INALAÇÃO DE FUMAÇA: RISCOS E CONSEQUÊNCIAS

A composição química da fumaça depende do material queimado, mas sempre contém monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio e dióxido de enxofre, dentre outras substâncias geralmente tóxicas. 

Incêndios e queimaduras são a terceira maior causa de acidentes fatais domiciliares, respondendo por cerca de 2.600 mortes e 13.000 feridos conforme estatísticas anuais norte-americanas.

Muitas mortes foram devidas à inalação de fumaça, sendo 80% atribuível à intoxicação por monóxido de carbono. Entre os pacientes com lesões cutâneas e inalatórias, estima-se que 77% das mortes estão relacionadas a complicações pulmonares.

A propagação da fumaça se dá a uma velocidade muito grande, maior às vezes que a capacidade de fuga das pessoas. Ao impedir a visibilidade, ela ocasiona medo e desorientação, dificultando ainda mais a retirada de pessoas de um ambiente enfumaçado. Continue lendo

NEURALGIA DO NERVO TRIGÊMEO

O nervo trigêmeo é o quinto nervo craniano e possui três divisões bem definidas: o ramo oftálmico, o ramo maxilar e o ramo mandibular. Suas fibras contêm vários tipos de tecido nervoso (ex.: sensitivas ou motoras) cursando através de cada ramo. Os ramos do nervo trigêmeo inervam uma grande área, incluindo toda a fronte, a face, as regiões laterais da cabeça e a porção mais superior do pescoço.

O nevo trigêmeo transporta informação sensitiva desde o rosto até o cérebro e controla os músculos envolvidos na mastigação.

A neuralgia do trigêmeo é uma das apresentações patológicas que envolvem o nervo trigêmeo. Ela é descrita como uma dor severa na face, com início súbito e errático. A dor é crônica e progressiva (gradualmente se tornando pior).

Existem três tipos diferentes de neuralgia do trigêmeo: típica (ou idiopática), atípica e sintomática.

A variante típica é a mais comum, não sendo possível identificar uma causa. A neuralgia sintomática do trigêmeo ocorre secundária a outras condições, ex.: esclerose múltipla, tumores, pós-infecciosa ou pós-traumática. Continue lendo

LEPTOSPIROSE

leptospirose é primariamente uma zoonose. Acomete roedores e outros mamíferos silvestres e é um problema veterinário relevante, atingindo animais domésticos (cães, gatos) e outros de importância econômica (bois, cavalos, porcos, cabras, ovelhas). Esses animais, mesmo quando vacinados, podem tornar-se portadores assintomáticos e eliminar a L. interrogans junto com a urina.

leptospirose é uma doença infecciosa febril, aguda, potencialmente grave, causada por uma bactéria, a Leptospira interrogans. É uma zoonose(doença de animais) que ocorre  no mundo inteiro, exceto nas regiões polares. Em seres humanos, ocorre em pessoas de todas as idades e em ambos os sexos. Na maioria (90%) dos casos de leptospirose a evolução é benigna, quando tratada adequadamente.

Alguns animais atuam como portadores e transmitem as bactérias na sua urina. Outros ficam doentes e morrem. As pessoas contraem essas infecções diretamente através de animais infectados ou indiretamente através do solo ou água contaminados pela urina de um animal infectado. Continue lendo

ESCARAS DE DECÚBITO

As escaras de decúbito, também conhecidas como ulceras de decúbito ou úlceras de pressão, são feridas que aparecem na pele de pessoas que permanecem muito tempo na mesma posição.

As escaras de decúbito são áreas de pele danificadas que decorrem da falta de irrigação sanguínea devido à pressão. São muitas vezes resultado de pressão combinada com puxões na pele, fricção e umidade, particularmente em áreas ósseas.

As escaras de decúbito podem ocorrer em pessoas de qualquer idade que estejam confinadas ao leito, à cadeira ou que não consigam mudar de posição sozinhas. Elas ocorrem quando há pressão sobre a pele causada por uma cama, cadeira de rodas, molde de gesso, tala, dispositivo artificial mal ajustado (prótese) ou outro objeto duro. Elas tendem a ocorrer sobre ou entre áreas ósseas nas quais a pressão sobre a pele pode ficar concentrada, como sobre os ossos do quadril, do cóccix, dos calcanhares, dos tornozelos e dos cotovelos, mas podem ocorrer em qualquer lugar. Pessoas que sofrem danos em nervos ou paralisa correm mais risco de desenvolverem escaras de decúbito. Continue lendo

SÍNDROME DA FADIGA CRÔNICA – DIAGNÓSTICO

Não há análises laboratoriais que confirmem o diagnóstico da síndrome da fadiga crônica. Portanto, os médicos precisam descartar outras doenças que podem causar sintomas semelhantes. Às vezes, os médicos realizam testes para descartar distúrbios como anemia, anormalidades de eletrólitos, insuficiência renal, distúrbios inflamatórios (como artrite reumatoide) ou distúrbios da tireoide ou das glândulas adrenais.

O diagnóstico da síndrome da fadiga crônica só é feito se não se encontrar qualquer outra causa, incluindo os efeitos colaterais dos medicamentos, que explique a fadiga e os demais sintomas. Continue lendo

SÍNDROME DA FADIGA CÔNICA

A síndrome da fadiga cônica é uma doença que trás fadiga duradoura, grave e incapacitante, sem causa física ou psicológica comprovada e sem a presença de alterações objetivas nos exames físicos ou de laboratório. 

Embora até 25% das pessoas relatem sentir-se cronicamente cansadas (Fadiga), apenas 0,5% das pessoas (1 em 200) apresenta a síndrome da fadiga crônica (SFC). A síndrome da fadiga crônica afeta principalmente pessoas entre os 20 e os 50 anos de idade e é mais comum entre mulheres jovens e na meia-idade do que em homens, embora ocorra em pessoas de todas as idades, incluindo crianças. As pessoas com síndrome da fadiga crônica apresentam sintomas reais e frequentemente incapacitantes.

A síndrome da fadiga crônica não é o mesmo que fingir ter sintomas (um distúrbio conhecido como simulação de doença). Continue lendo

CÂNCER DE TESTÍCULO: TIPOS

A maioria dos cânceres testiculares se desenvolve em homens com menos de 40 anos. É um dos cânceres mais comuns em jovens, se desenvolve em quase 8.000 homens a cada ano e causando cerca de 400 mortes. 

O câncer testicular é mais comum entre os jovens até 20-25 anos e é normalmente curável se houver tratamento adequado e nenhuma interrupção.

Os testículos são constituídos por vários tipos de células, e cada uma pode se desenvolver em um ou mais tipos de câncer. É importante distinguir estes tipos de cânceres, pois eles diferem na forma como serão tratados assim como no seu prognóstico.

Os principais tipos de câncer de testículo são: Continue lendo