DESMAME DE MEDICAMENTOS

O desmame de medicamentos é a redução gradual de uma dose medicamentosa com a finalidade de retirada do uso do medicamento pelo paciente.

O desmame consiste em estratégias psicoterapêuticas e psicomedicamentosas usadas para minimizar os efeitos de descontinuação de um remédio.

Várias substâncias disponíveis de forma lícitas, que são prescritas por médicos e possuem grande venda ao publico, no cenário mundial, podem causar dependência química e consequentemente necessitam do desmame medicamentoso. Dentre elas podemos citar Antidepressivos, Hipnóticos sedativos como os Benzodiazepínicos, narcóticos, barbitúricos, hormônios, corticoides, opioides e anestésicos.

Medicamentos como os citados acima tendem a causar dependência química do organismo, quando usados por um longo prazo, por isso é sempre necessário uma avaliação criteriosa para a escolha e adoção destes medicamentos. Continue lendo

O QUE É PEP? – PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO

A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de risco à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras IST consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções.

O esquema antirretroviral (ARV) da PEP para HIV foi simplificado na atualização do PCDT, em 2015, com recomendações de profilaxia pela avaliação do risco da situação de exposição e não mais por categoria de exposição (acidente com material biológico, violência sexual e exposição sexual consentida).

A PEP para HIV está disponível no SUS desde 1999; atualmente, é uma tecnologia inserida no conjunto de estratégias da Prevenção Combinada, cujo principal objetivo é ampliar as formas de intervenção para evitar novas infecções pelo HIV. Continue lendo

CONTRAINDICAÇÕES DA PrEP

A Profilaxia Pré-Esposição (PrEP) é a utilização de medicamentos antirretrovirais, antes da exposição ao HIV, por pessoas não infectadas e que tenham chances aumentadas de contato com o vírus, como forma de prevenção.

  1. Pré • Antes
  2. Exposição • Atividade que pode levar à infecção por HIV
  3. Profilaxia • Prevenção

A medicação mais utilizado no mundo e no Brasil como PrEP é o medicamento Truvada®, que consiste em:

– Tenofovir associado a Entricitabina, em dose fixa combinada TDF/FTC 300/200mg, um comprimido por dia, via oral, em uso contínuo. Continue lendo

PAROXETINA – CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

A substância Paroxetina é um potente antidepressivo inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS). Além dos transtornos depressivos a paroxetina pode ser empregada nos distúrbios que, supostamente, há uma influência serotoninégica como no Transtorno obsessivo-compulsivo e Transtornos de pânico, por exemplo.

Esta substância foi aprovada pela (Food and Drug Administration) FDA em dezembro de 1992.

A paroxetina, um derivado da fenilpiperidina, foi originalmente desenvolvida em 1975 por Jorgen Buus-Lassen e associados. trabalhando em uma pequena empresa dinamarquesa, ferrosan. A paroxetina foi o segundo ISRS sintetizado por Buus-Lassen. Em 1975, cientistas dinamarqueses haviam produzido femoxetina, que tinha uma desvantagem em comparação à paroxetina – a femoxetina necessitava de doses muito altas, entre 300 e 600 mg por dia. No entanto, nos ensaios clínicos, a femoxetina revelou-se mais eficaz do que a paroxetina. Continue lendo

MELATONINA

A melatonina (N-acetil-5-metoxitriptamina) é uma pequena molécula, amplamente distribuída na natureza, sintetizada pela maioria dos organismos vivos, incluindo organismos unicelulares, fungos, plantas e animais.

Na espécie humana este hormônio é produzida pela epífise (ou glândula pineal) e, ao contrário das hormonas dependentes do eixo hipotálamo–hipófise, a sua produção não está sujeita a mecanismos de retroação negativa, pelo que a sua concentração plasmática não regula a sua produção.

É sintetizada a partir do aminoácido triptofano segundo um ritmo circadiano sincronizado com o ciclo de iluminação ambiental característico do dia e da noite, ocorrendo o pico de produção durante a noite. Continue lendo

MORFINA: FARMACOLOGIA E PRECAUÇÕES

Derivado opioide isolado pela primeira vez em 1804, esta substância começou a ser distribuída pelo seu criador Friedrich Sertüner, já em 1817, porém apenas em 1827 passou a ser comercializada como medicamento pela empresa Química Merck.

A morfina é um fármaco narcótico. Narcóticos são substância esta que fazem adormecer e reduzem ou eliminam a sensibilidade. Em termos médicos são designados como derivados opioides.

A morfina é usada para o alívio da dor intensa aguda e crônica e sua administração pode ser por Via oral, subcutânea, intramuscular ou intravenosa. Epidural, transdérmica, intranasal são as menos usadas. Continue lendo

OMEPRAZOL

O omeprazol é um fármaco inibidor da bomba de prótons, que diminue a secreção gástrica alterando a atividade da H+/K+-ATPase.

Os inibidores da bomba de prótons são um grupo de fármacos usados no tratamento de úlceras gastrointestinais. Substituíram largamente na última década os anti-histamínicos H2, com mais efeitos secundários, nessa função.

Desenvolvida em meados dos anos 1980 como uma nova molécula que seria mais eficaz, duradoura e menos tóxica que a sua antecessora Cimetidina, a nova substância se mostrou muito estável e com pequeno potencial toxicológico. A ação anti-secretiva chegou em seu patamar máximo até então, pelo fato de inibir a bomba de prótons H+/K+ ATPase e controlar, de forma ativa, a secreção ácida final do estômago.  Continue lendo