ADESIVO PARA MEDIR GLICOSE ATRAVÉS DA PELE

Um estudo publicado pela revista Nature Nanotechnology detalha um  novo adesivo que serve para medir o nível de glicose através da pele, o que pode fazer com que milhões de diabéticos não precisem usar agulhas para fazer as medições periódicas. A informação é da EFE.

O adesivo extrai a glicose do fluido entre as células epiteliais através dos folículos pilosos, aos quais tem acesso individualmente graças a sensores em miniatura que usam uma pequena corrente elétrica e recolhem a glicose em pequenos reservatórios para medi-la.

As leituras do nível da substância podem ser feitas a cada 10 ou 15 minutos ao longo de várias horas, segundo o estudo da Universidade de Bath, no Reino Unido. Continue lendo

CIGARROS ELETRÔNICOS: PROIBIDOS NO BRASIL, ESTES AGORA TERÃO DEBATE PÚBLICO NA ANVISA

Cercados por controvérsias no mundo, os cigarros eletrônicos são a aposta das indústrias para um futuro sem fumaça ou pelo menos bem menos – diante de um número menor de fumantes a cada ano. Empresas do setor trabalham para que a substituição gradual aconteça. O argumento é de que são menos prejudiciais à saúde, por aquecer o tabaco em vez de queimá-lo.

Proibidos no Brasil desde 2009, os chamados vaporizadores terão o debate público no país pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Na próxima quarta-feira, em Brasília, a agência sediará um seminário com a participação de pesquisadores, indústrias e entidades antitabagistas.

“O objetivo é ouvir de todos os atores interessados no tema, sejam da indústria, sejam do setor de saúde, posições e estudos sobre os dispositivos eletrônicos para fumar”, informa a Anvisa.  Continue lendo

NOVO TRATAMENTO PARA PSORÍASE NO BRASIL

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de aprovar um tratamento inédito para psoríase, doença imunológica que atinge cerca de 5 milhões de brasileiros.

Guselcumabe é o primeiro medicamento biológico que atua especificamente na proteína interleucina (IL) 23 – um dos principais mediadores inflamatórios da doença.

De acordo com estudos clínicos, sete em cada 10 pacientes tratados com guselcumabe tiveram melhora de 90% nos sinais da doença.

Desenvolvida pela Janssen, empresa farmacêutica da Johnson & Johnson, a terapia demonstrou potencial de proporcionar, já a partir das primeiras duas doses, o controle do tipo mais comum da doença – a psoríase em placas – em pacientes com as formas moderada a grave. Continue lendo

SUS ADOTA NOVO TRATAMENTO PARA TUBERCULOSE

Pacientes com tuberculose terão acesso a um novo tratamento com menor quantidade de comprimidos, passando de três para uma ingestão diária. Isso será possível com a nova apresentação do medicamento Isoniazida de 300 mg, que além de permitir redução dos comprimidos, favorece a adesão ao tratamento.

O medicamento estará disponível a partir de maio na rede pública. Para a implantação da Isoniazida 300mg, o Ministério da Saúde vai financiar uma pesquisa, desenvolvida pela Universidade Federal do Espírito Santo e com apoio de pesquisadores externos nos estados do Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e no Distrito Federal.

O Ministério da Saúde vai começar a distribuição pelos estados participantes da pesquisa: Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e no Distrito Federal. Para isso, a pasta adquiriu 5 mil caixas, que correspondem a 2,5 milhões de comprimidos. Continue lendo

PESQUISADORES DEFENDEM QUE EXISTEM CINCO TIPOS DE DIABETES

Nenhuma outra doença avança tanto no mundo quanto a diabetes, mas o que existe de tratamento hoje é insuficiente para lidar com um mal que, nos cálculos da Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta 425 milhões de pessoas, com projeção de aumento para 629 milhões nas próximas três décadas. Para um grupo de pesquisadores da Universidade de Lund, na Suécia, o problema pode estar na classificação desse distúrbio endocrinológico. Embora os médicos reconheçam que não se pode falar em uma única enfermidade, a diabetes é dividida em dois tipos: o 1, responsável por 10% dos casos, e o 2 (também conhecido como melitus), que abrange o restante.

Essa classificação tem mais de 20 anos e, na opinião da equipe de Lund, está desatualizada. Segundo os pesquisadores, a diabetes deveria ser dividida em cinco tipos, cada um com especificidades exigindo abordagens de prevenção e manejo diferentes. Da forma como é hoje, argumentam, os tratamentos não atendem às necessidades dos pacientes e, assim, acabam falhando. “Uma classificação mais refinada pode nos dar uma ferramenta poderosa para identificar, no diagnóstico, aquelas pessoas em risco aumentado de complicações. Esse é o caminho da personalização dos regimes de tratamento”, defende Leif Groop, professor de endocrinologia e especialista em diabetes da Universidade de Lund.  Continue lendo

VÍRUS GIGANTES SÃO DESCOBERTOS NO BRASIL

Dois novos vírus gigantes foram descobertos no Brasil, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira, 27, na revista Nature Communications. Os dois espécimes – que pertencem a um novo gênero batizado de Tupanvirus – têm uma complexidade genética jamais encontrada em qualquer outro vírus, de acordo com os autores do estudo.

Os vírus gigantes não causam doenças e infectam preferencialmente as amebas

Tão grandes que podem ser observados em um microscópio óptico comum, os vírus gigantes não causam doenças e infectam preferencialmente as amebas, de acordo com um dos autores do estudo, Jônatas Abrahão, professor do Departamento de Microbiologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ao contrário de outros vírus, o Tupanvirus possui uma espécie de cauda, cuja função ainda é desconhecida.

“Como outros vírus gigantes já descobertos no passado, o Tupanvirus infecta amebas. A diferença é que ele é muito mais generalista: ao contrário dos outros, ele é capaz de infectar diferentes tipos de amebas”, disse Abrahão à reportagem. Continue lendo

NANOGOTAS – ESTUDO QUE PODE LEVAR A SUBSTITUIÇÃO DE ÓCULOS E LENTES

Uma equipe de oftalmologistas do Centro Médico Shaare Zedek e do Instituto de Nanotecnologia e Materiais Avançados da Universidade Bar-Ilan, em Israel, desenvolveu um colírio capaz de reparar a córneas e melhorar problemas de visão de curta e longa distância.

A substância foi testada em 10 porcos e ainda está em fase experimental. O colírio utiliza nanopartículas hipereflectivas encapsuladas de 0,58 nanômetros de diâmetro que são colocadas sobre as camadas mais superficiais da córnea, conseguindo modificar seu estado refracional (seu grau). Um nanômetro corresponde a 1 milionésimo de milímetro.

O oftalmologista David Smadja, que lidera a equipe da pesquisa, conseguiu mudar até 2 graus de miopia e de hipermetropia nos olhos de porcos. “O interessante é que ele não notou mudança na curvatura da córnea dos olhos de porco, modo como fazemos hoje com o laser. Olhos míopes tem sua curvatura aplanada e olhos hipermétropes, ao contrário, tem elevada”, explica o oftalmologista Paulo Dantas, especialista em córnea e membro do Conselho de Oftalmologia Brasileiro (COB). Continue lendo