CETOACIDOSE DIABÉTICA

Quadro de complicação da Diabetes Mellitus, a cetoacidose diabética é mais comum em pacientes com Diabetes Mellitus tipo I e se desenvolve quando as concentrações de insulina são insuficientes para suprir as necessidades metabólicas básicas do organismo. Esse quadro também pode ocorrer na Diabetes Mellitus tipo II.

É uma complicação metabólica aguda do diabetes caracterizada por hiperglicemia, hipercetonemia e acidose metabólica, ou seja,  é uma emergência médica, e acontece quando os níveis de açúcar (glicose) no sangue do paciente diabético encontram-se muito altos e estão acompanhados do aumento da quantidade de cetonas no sangue também.

Tudo ocorre com a falta se insulina na corrente sanguínea, o organismo não é capaz de utilizar a glicose como fonte de energia. Desta forma, o organismo passa a mobilizar estoques de gordura para obter a energia necessária para o seu funcionamento. Todavia, como consequência do uso da gordura, há a formação de corpos cetônicos, que são substâncias que abaixam o pH sanguíneo, deixando-o ácido. Esta acidez prejudica as funções do organismo, uma vez que para o funcionamento adequado as células, é necessário uma faixa de pH muito restrita.

As taxas de mortalidade por cetoacidose diabética estão entre 1 e 10%. Choque e coma na admissão indicam prognóstico pior. As principais causas de morte são colapso circulatório, hipocalemia e infecção. Entre crianças com edema cerebral, 57% se recuperam por completo, 21% sobrevivem com sequelas neurológicas e 21% morrem.


SINAIS E SINTOMAS

Os sintomas estão relacionados com a hiperglicemia, como aumento da diurese e desidratação, e com a cetonemia, como náuseas e vômitos. A hiperglicemia, dependendo do seu grau e duração, está relacionada com sintomas neurológicos, como alteração do sensório. Dor abdominal também é comum, principalmente em crianças, e é associada à gravidade da acidose metabólica.

Alguns sinais como mucosas desidratadas, hálito cetônico (semelhante ao aroma do removedor de esmaltes), respiração de Kussmaul (respiraçõe profunda, ofegante), taquicardia, hipotensão e alteração da consciência são manifestações clínicas da cetoacidose e devem alertar os pacientes.

Para prevenir a cetoacidose diabética, alguns cuidados são importantes:

  • Aplicação correta das injeções de insulina
  • Realização das medidas da glicemia capilar com o glicosímetro
  • Acompanhamento médico regular
  • Controle alimentar para evitar alimentos com alto teor de açúcar e que podem levar à cetoacidose

Em caso de sinais como boca seca, aumento do volume de urina, aumento dos níveis de glicose no sangue, mal estar, vômitos, dor abdominal e hálito com cheiro de acetona (pois as cetonas no sangue podem causar este efeito), é importante que o paciente seja rapidamente levado a um pronto-socorro para avaliação.

 


TRATAMENTO

O tratamento desta complicação deve ser feito em ambiente hospitalar e engloba a administração de insulina na dose correta, reposição de líquidos através do soro fisiológico e correção dos íons que estão alterados, especialmente fosfato, sódio e potássio.

O tratamento deve ocorrer em UTI porque as avaliações clínicas e laboratoriais são, inicialmente, necessárias a cada 1 ou 2 h, com ajustes apropriados do tratamento.

 



REFERÊNCIAS:

– MSD Manuals, Versão Para Profissionais da Saúde [Cetoacidose Diabética (CAD)]. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-end%C3%B3crinos-e-metab%C3%B3licos/diabetes-melito-e-dist%C3%BArbios-do-metabolismo-de-carboidratos/cetoacidose-diab%C3%A9tica-cad

– LIDIA – Liga Interdisciplinar de Diabetes [Cetoacidose Diabética]. Disponível em: https://www.ufrgs.br/lidia-diabetes/2017/07/15/cetoacidose-diabetica/

– Sociedade Brasileira de Diabetes – SBD [Cetoacidose Diabética é uma grave emergência Médica]. Disponível em: https://www.diabetes.org.br/publico/ultimas/774-cetoacidose-diabetica-e-uma-grave-emergencia-medica

– InfoEscola [Cetoacidose Diabética]. Disponível em: https://www.infoescola.com/doencas/cetoacidose-diabetica/

 

 

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