HEPATITE ALCOÓLICA

A hepatite se trata de qualquer inflamação no fígado, aguda ou crônica, que pode ser causada por infecções virais ou bacterianas, abuso de álcool, medicamentos, drogas, doenças hereditárias e doenças autoimunes.

Geralmente causada pelo consumo excessivo e abusivo de álcool durante um período prolongado, a hepatite alcoólica leva a uma inflamação e inchaço do fígado que começa a desregular as funções normais desse órgão.

Pessoas do sexo feminino estão mais suscetíveis a adquirir a doença, uma vez que o fígado nas mulheres tem menor capacidade de metabolizar o álcool.

Podemos citar 3 tipos de danos ao fígado causada por álcool, são elas: acúmulo de gordura, inflamação e cirrose (cicatrizes no fígado). Continue lendo

HEPATITE AUTOIMUNE

A hepatite autoimune (HAI) é doença necroinflamatória crônica do fígado, cujos agentes desencadeantes ainda não estão estabelecidos. A fisiopatogenia da doença é pouco conhecida; provavelmente, decorrente da interação entre predisposição genética e agente desencadeador externo (infecciosos, drogas ou toxinas). O background genético afeta a ocorrência, o quadro clínico e a resposta terapêutica.

Apresenta ocorrência universal e sua prevalência mundial permanece desconhecida. No Brasil, apesar dos poucos estudos realizados, é responsável por 5-19% das doenças hepáticas dos principais centros, por menos de 5% dos pacientes em lista de transplante.

Nesta doença, basicamente, o que ocorre é um ataque dos anticorpos, responsáveis por proteger o organismo, as células saudáveis do fígado sem motivo aparente. A consequência é que com a destruição dessas células o órgão fica prejudicado.

Sem o tratamento adequado a hepatite autoimune pode levar a um quadro de cirrose com suas complicações.

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HEPATITE MEDICAMENTOSA

O fígado é o principal órgão envolvido no metabolismo e na eliminação de substâncias. A toxicidade hepática pode ser induzida por drogas ou toxinas.

Pode seguir-se à inalação, ingestão ou administração parentérica de inúmeros agentes farmacológicos e químicos. Estes incluem toxinas industriais e os agentes farmacológicos terapêuticos.

Hepatite medicamentosa ou hepatite induzida por drogas é uma inflamação do fígado causada por dano direto às células do fígado, o hepatócito. A lesão hepática induzida por drogas é responsável por 5% de todas as internações hospitalares e 50% de todas as falhas hepáticas agudas.

A toxicidade hepática é a manifestação mais comum de reação adversa a drogas, motivando a suspensão do licenciamento e da comercialização de inúmeras substâncias.

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DOENÇAS VIRAIS: HEPATITE G

A hepatite G foi à hepatite descoberta mais recentemente (em 1995) e é provocada pelo vírus VHG que se estima ser responsável por 0,3 por cento de todas as hepatites virias. Desconhecem-se, ainda, todas as formas de contágio possíveis, mas sabe-se que a doença é transmitida, sobretudo, pelo contato sanguíneo.

O VHG é um RNA virus, da familia Flaviridae, de envelope lipidico, que apresenta diferentes genótipos. A infecção pelo HGV pode ocorrer simultaneamente à infecção pelo VHC (Hepatite C).

O VHG apresenta 27% de homologia como vírus da hepatite C, oferecendo assim, a possibilidade de ser estudado em modelos experimentais para o desenvolvimento da vacina para hepatite C, bem como de novas formas de tratamento da hepatite C.

Apesar dessa similaridade com o VHC, o VHG é um vírus basicamente linfotrópico, ou seja, o replica-se preferencialmente nos linfócitos, e muito raramente nos hepatócitos; ao contrário do hepatotropismo típico do vírus da hepatite C.

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DOENÇAS VIRAIS: HEPATITE F – CASO ESPECIAL

A Hepatite F é o nome que havia sido dado a uma forma de hepatite viral que parecia ser inexplicável pelos vírus que causam hepatite A, B, C, D, e E.

Tem sido debatido se esta forma de hepatite é causada por um vírus ou separada por uma variante de um dos outros vírus de hepatite. Por exemplo, alguns profissionais acreditam que pode ser uma variante do vírus da hepatite B. Por outro lado, há cientistas que acreditam que essa forma de hepatite não é capaz de infectar humanos.

Seja qual for a causa, muitas formas de hepatite podem ser perigosas. É importante, então, para uma pessoa a tomar medidas para reduzir o seu risco de contrair a doença. A inflamação do fígado, não importa a causa, muitas vezes é chamada hepatite.

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DOENÇAS VIRAIS: HEPATITE E

A hepatite E resulta da infecção pelo vírus da hepatite E (VHE), é transmitida de pessoa a pessoa, através da água e de alimentos contaminados com matéria fecal, e já foi responsável por grandes epidemias no centro e sudeste da Ásia, no norte e oeste de África e na América Central.

No mundo industrializado, o vírus quase não existe, onde a doença escasseia e apenas se manifesta em indivíduos que tenham estado em regiões tropicais endêmicas.

Doença viral aguda e autolimitada. Apresenta curso benigno, embora tenham sido descritos casos, principalmente em gestantes, com evolução para a forma fulminante. Apresenta-se de forma assintomática (usualmente em crianças) ou com sintomas semelhantes à Hepatite A, sendo a icterícia observada na maioria dos pacientes.

hepatite E  aguda, pode chegar a produzir inflamação e necrose do fígado. Uma pessoa infectada com o vírus pode ou não desenvolver a doença. A infecção confere imunidade permanente contra a doença. A hepatite E ocorre mais comumente em países onde a infraestrutura de saneamento básico é deficiente e ainda não existem vacinas disponíveis.

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DOENÇAS VIRAIS: HEPATITE D

Hepatite D também conhecida como Delta, é uma doença viral caracterizada por reação inflamatória no fígado, esse vírus é considerado um vírus satélite, ou seja, ele não é autônomo e depende da presença do vírus da hepatite B para infectar uma pessoa.

O agente delta é um RNA-vírus “incompleto” (um dos menores vírus RNA animais, tão pequeno que é incapaz de produzir seu próprio envelope proteico e de infectar uma pessoa), constituído de uma fita incompleta de RNA. Ele é deficiente em quase todas as proteínas necessárias à replicação e só pode multiplicar-se em células já infectadas pelo vírus da hepatite B, utilizando as enzimas codificadas por ele além dos recursos da célula humana.

Portanto, na grande maioria dos casos a hepatite D ocorre junta a B, ambas com transmissão parenteral (sangue contaminado e sexual). O vírus D normalmente inibe a replicação do B, que fica latente.

A hepatite D foi conhecida em 1977, ano em que foi descoberto o vírus que a provoca, o HDV ou vírus Delta como também é designado.

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