BEIJO DE CARNAVAL: ALERTA E PREVENÇÃO

A prática de beijar várias pessoas é relativamente comum no carnaval do Brasil e apesar de ser o encanto de várias ao redor do mundo, tem sim, um lado negativo que deve ser levado em consideração.

De maneira geral, bactérias, vírus e fungos que estejam presentes na saliva podem ser transmitidos pelo beijo e levar a certas complicações uma vez que o cansaço, as horas de pouco sono, bebidas alcoólicas e alimentação incorreta podem afetar sua imunidade.

Assim, a combinação de vários dias sem descanso adequado, debaixo de sol intenso, sem hidratação e alimentação equilibradas, condições presentes aos adeptos das festas de carnaval, diminui a imunidade do corpo e a pessoa fica mais suscetível a doenças.

Veja quais são as principais doenças que podem ser transmitidas pelo beijo e quais medidas de prevenção podem ser adotadas:

DOENÇAS QUE PODEM SER TRANSMITIDAS PELO BEIJO


Herpes labial: a doença provocada pelo vírus da herpes simples (HSV1) provoca feridas nos lábios, face ou interior da boca semelhantes a aftas. A crise dura certa de uma semana e volta de tempos em tempos, principalmente em situações de baixa imunidade. Medicamentos antivirais podem ser indicados para tratar as crises.


Candidíase oral ou sapinho : trata-se de uma micose provocada pelo fungo Candida albicans. Ela se manifesta por pontos brancos e escamosos na língua e parte interna das bochechas. O tratamento pode envolver o uso de medicamento antifúngico.

 


Mononucleose ou “doença do beijo”: a doença provocada pelo vírus Epstein-Barr provoca sintomas semelhantes aos de uma gripe forte: mal-estar, dor no corpo, febre, dor de garganta e aumento dos gânglios linfáticos (fenômeno conhecido como íngua). Não existe tratamento específico, mas medicamentos podem ser indicados para aliviar os sintomas. Vale lembrar que o vírus pode ficar incubado de 30 a 45 dias no organismo e não tem cura – a pessoa vai carregá-lo para o resto da vida.


Cárie e gengivite: como doenças infecciosas provocadas por bactérias, também podem ser transmitidas pelo beijo. No entanto, quem mantém uma boa higiene bucal não deve ser infectado ainda que entre em contato com as bactérias.

 


Meningite: De acordo com um estudo realizado por médicos australianos, beijar na boca de múltiplos parceiros aumenta em quatro vezes a chance de pegar meningite meningocócica. A definição de “múltiplos” para os pesquisadores é de sete pessoas em duas semanas. A transmissão da meningite preocupa os médicos, já que a doença tem uma evolução rápida e pode ser fatal. Os sintomas mais comuns são febre, dor de cabeça, vômitos, diarreia e rigidez dos músculos da nuca, ombros e costas.


Sífilis: a sífilis secundária, segunda fase da doença, pode provocar lesões na pele e boca. Nesta fase, a bactéria Treponema pallidum, que provoca a doença, pode ser transmitida pelo beijo.

“Obviamente não é a principal forma de contaminação, o mais comum é pelo contato sexual, mas pode acontecer.

A sífilis tem cura e é tratada com antibióticos.

 


Outras doenças, transmitidas por contato direto, tais como gripes, resfriados, tuberculose também podem ser facilmente disseminadas pela prática de múltiplos beijos.

 

DICAS DE PREVENÇÃO

 

  • Pessoas com sistema imunológico abalado são mais vulneráveis às infecções. Portanto, tenha cuidados gerais com a saúde: coma bem, durma bem e beba bastante água durante o carnaval.
  • Quem já tem problemas bucais prévios também fica mais vulnerável a outras infecções. Portanto, mantenha a higiene bucal em dia: escove os dentes, use fio dental e enxaguante bucal.
  • Fique atento aos sinais que indicam doenças bucais, como boca seca, sangramentos e gosto amargo na boca. Consulte um dentista caso tenha um desses sintomas.
  • Evite exageros. Não beije pessoas que já possuem lesões nos lábios ou que sejam altamente promíscuas.

FONTE: Conselho Regional de Odontologia do Estado de São Paulo (Crosp). Para G1

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