ALZHEIMER: ESCLAREÇA ALGUNS MITOS E VERDADES

A Doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas. Talvez, por isso, a doença tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”.

A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

Não se sabe por que o Alzheimer ocorre, mas são conhecidas algumas lesões cerebrais características dessa doença. As duas principais alterações que se apresentam são as placas senis decorrentes do depósito de proteína beta-amiloide, anormalmente produzida, e os emaranhados neurofibrilares, frutos da hiperfosforilação da proteína tau. Outra alteração observada é a redução do número das células nervosas (neurônios) e das ligações entre elas (sinapses), com redução progressiva do volume cerebral.

Estudos recentes demonstram que essas alterações cerebrais já estariam instaladas antes do aparecimento de sintomas demenciais. Por isso, quando aparecem as manifestações clínicas que permitem o estabelecimento do diagnóstico, diz-se que teve início a fase demencial da doença.

Para que o tratamento e cuidados de uma pessoa com Alzheimer sejam eficientes é preciso que o cuidador conheça muito bem a doença.

Apesar do aumento das informações sobre o Alzheimer, a doença ainda gera muitas dúvidas e, às vezes, a sabedoria popular é cheia de mitos que podem mais atrapalhar do que ajudar.

Vejamos abaixo alguns mitos e verdades sobre o assunto:


– O primeiro sintoma da doença de Azheimer é a perda da memória

Mito. Apesar de ser o primeiro sinal mais comum, não é sempre a perda da memória o sintoma inicial da doença de Alzheimer. Em algumas pessoas, os sintomas iniciais podem ser dificuldade de linguagem, desorientação no tempo e espaço, dificuldade para planejar ou resolver problemas complexos, controle das finanças, alterações de comportamento (como comportamentos incomuns para aquela pessoa), alterações de humor, dentre outras.

 


– Praticar atividade física é importante para pessoas com Alzheimer

Verdade. Exercitar-se pode retardar a manifestação da doença, assim como amenizar seus sintomas, além de melhorar a qualidade de vida do cuidador e paciente. Se o paciente não possui contraindicação à prática de alguma atividade física, esta deve ser incentivada e o sedentarismo evitado. Mesmo em pessoas que não possuem a doença, há estudos sugerindo que a prática regular de atividade física pode contribuir para a prevenção da doença de Alzheimer no futuro.

 


– Esquecer as coisas significa ter a Doença de Alzheimer

Mito. Problemas de memória podem estar relacionados a diversos fatores, como outras demências ou até mesmo estresse, ansiedade e depressão. Outras causas de esquecimento podem ser associadas a distúrbios do sono ou uso de medicamentos que afetem a memória. A doença de Alzheimer, em fases iniciais, atinge a capacidade de guardar novas memórias e as mais recentes, enquanto memória de fatos acontecidos há mais tempo (como na infância) são preservadas. As pessoas afetadas pela Doença de Alzheimer possuem um quadro progressivo de dificuldade de memória.

 


– A Doença de Alzheimer não tem cura

Verdade. Infelizmente, a doença não tem cura após seu estabelecimento. Porém, existem tratamentos que retardam sua evolução e outros que minimizam os distúrbios cognitivos, do humor e do comportamento. Alguns medicamentos podem tornar o processo mais demorado ou atacar problemas paralelos da doença, como insônia ou agitação.

 


– O Alzheimer é doença de gente idosa.

Mito. Estudos mostram que o Alzheimer pode sim se manifestar em pessoas com menos de 65 anos. Embora rara, a Doença de Alzheimer de Início Precoce (Daip), é caracterizada por um declínio mais rápido das funções cognitivas.

 


– O Alzheimer é genético

Mito. A medicina não traz evidências científicas que comprovem com segurança a hereditariedade da doença. Ainda que não se saiba todos os mecanismos genéticos envolvidos na doença de Alzheimer, alguns genes já estão reconhecidos, mas ainda há um bom caminho a andar nesse sentido para saber exatamente quais os principais responsáveis pelo desenvolvimento da doença.

 


– Mulheres têm mais chances de desenvolver Alzheimer

Verdade. A doença de Alzheimer afeta duas vezes mais as mulheres que os homens! Ninguém sabe ao certo a razão, mas uma possibilidade é o fato de que a mulher vive mais que o homem, e a idade é um dos principais fatores de risco para o aparecimento da Doença de Alzheimer.

 


– Doenças cardiovasculares contribuem para o desenvolvimento da doença

Verdade: Doenças cardiovasculares podem aumentar o risco da doença de Alzheimer e de outras demências, como a demência vascular. Porém, são levados em conta fatores de risco para doenças cardiovasculares (como o fumo, diabetes e hipertensão) que ajudam a desenvolver o Alzheimer.

 


– Uso prolongado de Omeprazol pode causar Alzheimer?

Mito. O uso do remédio pode causar anemias e deficiência de B12, que podem vir a causar um quadro semelhante ao de demência. Porém, é totalmente tratável!

 


– É possível prevenir o Alzheimer

Verdade: Atividades cognitivas, alimentação saudável e exercícios físicos são alguns exemplos de práticas que, apesar de não impedirem o desenvolvimento da doença, contribuem para retardar o início e o aparecimento dos sintomas. Isso acontece porque essas atitudes aumentam a reserva cognitiva e podem ajudar a pessoa adquirir estratégias para lidar com as perdas da doença.

 


– Traumas na cabeça podem acarretar a Doença de Alzheimer

Verdade. Foi feito um estudo na Pensilvânia que relacionou pancadas na cabeça com o desenvolvimento da doença de Alzheimer. A explicação é a de que, o traumatismo craniano aumenta a concentração de proteínas cerebrais que contribuem para a formação das placas senis (um dos importantes fatores causadores da doença).

 


REFERÊNCIAS:

– Associação Brasileira de Alzheimer – ABRAz [O que é Alzheimer]. Disponível em: http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/o-que-e-alzheimer

– Alzheimer360 [Mitos e Verdades sobre a Doença de Alzheimer]. Disponível em: http://alzheimer360.com/mitos-verdades-alzheimer/

– A Notícia [Confira 7 mitos e verdades sobre a Doença de Alzheimer]. Disponível em: http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2014/09/confira-7-mitos-e-verdades-sobre-a-doenca-de-alzheimer-4595178.html

– Mais Equilíbrio [5 mitos sobre do Alzheimer]. Disponível em: http://www.maisequilibrio.com.br/saude/5-principais-mitos-do-alzheimer-5-1-4-692.html

 

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