CETOCONAZOL COMPRIMIDOS – CARACTÉRISTICAS FARMACOLÓGICAS

Fármaco antimicótico e antifúngico, o cetoconazol é um derivado do imidazol, usado atualmente principalmente nas formas tópica, como gel, creme e shampoo. Sua forma oral existe, porém é mais tóxica que outros antifúngicos.

Devido ao risco de toxicidade hepática grave, cetoconazol comprimido deve ser utilizado apenas se os benefícios potenciais forem considerados superiores aos potenciais riscos, considerando outras terapias antifúngicas eficazes.

O cetoconazol comprimido está indicado para o tratamento das seguintes infecções fúngicas sistêmicas, blastomicose, coccidioidomicose, histoplasmose, cromomicose, e paracoccidioidomicose, em pacientes que apresentaram falha ou intolerância a outras terapias. Continue lendo

DEXTROCETAMINA – FARMACOLOGIA

A dextrocetamina é um anestésico geral de ação rápida, não barbitúrico, para uso parenteral. Quimicamente a dextrocetamina é designada de S-(o-clorofenil)-2-(metilamino) ciclohexanona. É apresentada na forma de solução ligeiramente ácida (pH 3,5-5,5), para administração intravenosa ou intramuscular.

A dextrocetamina produz um estado anestésico, caracterizado por profunda analgesia, com reflexos laringofaringeanos normais, tono dos músculos esqueléticos normal ou ligeiramente aumentado e discreto estímulo cardiovascular e respiratório. Ocasionalmente acarreta uma depressão respiratória mínima, de caráter transitório. Continue lendo

CLORIDRATO DE PROMETAZINA: FARMACOLOGIA

A Prometazina é um anti-histamínico H1, fármaco que inibe a ação da histamina, bloqueando a sua ligação aos receptores de histamina. Pertence ao grupo das fenotiazinas, com atividade antialérgica, antiemética, sedante para indução do sono (atividade hipnótica) e pode interagir com receptor de sódio, funcionando como anestésico.

Conhecida no Brasil como Fenergan®, pode ser encontrado nas formas farmacêuticas de creme, comprimidos, injetável e xarope.

Este medicamento é comumente utilizado na pré-anestesia e na potencialização de analgésicos, devido à sua ação sedativa (calmante). Continue lendo

DISFUNÇÃO ERÉTIL – QUANDO MEDICAMENTOS ORAIS FALHAM

Entende-se por Disfunção Erétil (DE), a dificuldade de manter a ereção peniana, em pelo menos 50% das tentativas, por tempo suficiente para permitir a penetração vaginal ou anal e a satisfação sexual.

Essa condição é popularmente conhecida como Impotência Sexual. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), cerca de 50% dos homens brasileiros acima de 40 anos têm alguma queixa em relação às ereções.

As causas da DE variam e podem ser relacionadas a motivos psicológicos, orgânicos ou ambos os casos. Continue lendo

DEPENDÊNCIA QUÍMICA A OPIÓIDES: CONSIDERAÇÕES

Os opioides são os fármacos de escolha para o alívio da dor aguda e dor oncológica intensa. Também têm sido utilizados no tratamento de diversas síndromes dolorosas crônicas não oncológicas.

Embora seu uso para dor crônica não oncológica seja controverso, há evidências crescentes benéficas em algumas populações de pacientes. O grande temor do uso prolongado de opioides para esses pacientes é que, apesar de promover excelente efeito analgésico, há aumento substancial do risco da principal complicação que é o vício.

Para reduzir o risco e obter melhor efeito dos opioides é necessário que os profissionais administrem o medicamento de forma consciente, com indicações precisas, fazendo avaliações periódicas. O uso prolongado de opioides provoca inúmeras alterações celulares responsáveis pelo desenvolvimento de três fenômenos clínicos: Continue lendo

LEVOFLOXACINO: INFORMATIVO

O Levofloxacino é um fármaco pertencente a classe das fluoquinolonas de 3ª geração. É um antibiótico de amplo espectro que trata bactérias gram-prositivas e gram-negativas.

As quinolona e fluoquinolonas são grupos relacionados de antibióticos, derivados do ácido nalidíxico, usados no tratamento de infecções bacterianas. Os fármacos da classe podem desencadear uma vasta onda de efeitos colaterais debilitantes e portanto não devem ser usados como primeira linha de tratamento.

As fluoquinolonas apresentam um átomo de flúor não observado nas quinolonas. Ambas formam o grupo de antibióticos mais tóxicos atualmente em uso com mais de 40% dos usuários sofrendo de efeitos colaterais. Mais de metade dos fármacos encontradas dentro desta classe já foram removidas do uso clínico devido a reações adversas que podem causar dano permanente. Continue lendo

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS

A descoberta no final da década de 50 de drogas antidepressivas e sua utilização na prática clínica trouxe um avanço importante no tratamento e no entendimento de possíveis mecanismos subjacentes aos transtornos depressivos. Tornou a depressão um problema médico passível de tratamento, semelhante a outras doenças como o diabetes e a hipertensão arterial.

Até os anos 80 havia duas classes de antidepressivos, os tricíclicos (ADTs) e os inibidores de monoaminooxidase (IMAOs). Embora muito eficazes, apresentavam efeitos colaterais indesejáveis causados pela inespecificidade de sua ação farmacológica e eram potencialmente letais em casos de superdosagem.

Nas últimas duas décadas surgiram novas classes de antidepressivos a partir da pesquisa de moléculas desprovidas dos efeitos colaterais dos heterocíclicos. Eles diferem dos clássicos ADTs e IMAOs, irreversíveis pela seletividade farmacológica, modificando e atenuando os efeitos colaterais. Continue lendo