ÁLCOOL E MEDICAMENTOS – PERIGO REAL

O consumo de álcool per capita no Brasil  chegou a 8,9 litros em 2016 e superou a média internacional, de 6,4 litros por pessoa. Com isso, o País figura na 49.ª posição do ranking entre os 193 avaliados. Os dados foram divulgados ontem pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A OMS não vê o consumo do álcool em si como um problema, mas considera que o uso excessivo e a falta de controle em certas situações podem se transformar em ameaça.

Associada a essa situação temos uma alta crescente do uso de medicamentos no Brasil, este que em 2016 chegou à marca de 4,5 bilhões de medicamentos vendidos no Brasil, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA .

Esses dois índices aliados à folia do carnaval podem resultar em graves consequências para a saúde. As dores de cabeça, os enjoos e tonturas da ressaca podem levar à busca de alívio rápido sem se importar com os perigos. A mistura de analgésicos com álcool, por exemplo, pode resultar em sangramentos no estômago e perda da coordenação motora. Já a superdosagem de paracetamol eleva o risco de danos ao fígado.

O Conselho Federal de Farmácia, alerta sobre a necessidade de buscar orientação farmacêutica ou médica antes de consumir qualquer medicamento, mesmo os que não precisam de receita.


O risco de hepatite, úlcera, efeito sedativo e outros em caso da combinação entre bebida alcoólica em excesso e medicamentos.


Veja abaixo exemplos de interações entre bebida alcoólica e medicamentos

Álcool + dipirona = o efeito do álcool pode ser potencializado.

Álcool + paracetamol = aumentar o risco de hepatite medicamentosa.

Álcool + ácido acetilsalicílico = eleva-se o risco de sangramentos no estômago. O acetilsalicílico irrita a mucosa estomacal.

Álcool + antibióticos = A associação de álcool com alguns antibióticos pode levar a efeitos graves do tipo antabuse (uma reação adversa ao medicamento em caso de exposição ao álcool), o acúmulo desta substância tóxica causa vômitos, palpitação, cefaleia, hipotensão, dificuldade respiratória e até morte. Por exemplo: Metronidazol; Trimetoprim-sulfametoxazol, Tinidazole, Griseofulvin.

Outros como cetoconazol, nitrofurantoína, eritromicina, rifampicina e isoniazida também não devem ser tomados com álcool pelo perigo de inibição do efeito e potencialização de toxicidade hepática.

Álcool + antinflamatórios = Aumenta o risco de úlcera gástrica e sangramentos.

Álcool + antidepressivos = Aumenta as reações adversas e o efeito sedativo, além de diminuir a eficácia dos antidepressivos.

Álcool + calmantes (ansiolíticos) = Benzodiazepinas: Aumenta o efeito sedativo, o risco de coma e insuficiência respiratória.

Álcool + inibidores de apetite = O uso concomitante com os supressores de apetite não é recomendado visto que pode aumentar o potencial para ocorrer efeitos sobre o SNC, tais como: tontura, vertigem, fraqueza, síncope e confusão.

Álcool + insulina = Pode gerar hipoglicemia, pois o álcool inibe a disponibilidade de glicose realizada pelo organismo, portanto a alimentação deverá ser bem observada, pois com o álcool, a única disponibilidade de glicose vem das refeições; vale ressaltar que também pode causar efeito antabuse. Uso agudo de etanol prolonga os efeitos enquanto que o uso crônico inibe os antidiabéticos.

Álcool + anticonvulsivantes = Aumenta os efeitos colaterais e o risco de intoxicação enquanto que diminui a eficácia contra as crises de epilepsia.

 



Com informações de:

Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA

Organização Mundial da Saúde – OMS

 

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