CETOACIDOSE DIABÉTICA

Quadro de complicação da Diabetes Mellitus, a cetoacidose diabética é mais comum em pacientes com Diabetes Mellitus tipo I e se desenvolve quando as concentrações de insulina são insuficientes para suprir as necessidades metabólicas básicas do organismo. Esse quadro também pode ocorrer na Diabetes Mellitus tipo II.

É uma complicação metabólica aguda do diabetes caracterizada por hiperglicemia, hipercetonemia e acidose metabólica, ou seja,  é uma emergência médica, e acontece quando os níveis de açúcar (glicose) no sangue do paciente diabético encontram-se muito altos e estão acompanhados do aumento da quantidade de cetonas no sangue também.

Tudo ocorre com a falta se insulina na corrente sanguínea, o organismo não é capaz de utilizar a glicose como fonte de energia. Desta forma, o organismo passa a mobilizar estoques de gordura para obter a energia necessária para o seu funcionamento. Todavia, como consequência do uso da gordura, há a formação de corpos cetônicos, que são substâncias que abaixam o pH sanguíneo, deixando-o ácido. Esta acidez prejudica as funções do organismo, uma vez que para o funcionamento adequado as células, é necessário uma faixa de pH muito restrita. Continue lendo

PÂNCREATITE CRÔNICA

O pâncreas é o órgão que tem entre suas funções a de produzir insulina para o corpo entre outras enzimas digestivas. Ele fica localizado atrás do estômago e pode sofrer com processos inflamatórios agudos e crônicos.

Na pancreatite aguda normalmente se sente dor abdominal na parte superior que pode durar alguns dias. A sensação dolorosa pode ser severa e tornar-se constante (apenas no abdômen) ou atingir as costas e outras regiões; pode ser súbita e intensa, ou começar com uma leve dor que fica pior quando algum alimento é ingerido.

Se o quadro de pancreatite aguda for muito extenso ou se o paciente apresenta repetidos episódios de pancreatite aguda, esta inflamação intensa e repetida pode causar lesão irreversível do tecido pancreático, levando ao que chamamos de pancreatite crônica.

A principal causa de pancreatite crônica é o consumo exagerado e prolongado de álcool. Porém, qualquer situação que imponha quadros repetidos de pancreatite aguda pode levar à lesão permanente do pâncreas.

A pancreatite crônica é uma inflamação do pâncreas de longa duração, resultante de uma deterioração irreversível da estrutura e da função pancreáticas. Continue lendo

MIELOMA MÚLTIPLO: ARTIGO SIMPLIFICADO

O mieloma múltiplo é um câncer de plasmócitos no qual plasmócitos anormais se multiplicam sem controle na medula óssea e, ocasionalmente, em outras partes do corpo.

Em resumo, estamos falando de um câncer que surge na medula óssea, na área onde ocorre a produção de células do sangue que se localiza no interior dos ossos. Neste caso, a doença acomete especificamente os plasmócitos, células de defesa que participam do combate a infecções.

Normalmente, os plasmócitos correspondem a menos de 1% das células na medula óssea. No mieloma múltiplo, normalmente, a maioria dos elementos da medula óssea são plasmócitos cancerosos. A superabundância desses plasmócitos cancerosos na medula óssea leva a aumento da produção de proteínas que suprimem o desenvolvimento de outros elementos normais da medula óssea, incluindo glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas (partículas semelhantes a células que ajudam o corpo a formar coágulos). Continue lendo

DOR CRÔNICA

Dor crônica é aquela que persiste ou recorre por meses, persiste por mais de 1 mês após a resolução de uma lesão tecidual aguda ou acompanha uma lesão que não se cura. 

A dor crônica pode tornar o sistema nervoso mais sensível à dor. Por exemplo, a dor crônica estimula repetidamente as fibras nervosas e as células que detectam, enviam e recebem sinais de dor. Estimulação repetida pode alterar a estrutura das fibras e células nervosas (chamado remodelação) ou fazer com que as mesmas fiquem mais ativas. Por conseguinte, pode ocorrer dor com uma estimulação que normalmente não seria dolorida, ou o estímulo doloroso pode parecer mais forte. Este efeito é chamado sensibilização.

Além disso, áreas do tecido muscular e conjuntivo podem tornar-se muito sensíveis ao toque. Estas áreas são chamadas pontos-gatilho uma vez que ao tocá-las, frequentemente há o desencadeamento de dores inexplicadas que irradiam para outras áreas do corpo. Continue lendo

INALAÇÃO DE FUMAÇA: RISCOS E CONSEQUÊNCIAS

A composição química da fumaça depende do material queimado, mas sempre contém monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio e dióxido de enxofre, dentre outras substâncias geralmente tóxicas. 

Incêndios e queimaduras são a terceira maior causa de acidentes fatais domiciliares, respondendo por cerca de 2.600 mortes e 13.000 feridos conforme estatísticas anuais norte-americanas.

Muitas mortes foram devidas à inalação de fumaça, sendo 80% atribuível à intoxicação por monóxido de carbono. Entre os pacientes com lesões cutâneas e inalatórias, estima-se que 77% das mortes estão relacionadas a complicações pulmonares.

A propagação da fumaça se dá a uma velocidade muito grande, maior às vezes que a capacidade de fuga das pessoas. Ao impedir a visibilidade, ela ocasiona medo e desorientação, dificultando ainda mais a retirada de pessoas de um ambiente enfumaçado. Continue lendo

NEURALGIA DO NERVO TRIGÊMEO

O nervo trigêmeo é o quinto nervo craniano e possui três divisões bem definidas: o ramo oftálmico, o ramo maxilar e o ramo mandibular. Suas fibras contêm vários tipos de tecido nervoso (ex.: sensitivas ou motoras) cursando através de cada ramo. Os ramos do nervo trigêmeo inervam uma grande área, incluindo toda a fronte, a face, as regiões laterais da cabeça e a porção mais superior do pescoço.

O nevo trigêmeo transporta informação sensitiva desde o rosto até o cérebro e controla os músculos envolvidos na mastigação.

A neuralgia do trigêmeo é uma das apresentações patológicas que envolvem o nervo trigêmeo. Ela é descrita como uma dor severa na face, com início súbito e errático. A dor é crônica e progressiva (gradualmente se tornando pior).

Existem três tipos diferentes de neuralgia do trigêmeo: típica (ou idiopática), atípica e sintomática.

A variante típica é a mais comum, não sendo possível identificar uma causa. A neuralgia sintomática do trigêmeo ocorre secundária a outras condições, ex.: esclerose múltipla, tumores, pós-infecciosa ou pós-traumática. Continue lendo

LEPTOSPIROSE

leptospirose é primariamente uma zoonose. Acomete roedores e outros mamíferos silvestres e é um problema veterinário relevante, atingindo animais domésticos (cães, gatos) e outros de importância econômica (bois, cavalos, porcos, cabras, ovelhas). Esses animais, mesmo quando vacinados, podem tornar-se portadores assintomáticos e eliminar a L. interrogans junto com a urina.

leptospirose é uma doença infecciosa febril, aguda, potencialmente grave, causada por uma bactéria, a Leptospira interrogans. É uma zoonose(doença de animais) que ocorre  no mundo inteiro, exceto nas regiões polares. Em seres humanos, ocorre em pessoas de todas as idades e em ambos os sexos. Na maioria (90%) dos casos de leptospirose a evolução é benigna, quando tratada adequadamente.

Alguns animais atuam como portadores e transmitem as bactérias na sua urina. Outros ficam doentes e morrem. As pessoas contraem essas infecções diretamente através de animais infectados ou indiretamente através do solo ou água contaminados pela urina de um animal infectado. Continue lendo