FIMOSE – RESUMO DO PROBLEMA

A fimose corresponde à dificuldade, ou mesmo impossibilidade, de expor a glande do pênis, porque d o prepúcio (“pele” que recobre a glande) apresentar um anel muito estreito.

A fimose não corresponde ao fato normal do prepúcio estar colado à glande, situação comum nos primeiros anos de vida (aos 6 meses somente 20% dos meninos conseguem expor totalmente a glande, mas quase 90% já o conseguem aos 3 anos).

Cerca de 90% dos recém-nascidos apresenta uma fimose fisiológica ou impossibilidade de retrair completamente o prepúcio. Durante os primeiros 3-4 anos de vida fatores como o crescimento do corpo do pênis, a acumulação de secreções epiteliais, as ereções intermitentes e a masturbação na puberdade propiciam a separação do prepúcio da glande. Continue lendo

APENDICITE

O apêndice é uma pequena extensão tubular terminada em fundo cego, localizado no ceco, a primeira porção do intestino grosso, e existe em vários mamíferos. ´

O apêndice cecal já foi denominado de apêndice ileocecal, apêndice vermicular e apêndice vermiforme. Hoje em dia, estudos indicam que o apêndice faz parte do sistema imunológico, produzindo glóbulos brancos no período da infância, tendo um funcionamento semelhante ao timo.

No apêndice também há o crescimento de inúmeras bactérias, sendo em sua maioria, boas e importantes para o funcionamento do intestino. Já a apendicite consiste na inflamação e infecção do apêndice. Continue lendo

MELATONINA

A melatonina (N-acetil-5-metoxitriptamina) é uma pequena molécula, amplamente distribuída na natureza, sintetizada pela maioria dos organismos vivos, incluindo organismos unicelulares, fungos, plantas e animais.

Na espécie humana este hormônio é produzida pela epífise (ou glândula pineal) e, ao contrário das hormonas dependentes do eixo hipotálamo–hipófise, a sua produção não está sujeita a mecanismos de retroação negativa, pelo que a sua concentração plasmática não regula a sua produção.

É sintetizada a partir do aminoácido triptofano segundo um ritmo circadiano sincronizado com o ciclo de iluminação ambiental característico do dia e da noite, ocorrendo o pico de produção durante a noite. Continue lendo

ESTRESSE CRÔNICO

O Estresse Crônico é a resposta física, psicológica e emocional do corpo humano a pressão do estresse sofrido pelo indivíduo, por um tempo prolongado e contínuo. Envolve uma resposta do sistema endócrino no qual corticosteroides são liberados.

Embora os efeitos imediatos dos hormônios do estresse, como epinefrina e cortisol, sejam benéficos em uma determinada situação de curto prazo, a exposição a longo prazo ao estresse cria um nível elevado desses hormônios, o que leva ao aparecimento de doenças e síndromes psicológicas.

O estresse tem um papel nos seres humanos como um método de reagir a situações difíceis e possivelmente perigosas, conhecido como reação de “luta” e “fuga”. Esta resposta é perceptível quando as glândulas adrenais liberam epinefrina, fazendo com que os vasos sanguíneos se contraiam e a frequência cardíaca aumente. Além disso, o cortisol é outro hormônio que é liberado sob estresse e sua finalidade é aumentar o nível de glicose no sangue. A glicose é a principal fonte de energia para as células humanas e seu aumento durante o tempo de estresse é com a finalidade de ter energia prontamente disponível para as células mais ativas. Continue lendo

OBESIDADE: DEFINIÇÕES

A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal no indivíduo. Para o diagnóstico em adultos, o parâmetro utilizado mais comumente é o do índice de massa corporal (IMC).

O IMC é calculado dividindo-se o peso do paciente pela sua altura elevada ao quadrado. É o padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que identifica o peso normal quando o resultado do cálculo do IMC está entre 18,5 e 24,9.  Para ser considerado obeso, o IMC deve estar acima de 30.

A obesidade já é uma realidade para 18,9% dos brasileiros. Já o sobrepeso atinge mais da metade da população (54%). Os dados são da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) divulgado pelo Ministério da Saúde.

Entre os jovens, a obesidade aumentou 110% entre 2007 e 2017. Esse índice foi quase o dobro da média nas demais faixas etárias (60%). O crescimento foi menor nas faixas de 45 a 54 anos (45%), 55 a 64 anos (26%) e acima de 65 anos (26%). Continue lendo

MYCOPLASMA GENITALIUM (DST/IST)

Os Micoplasmas pertencem à classe dos Mollicutes, procariotos caracterizados pela ausência de parede celular. Esses microrganismos têm sido associados a infecções do trato genital alto e baixo com implicações como uretrites, cervicites, doença inflamatória pélvica, prostatites, epididimites, infertilidade no homem e na mulher, abortos e partos pré-maturos, bem como mortalidade neonatal e mais recentemente, câncer de prostata.

A bactéria Mycoplasma genitalium é uma causa comum de uretrite no homem e de cervicite na mulher, sendo recentemente reconhecida como uma IST.

É uma bactéria que vive nas células epiteliais e ciliadas dos tratos genitais e epiteliais dos primatas. É transmitida através do contato sexual, especificamente por contato com secreções, saliva e epitélio. Continue lendo

ADESIVO PARA TRATAMENTO DO ALZHEIMER DISPONIBILIZADO PELO SUS

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que provoca a diminuição das funções cognitivas uma vez que as células cerebrais degeneram e morrem, causando declínio constante na função mental.

Os principais sintomas da doença são: dificuldade de memória (especialmente de acontecimentos recentes), discurso vago durante as conversações, demora em atividades rotineiras, esquecimento de pessoas e lugares conhecidos, deterioração de competências sociais e imprevisibilidade emocional.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), essa doença é responsável por 60% a 70% dos casos de demência. Continue lendo