatectomia radical. Cirurgias menores como a RTU conhecida como “raspagem”, raramente trazem alguma mudança na vida sexual.

No máximo causam a ejaculação retrógrada, situação em que o ejaculado vai para dentro da bexiga ao invés de sair pela uretra, como no orgasmo “normal”.

no caso da prostatectomia radical, a cirurgia provoca alterações no orgasmo, na potência sexual e até na libido. Por isso, a chamada “reabilitação sexual” deve começar idealmente antes da cirurgia.

Cerca de 90% dos homens submetidos a esta cirurgia sofrerão algum grau de disfunção erétil. Todos passarão a não ejacular nada após o procedimento, pois além da interrupção dos dutos deferentes que conduziam os espermatozoides produzidos nos testículos, as vesículas seminais são também removidas junto com a próstata. Não há mais produção de sêmen.

Com a cirurgia, os nervos que permitem as ereções podem estar lesionados ou terem sido removidos, impedindo a ereção durante a relação sexual.

As ereções são controladas por dois minúsculos feixes de nervos que correm de cada lado da próstata. Se o paciente tem ereções antes da cirurgia, o cirurgião tentará não prejudicar esses nervos durante a prostatectomia. Isso é denominado abordagem poupadora de nervos. Mas se o tumor está crescendo muito próximo aos nervos, o cirurgião precisará removê-los.

Se ambos os nervos forem removidos, o paciente não poderá mais ter ereções espontâneas. Se apenas os nervos de um lado forem removidos, o paciente poderá ter ereções, mas a chance é menor do que se nenhum deles fosse removido. Se nenhum dos nervos for removido, as ereções voltam ao normal algum tempo após a cirurgia.

A capacidade de ter novamente ereções após a cirurgia, muitas vezes ocorre lentamente, podendo levar até 2 anos. Durante os primeiros meses, o paciente provavelmente não será capaz de ter uma ereção espontânea, precisando usar medicamentos ou outros tratamentos.

Se a impotência permanece após a cirurgia, a sensação de orgasmo deve continuar a ser agradável, mas não existe a ejaculação do sêmen, o orgasmo é seco. Isto ocorre porque durante a prostatectomia, as glândulas que produzem a maior parte do sêmen (vesículas seminais e próstata) foram removidas e os canais deferentes utilizados pelo esperma foram cortados.

Existem várias opções para ajudar os pacientes com disfunção erétil:

  • Inibidores da fosfodiesterase. Sildenafil, vardenafil e tadalafil são medicamentos que podem promover ereções. Estes medicamentos não têm efeito se ambos os nervos que controlam as ereções foram retirados ou lesionados. Os efeitos colaterais mais comuns são dor de cabeça, rubor, dores de estômago, sensibilidade à luz  e nariz escorrendo ou entupido. Raramente, podem causar problemas de visão. Os medicamentos que contem nitratos, que são usados para tratar doenças do coração, pode interagir com esses medicamentos, diminuindo a pressão arterial. Converse com seu médico sobre todos medicamentos que esteja usando.
  • É uma versão artificial de prostaglandina E1, uma substância produzida naturalmente no organismo que pode provocar ereções. Os efeitos colaterais mais comuns são dor, tontura e ereção prolongada.
  • Dispositivos de Vácuo. São outra opção para produzir uma ereção. Eles são mecânicos e colocados ao redor do pênis para produzir uma ereção.
  • Implantes Penianos.Os implantes penianos podem restaurar a capacidade do paciente de ter ereções se outros métodos não ajudarem. Existem vários tipos de próteses penianas, incluindo as que utilizam hastes de silicone ou dispositivos infláveis ​.

 



REFERÊNCIA:

– Instituto ONCOGUIA [Cirurgia para Câncer de Prostata]. Disponível em: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/cirurgia-para-cancer-de-prostata/1207/290/

– Minha Vida [6 Dúvidas sobre a vida sexual pós-tratamento de câncer de próstata]. Disponível em: https://www.minhavida.com.br/saude/materias/22950-6-duvidas-sobre-a-vida-sexual-pos-tratamento-do-cancer-de-prostata

– Instituto Lado a Lado pela Vida [Disfunção Erétil]. Disponível em: https://www.ladoaladopelavida.org.br/disfuncao-eretil-o-que-e-doencas-urologicas

 

 

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